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terça-feira, 30 de agosto de 2016

O Círio da Prata Grande em S. Pedro da Cadeira, dia 19 de Setembro de 2015. Assenta

(Círio da Prata Grande, S. P. da Cadeira 2015 - 2 de 8)
O cortejo oficial era marcado pelo compasso da marcha dos cavalos. Quem dele não fizesse parte e quisesse ir atrás teria dificuldade, depois, em estacionar nos vários locais de paragem. Nova dificuldade adviria em cada saída e paragem seguinte. Desloquei-me para Assenta, não conhecendo bem o percurso, por acaso, a primeira aldeia a ser visitada e onde os anjos deitaram as loas. Entrei num café, ao final da recta que se pode ver na segunda imagem, à esquerda. Nem nestes dias de festa em que se sente o povo alegre, como os homens das capas brancas, claramente bem dispostos, há unanimidade. Um homem dos seus quarenta anos, vestido de maneira leve, mas cuidada, de emprego indefinível, não claramente mecânico, discordava. Aparentemente sem motivo e sem contexto, mostrou outra maneira de ver. Falava para o responsável do café, atrás do balcão.  Breve, sem sequência. 
Senti que se tinha passado bastante tempo, desde a saída da Encarnação. Era, para mim, um mistério o que andaria o cortejo a fazer, para só chegar a S. Pedro da Cadeira às 21:30, hora prevista.
Primeiro, apareceram os homens das loas, fato domingueiro, com as suas opas verde-amarelo. Ofereciam-nas e davam-nas a quem as pedia. Toda a gente contribuía, ou não, com o que entendesse. Pouco depois, apontou ao fundo da rua a charanga da GNR. Vieram avançando e cada grupo na ordem que lhe foi destinada, sendo o lugar principal o da Senhora na berlinda. As casas estão enfeitadas com parecença de grinaldas, branco e azul, as cores que ficam bem à Virgem. Branco da pureza e o azul da túnica de que tradicionalmente se veste a Virgem, como se estivesse vestida de céu. Vi ao menos um estandarte, dos duzentos que foram feitos para esta festividade. Folhas de palmeira erectas à beira do caminho. Ramos de eucalipto.
No Largo de S. João Baptista, os meninos cantam as loas; a primeira quadra, um dos rapazes:

Bendita sejas, Mãe Santa,
A esta Assenta à beira-mar.
A nossa alegria é tanta
que só nos resta cantar!

[...]

A quarta quadra, todos:

De almas em festa, a cantar,
Mãe do Céu, Nossa Senhora,
Nós vamos-Te acompanhar
P'la nossa paróquia fora!

    Cumprindo o programa, o cortejo dirige-se a Cambelas. Nós vamos buscar o carro ao estacionamento, em chão de restolho ou pousio junto à estrada de campo, mas fora dela. Dali, partimos a ganhar etapas, esperando na Escravilheira, ao pé do nicho da Senhora de Fátima.












O pároco, P.e Alexandre Henriques Jorge



A Senhora na Berlinda






Sábado, 19 de Setembro de 2015, pelas 17 horas e 20 minutos. A Charanga da GNR abre o cortejo, seguida de cavaleiros civis (pelo menos, duas cavaleiras) em suas nobres montadas.
Depois de Celebração da entrega da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré na Encarnação, com início às 14 horas, «a Senhora da Berlinda» visita no seu percurso alguns lugares até chegar a S. Pedro da Cadeira, pelas 21 h. e 30 min. Neste vídeo, assistimos à entrada da banda de Loureiro no lugar da Assenta.
A Senhora da Berlinda vai ficar nesta freguesia durante um ano. Em Setembro de 2016, a imagem será levada ao santuário de Nossa Senhora da Nazaré, onde será celebrada missa. A jornada concluir-se-á com o regresso a S. Pedro da Cadeira, para no fim-de-semana seguinte ser entregue à freguesia da Ericeira. É a despedida da Senhora. São dezassete as freguesias que integram o giro do Círio da Prata Grande.





O mordomo, Sr. Tiago Simões

«S. Pedro da Cadeira rejubila com a Virgem de Nazaré», clama o autocarro no seu letreiro. Que coisa alegre é uma banda de música  Nada é melhor para acalentar o júbilo das gentes da freguesia. Vejam esta menina da Banda de Música de Loureiro.




No Largo de S. João Baptista


Capela de S. João Baptista, padroeiro da Assenta

O Círio da Prata Grande em S. Pedro da Cadeira, dia 19 de Setembro de 2015. Escravilheira

(Círio da Prata Grande, S. P. da Cadeira 2015 - 3.ª de 8)
A Senhora da Berlinda visita a Escravilheira

Cumprindo o programa, o cortejo dirige-se a Cambelas. Nós vamos buscar o carro ao estacionamento, em chão de restolho ou pousio junto à estrada de campo, mas fora dela. Dali, partimos a ganhar etapas, esperando na Escravilheira, ao pé do nicho da Senhora de Fátima.
Esperámos calmamente, conversando com pessoa conhecida que adregou estar ali, mais um companheiro seu da meninice no Sobral de Monte Agraço. Era um entre outros. Não custou esperar. Nestas coisas, há pormenores a cuidar, ainda, à última hora. Vejo uns cuidados com o nicho de que já não consigo contar, como os da mãe que dá um último jeito à roupa, ao cabelo do filho ou da filha, antes de ir para a escola. O nicho, e a santa, é de todos, mas os dali sentem-nos como mais deles, com certeza. E os pastorinhos.

Nossa Senhora
de Fátima
Rogai por nós














Os meninos cantam as loas, à passagem na Escravilheira
Reproduz-se apenas a primeira. Na última, cantam TODOS.

Saudemos com alegria,
Nesta Romagem de Fé,
A Virgem Santa Maria,
Senhora de Nazaré.

     […]

És Mãe que muito amamos
Com Esperança, Amor e Fé,
E hoje, em júbilo aclamamos,
Senhora de Nazaré!

*
Na Escravilheira, 28 de Setembro, 2.ª-feira

Escravilheira, vista de quem vem do lado da Ericeira
À esquerda, terreno junto a Grafivedras

O outro lado da estrada, em frente de Grafivedras

A Escravilheira, na direcção de Torres Vedras, termina na Urbanização Vistas do Atlântico. Esta rua entronca na E. N. n.º 247, perto da Portela de Belmonte. É a porta de entrada na urbanização, em que se abriram, além desta, a da Alegria (primeira, à esquerda), de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, João Gonçalves Zarco, Gil Eanes, Bartolomeu Dias e Fernão de Magalhães. Primeiro, o mar; depois a alegria e a vontade, sem as quais nada se consegue de perdurável. Mar, alegria/vontade e homens — os grandes intérpretes que são nomeados e todos os que cumpriram e ficaram anónimos —, é tudo um.

Na E. N. n.º 247, em frente da entrada da Rua do Atlântico


À esquerda, entrada para a Portela de Belmonte


Na mesma zona da E N n.º 247, direcção de Torres Vedras

Na mesma zona, vista para o lado da Ericeira

Descendo para a rotunda




Daqui, da Portela de Belmonte, se vê S. Pedro da Cadeira