Acordei no 1.º de Dezembro e senti falta do feriado. E saudade da
festa que havia nas ruas de Montargil, com a Banda a tocar a Introdução ao Hino
da Restauração e o Hino da Restauração. Os músicos e entre eles o meu pai nas
pausas entravam nalgumas casas e fraternizavam. A que lembro é a casa do Sr.
David (dizíamos apenas «Davi»), quase em frente da nossa, depois de descer umas
escadinhas. Nessa casa está hoje o pequeno e aconchegante café LAREIRA, mais
realmente, o «café do Manel», sobrinho-neto do Sr. Davi.
Esta parece-me a mais importante e primeira memória que tenho da
Banda de Música. Vieram outras actuações, em dias de festa, a banda pela «Rua
Grande» e os gaiatos atrás. Entre os outros, os trompetistas, Sr. José Arlindo,
o meu pai e o Sr. António Nogueira.
Em Évora, a partir de 1956, pude
viver o dia 1.º de Dezembro como estudante do liceu. Para o essencial, a
vivência relatada pelo Professor Galopim de Carvalho era a mesma que lá
encontrei. Podemos lê-lo, aqui.
Letra
Portugueses
celebremos
O dia da Redenção
Em que valentes
guerreiros
Nos deram livre a
Nação.
A Fé dos Campos de
Ourique
Coragem deu e
valor
Aos famosos de
Quarenta
Que lutaram com
ardor.
Pra frente ! Pra
frente !
Repetir saberemos
As proezas
portuguesas.
Avante ! Avante !
É voz que soará
triunfal
Vá avante mocidade
de Portugal !
Vá avante mocidade de Portugal !
Vá avante mocidade de Portugal !