quarta-feira, 11 de abril de 2018

PÓ DOS LIVROS - Fechou mais uma livraria

Quis encomendar Os Irmãos Inimigos, de Nikos Kazantzaki, cuja leitura recente me deu grande prazer. E me devolveu a velocidade de ler do tempo em que li Eça, com encanto. Os irmãos inimigos são os Gregos, boinas vermelhas e boinas negras; na capa, de cabeças voltadas em direcção oposta, exactamente iguais. Só a boina os distingue.
Já não adquiri a obra que destinava como oferta a um/uma familiar. Venho a saber, no texto do blogue assinado pelo livreiro, Jaime Bulhosa, com data de 27 de Fevereiro, que a Pó dos Livros encerrou as portas em 31 de Março. Mais um que se vê forçado a fechar...
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Ver, também, no suplemento Ípsilon do Público:
Livraria Pó dos Livros fecha portas no final de Março

domingo, 8 de abril de 2018

Aldeia Típica de José Franco


Aldeia típica de José Franco -- Sobreiro
07-04-2018
Hoje, revisita a José Franco, presente no espaço em espírito, que não já em pessoa no compartimento em que modelava as figuras de barro. Oferece-me outra vez um pequeno copo de barro com vinho. Na divisão ao lado, onde agora estou, sinto-o a abrir o postigo e estabelecer contacto visual. Não é controle ou desconfiança, apenas uma saudação de silêncio, um conforto ao visitante.
Deixo só imagens do pátio da aldeia, perto da assinatura de José Silos Franco, assinalando por certo mais uma parte da obra concluída. Imagens também de uma fonte abençoada por Santo António com a Bíblia e o Menino, a convidar-nos a entrar, a beber da água da arte que envolve toda a aldeia. A água da vida...
(Publicado há momentos na minha página do facebook)
  A assinatura de José Franco está no patamar da escada, ao fundo, à direita.








segunda-feira, 19 de março de 2018

Almoço-convívio na UDRC – Sarge

18-03-2018
Hoje, houve almoço-convívio na sede da UDRC do Sarge.
O arroz de cabidela ajudou à boa disposição, num salão de festas cheio. A equipa dispensadora de tão agradável alimento incluía o presidente da direcção, que se pode ver à direita na terceira fotografia.
A tarde foi de sol.
 Pelas 13 horas, a EN 115-2 e as imediações da sede estavam lotadas de viaturas. No cartaz, anuncia-se o próximo convívio – Festa do Vinho – a 8 de Abril, p. f.

Vista do salão de festas

Não imaginam como estava bom o almoço… Para mim, foi matar saudade de um tempo já bastante antigo…

terça-feira, 6 de março de 2018

Santa Maria espera-nos na alameda dos Cucos

05-03-2018
Por estes dias passei pelos Cucos e vi o modesto monumento que nos aguarda, a receber-nos de coração aberto. Ali, à porta, à entrada da alameda e bem perto dos carros que passam na EN n.º 9.
Hoje, voltei ali.



domingo, 4 de março de 2018

Coimbra, rio Mondego, dos rouxinóis ao luar...


Um amigo (F. O.) mandou-me um mail com estes dizeres,
Fado corrido de Coimbra…
Para os amantes de Coimbra…
Que pode não ser uma lição,
Mas é sempre saudade.
acompanhado de um vídeo, sem indicação de proveniência. Pesquisei e encontrei-o no YouTube. Achei lindo, perfeito, na interpretação de João Farinha e Hugo Martins.
Letra, reproduzida como as palavras foram pronunciadas:
Coimbra, rio Mondego,
Dos roussinóis ao luar
Coimbra, rio Mondego,
Dos roussinóis ao luar
Em tuas margens de sonho,
Deixei minh’alma a chorar
Em tuas margens de sonho,
Deixei minh'alma a chorar
(Instrumental)
Hei-de perguntar um dia,
Ao vento, que diz às flores
Hei-de perguntar um dia,
Ao vento, que diz às flores
Para saber se é só uma
Esta linguagem de amores
Para saber se é só uma
Esta linguagem de amores
(Instrumental)
Coimbra, terra de encanto
Fundo mistério é o seu
Coimbra, terra de encanto
Fundo mistério é o seu
Chega a ter saudades dela
Quem nela nunca viveu
Chega a ter saudades dela
Quem nela nunca viveu
Os instrumentos de corda nunca se calam, do princípio ao fim.
***
Fado ou canção de Coimbra. Recomenda-se. Luís Goes, Fernando Machado Soares, José Afonso e outros..., é boa altura de ouvi-los e adquirir alguns discos. Hoje, é dia de ouvir João Farinha e Hugo Martins. Que bom será ir a Coimbra e, mediante prévia inscrição, entrar no Centro Cultural – Fado ao Centro, pelas seis da tarde, na Rua do Quebra-Costas, a poucos metros da Visconde da Luz. Há ali fado de Coimbra, diariamente.
Estou a pensar dar-me essa prenda...


sábado, 17 de fevereiro de 2018

Alto e Pára o Baile!



Alto e Pára o Baile! é uma expressão conhecida em todo o país e, na região de Torres Vedras, fundada em situação real – um baile no Varatojo. Deixo este caso de lado e venho apenas lembrar que há novo espectáculo de revista à portuguesa nas Carreiras, já no próximo dia 25 de Fevereiro. (Ver, aqui.)
Estive lá no passado dia 4. Na estrada para Alenquer, chegando a Carvoeira, toma-se o caminho de Carreiras, à direita. Há sinalização do evento. Fui subindo a rua da Associação Dramática e Recreativa e à esquerda, o momento da aparição do edifício… Fiquei contente…
No salão, com cerca de 200 lugares, a revista à portuguesa ofereceu alegria e competência. A danças e cantos de revista seguiam-se trechos de comédia. De novo dança, canto; trecho de comédia… Estamos em ambiente rural e a vivência do lugar é mantida descontraidamente. Os artistas e demais gente que ajuda a pôr o espectáculo de pé são naturais da aldeia ou com ligações familiares a ela.
As situações, a experiência do dia-a-dia não é escondida e a pintura de algum costume, hoje menos politicamente correcto, é dada com realismo. E arte… Que belo o sapateado, as mãos e braços ao alto, a rotação vibrante do corpo, protagonizados pelo Nuno Bonifácio, filho do director artístico, Sr. António Alexandre Bonifácio!…
Dois lindos cenários, guarda-roupa novo, mudança de cenário rapidamente feita durante o intervalo. Bons, muito bons os textos. Uma referência para o director musical, velho conhecido, o Professor Francisco Patrício...
Bom acolhimento...
***
Mais informação recolhida, seguindo de perto o que ouvi e li e visionei:
Esta é a quinta revista que estão a fazer. São uma escola informal…, um grupo de amadores com brio de profissionais, que trabalham em prol da cultura, em prol do associativismo, em prol da nossa terra e do nosso concelho… Estiveram parados dois anos a preparar o actual espectáculo. Estão envolvidas 60 pessoas. Um palco no primeiro acto e outro no segundo. O elemento mais novo tem 16 anos e o mais velho, António Alexandre, 72. A revista antecedente esteve em cena durante 5 anos, com 74 sessões.
Ao princípio, depois da peça de teatro em três actos, vinham as variedades. O teatro nas Carreiras começou há oitenta anos, num tempo em que as mulheres não faziam teatro. Eram três homens, assim de cara menineira, que faziam de mulheres…
(Em Março de 2010, revista Agora É Que São Elas, em cena havia dois anos) – Isto vai durar até que as pessoas queiram.
Dália Franco – Já escrevi cinco revistas anteriores, aqui…, todas.
Ludovina Cruz (Vina) é a presidente da Associação Dramática e Recreativa das Carreiras.
(Ver linques, no final)






Vista obtida do largo em frente do edifício da ADR de Carreiras


A capela, ao fim da rua
***
https://www.facebook.com/torresvedrasweb/videos/1633770433316766/
https://www.youtube.com/watch?v=a8LbtUaQ2_k (1.ª parte)
https://www.youtube.com/watch?v=tfFuzH2K96s (2.ª parte)

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O Boneco do Entrudo

Carnaval de Torres Vedras 2018
Quem entrar um destes dias a pé pela entrada principal do Arena Shopping encontra este rapaz novo e barbudo que o convida a entrar.
O boneco parece-me muito feliz e está acompanhado de uma ficha sobre o fabrico destas figuras, primeiro, à base de palha. Mais tarde, a cabeça passou a ser feita com pasta de papel. Na ficha, abaixo reproduzida, se lembra o Senhor Francisco Porfírio, conhecido vulgarmente por Chico da Bola e que tive o prazer de conhecer. Fazia a cabeça do boneco com pasta de papel, conforme a receita que nos é partilhada. Parecerá simples entendê-la, mas não dispensa a explicação do artista…
Este Entrudo diz-nos como o Carnaval tem mudado, como a brincadeira está mais urbana. Isso vê-se, também, claramente no tema deste ano  – Mares & Oceanos – e na ligação da Ira de Neptuno, o Deus do Mar, aos tempos que estamos a viver nas bandas do Ocidente. O planeta Terra não é esquecido. Ensina-se, brincando. Esperamos que os foleões e as foleoas se divirtam…
O Rei-Entrudo, coitado, ainda não sabe o que o aguarda. Só pensa na festa. «A vida são dois dias e o Carnaval são três!» – pensa ele –, e se for assim, o Carnaval é maior que a vida. Como pode ele pensar em morrer?
Talvez tenha razão, quem sabe? É um julgamento estranho, quarta-feira à noite, ao pé do Tribunal, com piadas sobre casos da vida cá da terra do ano passado… As pessoas riem… Toda a gente feliz a vê-lo estoirar de contente, com o barulho dos morteiros e do fogo de artifício...
– Deixai... Morra Marta, mas morra farta! Inchei tanto na alegria destes dias, parece que vou rebentar!...

Os créditos do boneco são de Carnaval de Torres Vedras (proprietário) e de Helder Silva (autor). Os do texto, de Ana Almeida.







https://www.youtube.com/watch?v=RtOLSXFf_MA [... p'ra tudo se acabar na quarta-feira...]