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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Parque Verde de Runa

25 de Abril
Inauguração do Parque Verde
Visto há dias programa das comemorações do 25 de Abril em Runa, quis passar por lá hoje. Uma breve visita ao café, já vou saindo, e digo ao Sr. Joaquim, que bem conhece as aldeias vizinhas do Sarge:
— Vou a Runa. Quer vir?
Fomos. A resposta ao meu pedido de há anos veio hoje. O Sr. Joaquim conhece as terras desde os Cucos, Ordasqueira, Matacães, Monte Redondo..., como as suas mãos. O moinho do Cuco, no cimo da encosta da Senhora da Glória, foi a sua vivência desde criança. Desse ponto se avista, dum lado, o cordão de aldeias, Matacães/Quinta do Juncal, Aldeia de Baixo, Aldeia de Cima, Ribeira, Sevilheira, Zurrigueira. Do outro, a estrada para Alenquer e Runa. A tarde estava disponível. Não iríamos ficar muito tempo... Chegámos a Runa, já o grupo Danças e Cantares do Furadouro tinha actuado.
Encontrámos, eu e ele, pessoas conhecidas.
Assistimos à actuação de «Os Rurais» do Furadouro; a seguir, cantou a artista Maria João Madeira, de Runa, acompanhada pelos bailarinos da Tuna Comercial Torreense.
No Roque, onde fomos tomar qualquer coisa, propus uma visita ao Moinho do Duque, no alto da serra da Carrasqueira, do outro lado do rio Sisandro. Na praça do moinho, estavam o dono, Sr. Vale Paulos, e mais três convivas, tudo gente ligada aos moinhos, incluindo o meu companheiro de passeio, moleiro até aos 36 anos e filho de moleiro. Foi um desfiar de memórias.
Já no Sarge, confessou o Sr. Joaquim:
— Foi uma tarde bem passada!...

Digo o mesmo.
*



















Maria João Madeira canta







terça-feira, 26 de abril de 2016

A Biblioteca Municipal de Torres Vedras mudou de instalações

Torres Vedras, 25 de Abril de 2016
Foi hoje a cerimónia da inauguração das novas instalações da Biblioteca Municipal de Torres Vedras. São provisórias, mas a qualificação é injusta, pois, enquanto se aguarda o edifício definitivo, com processo de captação de verbas já iniciado, temos a sensação de melhoria, de mais amplo espaço. Verdade que temos saudade da 5 de Outubro e parecia fazer sentido mudar directamente para o lugar onde foi uma das instalações fabris da Casa Hipólito, a par da igreja de Santiago, hoje, parque de estacionamento. Os SMAS podiam ter ficado mais algum tempo na Rua Cândido dos Reis… Poupava-se dinheiro? São contas que não sei fazer. Até o engenheiro Guterres hesitou um dia, quando lhe perguntaram pelos números exactos do défice. E, ao menos, tinha os meios de responder: «É só fazer as contas.» — disse ao jornalista que o interpelou.
Pouco antes das 17 horas, já lá estava. O ambiente era de alguma expectativa, alegria, também, bom para conversar com pessoas conhecidas, estimadas.
25 de Abril. Havia cravos vermelhos, para quem queria. A importância da data, comemorativa do dia 25 de Abril de 1974, justifica-se plenamente, por ter sido o início do caminho do povo português para o regime democrático, recebido com simpatia pela maioria.
Largo de Santiago, Largo do Clemente ou Largo do Dr. Justino Xavier da Silva Freire (curiosamente, o seu neto mais novo foi o segundo director da biblioteca, conforme aprendemos na nota informativa exposta em grande painel, sobre este estabelecimento de educação, cultura e lazer e a «Moagem Clemente», que actualmente o alberga), foi aqui que em ambiente cívico e de festa se perfilaram as entidades diante do público que ali quis acorrer. Começou por dirigir-se aos presentes o presidente da União de Freguesias de Torres Vedras (Santa Maria, São Pedro e Santiago) e Matacães, Francisco Martins, seguindo-se o presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Bernardes, o anterior presidente, ora secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, e o ministro-adjunto da Presidência, Eduardo Cabrita. No decorrer das alocuções foram recordados alguns anteriores chefes do executivo municipal, sem esquecer Alberto Avelino, também mencionado por Eduardo Cabrita, como deputado às Constituintes, de onde saiu a Constituição da República Portuguesa, aprovada em 2 de Abril de 1976.
É de assinalar o papel que a biblioteca terá na reanimação do centro histórico, onde se insere, com os seus para cima de 50 000 leitores que regista anualmente, como referiu o presidente da Câmara. Na sua intervenção, Carlos Miguel sublinhou a mesma ideia, ao afirmar que serão recebidas 5 000 visitas por mês.
Da visita à biblioteca, deixamos algumas imagens. Como não pretendemos ser exaustivos, fica por mostrar, por exemplo, o espaço do conto, aliás muito fotogénico.
O último piso, a que se acede por escada de madeira, de um só lanço, reserva-nos uma grande sala de leitura (comunica com outra ao lado, gémea dela), ligando à parte posterior, onde se abre um compartimento rectangular, em que o lado maior é quase igual à largura somada das salas precedentes. Aqui é o lugar de que já me tinha chegado notícia, pela beleza do panorama que se disfruta, com vista para o castelo. Disso não quisemos privar o leitor.
No largo, cá fora, convívio à antiga, à volta das mesas, em refeição volante, ligeira. À saída, quis participar no frugal repasto, escolhendo uma miniatura de bolo de uma das mesas e regressando a casa, que amanhã também é dia.
Hoje, haverá, ainda, pelas 21h30, «serão de CONTOS, CANTOS E OUTROS TANTOS - Sessões de narração de contos tradicionais portugueses, com Ana Sofia Paiva». [Do facebook da B. M. de T. Vedras.]
Quarta-feira é dia de reinício das actividades habituais da biblioteca e lá estaremos.






Quem sobe as escadas, encontra esta frase

E esta

Entrada para a sala da recepção

Ao fundo, a recepção; à esquerda, prateleiras do audiovisual

À direita, revistas; por trás das estantes, zona de leitura de jornais

Sala para  a idade infanto-juvenil




Espaço infanto-juvenil, visto do lado oposto

Sala para a idade juvenil
No canto esquerdo, depois desta secretária (ver a imagem seguinte), duas peças da artista Lúcia David, The Serie «The Library», 2005

Estas duas peças estiveram patentes na exposição individual de Lúcia David em 2005 
Galeria Municipal Paços do Concelho – Torres Vedras


 Em lugar de passagem, é obrigatório ler estes textos. O segundo é uma bela evocação do moer das horas diurnas e nocturnas dentro do estabelecimento; os rapazes guinchavam, as pedras chiavam, na passagem da galera do Clemente de e para a estação do caminho-de-ferro... «Emudeciam, porém, os homens: passava o transporte do pão sagrado.»

Sala de leitura para adultos, no último piso
Esta sala, de que se mostra só parte do lado do Largo do Dr. Justino Freire, comunica com outra, também grande. Podemos falar de sala dupla.

 Janela-miradouro
Obs. - Legendas a completar, 4.ª-feira.
[Acrescentadas as legendas, em 27-04-2016. Complementar esta mensagem com esta outra, que a completa e esclarece.]

domingo, 26 de abril de 2015

Mural de Évora - 40 anos do 25 de Abril

25 de Abril de 2015
Ao lusco-fusco, deparo-me, à saída de Évora na estrada para Montemor, perto da Ermida de S. Sebastião, com este mural comemorativo dos quarenta anos do 25 de Abril de 1974. A parede do mural fica depois da casa e do chafariz que se vê nas duas primeiras imagens, do mesmo lado. Aqui fica para documento.
É obra assinada por ANFA (?), AGRICULTURA (BÁRBARA+JÚLIO) QUIRINO, Silva Lopes, IID, A. Couvinha, tozébizarro, UM MURRO NO MURO, Santana Bizarro e João Louro (?), Nadilson, Edgar, SEQUEIRA, Maria Eduarda Zanchet B. e Nel Prull (?).

















sábado, 17 de maio de 2014

25 de Abril: Torres Vedras, experiências de liberdade

16 de Maio de 2014
Com uma segunda exposição de carácter documental me deparei, hoje, ao subir ao primeiro andar do edifício dos Paços do Concelho, da Praça do Município, no átrio defronte do auditório onde decorreu o primeiro dia de TURRES VETERAS XVII: encontro internacional de história.
Em

                                25
abril
TORRES VEDRAS
experiências de liberdade


Ezequiel dos Santos dá-nos os «anos de consolidação», na sua perspectiva.
Venerando de Matos escreve, a modo de legenda, um texto para cada painel, que, no seu conjunto, são uma guia dos quadros então vividos.
As fotografias reflectem momentos dos dias

26 de Abril de 1974, nas ruas de Torres Vedras;
26 para 27 de Abril de 1974, na libertação dos presos políticos de Peniche;
1 de Maio de 1974, na primeira comemoração livre;
25 de Abril de 1975, primeiro aniversário;
Diferentes momentos — 1975; e
25 de Abril de 1977, comemoração do 1.º aniversário da promulgação da Constituição de 1976.

No último painel (25 Abr 1977), inclui-se, a fechar, uma nota sobre Ezequiel Santos e a ficha técnica.











     Nota: tenho algum constrangimento em publicar as imagens e os textos, por me sentir demasiado devedor aos autores. O meu agradecimento. Quis completar o ciclo de exposições sobre o 25 de Abril.