terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Qual será o «nosso» próximo banco a falir?

     Vai ser preciso fazer alguma coisa, legislação adequada e fazê-la cumprir. A supervisão tem que supervisionar e ter poderes e meios para isso. De que serve tanto saber e apenas rezar para que não aconteça nada?
     Quem sabe, dentro e fora da política, tem de ir esclarecendo os portugueses, ensinando, afastando as cortinas, pois o assunto está a ficar caricato.
http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2015/12/21/a-pouca-vergonha-que-continuamos-a-pagar/
http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2015/12/21/se-perdemos-tanto-alguem-ganhou-no-banif/
http://www.publico.pt/politica/noticia/banif-e-um-assunto-chocante-e-tem-que-ser-explicado-defende-horta-osorio-1718183
     O que estes senhores dizem, por exemplo, não pode cair em saco roto.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Selecção da semana, 19-12-2015

Hoje, mais uma selecção da semana, o artigo de Carlos Cupeto sobre José Tolentino Mendonça, em otrosmundos, que recomendo vivamente.
No pouco que li de José Tolentino encontro identificação, no que diz e em como o diz e vive. De presença na imprensa, lembro a conversa com José Saramago (Expresso, 25-10-2009), e a entrevista ao Público, de 24-03-2013 («A igreja não precisa só de correcção, mas de inspiração»).
O mundo de transição em que vivemos exige de nós outra forma de lidar com o tempo, simplificar, adensar, aumentar o «nível de consciência» às nossas acções, «a unidade comunitária local». Sintetizo Carlos Cupeto, que nos diz, a concluir:
As pessoas conhecem-se, respeitam-se e ajudam-se, dão tempo umas às outras, ouvem-se e compreendem-se. Só teremos novos e melhores tempos com homens e mulheres que assumam valores éticos e morais muito superiores aos atuais. Dê uma vista de olhos ao que Tolentino Mendonça escreve porque isso o vai ajudar, Feliz Natal.
[Ver a conversa com Saramago e a entrevista ao Público, aqui, onde também se refere CC.]

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Padaria do Moleiro

PADARIA DO MOLEIRO
A ARTE DE FAZER PÃO
E. N.  nº 9, n.º 5 – Gibraltar
2560-122 Ponte do Rol
Tel.: 261 326 037

PANCRISP – Industria de Panificação, Lda.
Sede: E. N. n.º 9, km 64 – Casais de S. Gião
2560-249 Torres Vedras

Domingo, 13
Na Padaria do Moleiro – café, restaurante, pastelaria


De tarde, fomos a Gibraltar. Como é bom sair do nosso cantinho e ir em demanda de longes terras, coisas novas! E, tantas vezes, o longe fica bem perto e faz-nos sonhar. Gibraltar: que nos traz este nome à memória?
Ali transportados, sentamo-nos a uma mesa ao fundo, no lado oposto ao do grande ecrã de televisão, ficando eu de costas para a sala. Ao alcance da mão, um Cardápio de Chocolates, em três línguas, ES/PT/GB. O cardápio é variado e com boas ilustrações. «Prazer em chávena»; «www.letschocolaat.com». A sala principal é ampla, com boa iluminação interior e exterior, Respira-se uma alegria tranquila, pelo serviço discreto, eficiente. O mobiliário de apoio é funcional e os pormenores de ornamentação, cativantes.
Pelo espelho, de larga moldura bege, com motivos vegetais,  no material escavado, deixando espaços entre as folhas, vou olhando para a televisão. Imagine-se a aventura que ia passando na tela, pelas imagens e legendas que  podemos ver.
*
Uma digressão breve pelo lugar deixa-nos reconfortados pela qualidade de algumas habitações e presença de empresas. O conjunto é muito positivo. Merecerá particular menção o espaço fronteiro à Padaria do Moleiro — Sacola – Garden Center —, incluindo um pequeno café, já anteriormente visitado.
Gibraltar fique para futuro apontamento. É um mundo e apetece dizer que o concelho de Torres Vedras os tem inumeráveis, para usar noutra dimensão palavras conhecidas de Giordano Bruno*.__________________
* Giordano Bruno, filósofo italiano do Renascimento, escreveu que o universo contém «mundos inumeráveis» e não só a pequena Terra, em Acerca do Infinito, do Universo e dos Mundos, edição da Fundação Gulbenkian. (De l'infinito, universo e mondi, na edição italiana.)
---

O pior lugar é de costas para a sala?
Espelho meu, espelho meu...

O testemunho trágico de Josalina começa a preocupar


o responsável pela horrenda carnificina.




É um peixe prateado muito bonito.


Alimentam-se à superfície.
Costumamos encontrá-los


Não vejo nenhum suspeito óbvio no mercado de peixe.

*

No dia 14, 2.ª-feira de manhã



– É divertida, faz-me rir!
– E as suas festas constantes.
[Parece tratar-se de um filme na corte francesa do século XVIII]




As mesas estão revestidas com uma obra gráfica que se subdivide em quatro imagens: uma, repetida, para ser lida dos dois lados (só as frases são diferentes, duas a duas:
Pão que sobre, carne que baste, vinho que farte.
Mais vale pão hoje que galinha amanhã.
 e
Pão de padeira, não farta nem governa.
Quem não se farta de pão, de migalhas é que não.);

outra, com o logótipo da PADARIA Moleiro sobre seara de trigo. A terceira imagem representa FARINHAS FIRMOS LIMITADA, aqui, por amizade, sem deixar de ser, por certo, também por relação comercial. Esta empresa está instalada pouco depois da Mugideira, e a caminho do Campo Real, no lado direito da estrada do Catefica para a serra do Socorro. Os edifícios podem, ainda, ser vistos por quem siga na EN n.º 8, do Carvalhal para Torres Vedras ou o inverso.
 * 
As imagens que deixo como anexo, no final desta mensagem, foram registadas num passeio a Casal de Barbas, em 7 de Junho de 2013. Quem tiver curiosidade de me acompanhar nesse passeio, pode ler e ver, aqui.
*

 14 de Dezembro


14 de Dezembro

Adenda de 16 Dez.


O pão e o vinho








*



A cama são espigas de trigo




Esplanada, com ligação ao interior

Regressamos a Torres

 Perto da vedação da Sacola, do lado de Torres Vedras

Banco, mesa ou abrigo

De Gibraltar, com amor

Até à rotunda para a Fonte Grada, 1 000 metros; passamos diante da Paul (antigamente chamada Apaul), adeus, Paul!, o contador do automóvel, posto a zero, marca 1 500 m; no Choupal, 3 600 metros.
***
Imagens de Junho de 2013









quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Festa de Nossa Senhora da Conceição na Camila

3.ª-feira, 8 de Dezembro de 2015
A Camila é um lugar de culto que serve as comunidades de Gentias, Barrocas, Feiteira, Azenha Velha, Carvalhais e Cambelas. Pela primeira vez, tenho o privilégio de ver a Camila com a sua capela aberta e em dia de festa. 
Neste dia feriado, segui o trajecto habitual, pela E N n.º 9. Deixando a Coutada para trás, passada a ponte sobre o Sisandro, corta-se à direita, sem entrar na rotunda ovalóide que levaria a S. Pedro da Cadeira, Encarnação e Mafra e, pelo lado direito da bifurcação, a Escravilheira e Ericeira.
Azenha Velha, Largo Rufino Carvalho, pouco adiante vai aparecer a Camila ou Alto da Camila e a capela de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal*.
A capela recebeu obras de obras de ampliação, tendo a cerimónia de inauguração sido presidida pelo bispo auxiliar de Lisboa, Dom António Vitalino Canas, em 11 de Setembro de 1997.
O nome Camila parece dever-se a uma senhora que viveu no século XVIII**.
Vindo da Azenha Velha, já não pudemos deixar o carro no terreiro que separa a estrada da capela, repleto de automóveis estacionados. Ficou um pouco à frente, perto da casa vizinha do moinho mandado construir por F V E, no ano de 1824. 
A missa já tinha começado, mas ainda se prolongou bastante. O sacerdote deteve-se a explicar a importância de Maria na história da salvação, na sua relação com as pessoas. A nave estava cheia até à porta e alguns degraus. Cá fora, muita gente, que se ocupava a falar, visivelmente contente por estar junta, neste sítio e neste dia. Quem estava à porta da capela não conseguia ouvir bem o que ia sendo dito pelo oficiante da cerimónia.  Os convivas do exterior mais próximos não se davam conta de que o seu descontraído diálogo não era interrompido por nenhuma cortina invisível. 
Na Camila, via-se uma senhora da Comissão de Festas em honra de N. S.ª de Nazaré, com presença na procissão de 20 de Setembro próximo passado, e escuteiros.
Terminada a missa, seguiu-se a procissão. Primeiro, passou a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, sem a sua berlinda, levada no andor. Passa, depois, a imagem de Nossa Senhora da Conceição. A primeira imagem fica à guarda da freguesia de S. Pedro da Cadeira até ser entregue à freguesia da Ericeira, em 2016. Vamos todos, muito povo, por estrada de campo alcatroada, perfilada de canaviais, em passeio campestre. É grande o contacto com a natureza. O homem precisa de a ter perto de si, de estar rodeado por ela, estar no seu seio. Umas centenas de metros à frente, Carvalhais. Percorremos o lugar, vemos admirativamente as suas casas, os quintais. Bons quintais e casas, algumas de forte estrutura, talvez demasiado quadrangulares e coloridas. É um certo gosto e bem-estar moderno a fazer-se ver. O tom geral é o da aldeia clássica, que vai sobrevivendo na sua alvura.
A procissão regressa e vai tomar a estrada que da Azenha Velha continua até Cambelas. Umas dezenas de metros e entramos no largo recinto, passamos pelas viaturas que dos dois lados nos aguardam como um rebanho; agora, o poço, hoje enfeitado com uma pomba, o Cadé perto do poço, pronto a vender castanhas quentes...
A cabeça da procissão volta a entrar na grande boca ou ventre de onde saiu.
Cá fora, compra-se cavacas e outros bolos.
Deixo o ambiente de festa e regresso a Torres, por Cambelas.
______________________
* D. João IV, estando reunidas as cortes (clero, nobreza e povo), proclamou a Virgem padroeira de Portugal, por provisão de 25 de Março de 1646.
** O topónimo Casais da Camila/Alto da Camila «deve ter origem em D. Camila da Silva Negreiros, mulher de Estêvão de Zagallo Andrada, que foram proprietários na primeira metade do séc. XVIII de uma quinta próxima a este local», como diz Rui Manuel Mesquita Mendes no seu blogue.
*

Google earth, foto de 20-07-2012

Este depósito de água fica perto da casa vizinha do moinho, a uns cem metros, do outro lado da estrada, visível de longe, como uma bandeira



(13-10- 2015)

(13-10-2015)
O moinho. Espaço muito bem cuidado, com espaço edificado discreto, habitacional ou de apoio. Ao fundo, consegue divisar-se uma habitação, que confonta com a estrada para Cambelas e Azenha Velha, de apreciáveis qualidade e dimensões. Os dois lotes estão separados por passagem de dois ou três metros.

(13-10-2015)
Ao fundo, a capela da Camila

13-10-2015)

Dúvida na interpretação da 1.ª e, sobretudo, na 3.ª letra da primeira linha. São as iniciais do  primeiro dono do moinho.

FVE MANDOU FAZER ESTE MOINHO NO ANNO DE 1824 
F V E
M A N D O
U  F A Z E R
E S T E  M O
I N H O  N O
A N N O  D E
I824

A seguir ao moinho, há um tracto de terreno livre de construção. Por ali seguimos
até ao ajuntamento de pessoas

O caminho de que falei

(13-10-2015)

Os homens do fogo no campo, defronte da capela.
Os foguetes vão atroar o ar. É dia de festa na Camila.

Na bandeira lê-se: Capela da Camila e S. Pedro da Cadeira. À frente, em primeiro lugar, vai a imagem da Senhora de Nazaré



(13-10-2015)
Da frente da capela, a procissão segue para Carvalhais

(13-10-2015)
Vamos em frente até apanhar a estrada para Carvalhais, virando à direita, atrás da muralha de canas.

Ida

Regresso





O tempo esteve bom.