sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sirol, Festa da Apresentação do Senhor

2 de Fevereiro de 2017
5.ª-feira, dia 2, Festa da Apresentação do Senhor, Sirol, (Procissão e missa), 15 h, seguindo-se a actuação do Coro da Universidade Sénior de Torres Vedras e lanche-convívio
[Programa afixado na porta da capela]

Festa da Apresentação do Senhor, Sirol, freguesia de Dois Portos, Torres Vedras, numa das mais bonitas capelas de Portugal. Houve procissão em pequeno circuito, seguida de missa. Bonita homilia. A seguir, actuou o Coro da Universidade Sénior de Torres Vedras. O vídeo mostra parte do momento de canto, por um filho da terra, cheio de vibração e amor; a surpresa deste momento de fado, um hino ao Sirol e à amada capela, impediu-nos de captá-lo por inteiro. Agradeço ao cantor.
[Texto da descrição do vídeo no YouTube]

Entre outras canções, foi cantado o Hino da AUTITV, de que transcrevo:

És um verso de poema
Cantando ao entardecer
...................................
Toda de branco vestida
E amarelo à mistura
Acenando a quem passava
Com sorriso de ternura

A AUTITV acena aos passantes..., acena..., acena..., convida... para «um futuro cheio de esperança». A AUTITV dá, oferece..., redescobrimos futuro no entardecer. O entardecer tornado amanhecer..., dia a dia nasce manhã.

Caminho para o Sirol

«Indo de Torres, chega-se a Dois Portos e a seguir à ponte sobre o Sisandro, toma-se a esquerda e continua-se, passando ao lado da Estação Vitivinícola Nacional. Sirol fica a mil, mil e quinhentos metros (?). Indo pela outra extremidade de Dois Portos, pode visitar-se a igreja paroquial de S. Pedro, num alto, também perto, formando um triângulo com a sede da freguesia. Esta última igreja também é bastante interessante.» [Esclarecimento a amigo no facebook]

2-02-2017
Todas as fotos são desta data, menos as três seguintes.

 10-07-2016

 10-07-2016

10-07-2016
Ermida de Nossa Senhora da Purificação Benta a 26 de Julho de 1749
























[Estas imagens de 1 de Abril de 2015, são do google earth, com a devida vénia]
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HINO DA AUTITV

AUTITV tu és encontro
És vida, calor, saber
És um verso de poema
Cantando ao entardecer

Chegaste um dia...
Toda de branco vestida
E amarelo à mistura
Acenando a quem passava
Com sorrisos de ternura

Chegaste um dia...
E no mar largo da vida
Foste porto de acolher
Acenando a quem passava
Nunca é tarde para aprender

Chegaste um dia...E do passado distante
Apagaste uma lembrança
Acenando a quem passava
Um futuro cheio de esperança

Maria do Espírito Santo
(Daqui, barra lateral.)
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http://www.liturgia.pt/leccionarios/santoral/7_02_Fev.pdf (Leituras do dia 2 de Fevereiro de 2017)
2de Fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor (Contém algumas gralhas, facilmente detectáveis)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Padaria TI ODETE

Outubro de 2016
Em sete de Outubro, p. p., dei por o PAPAGAIO já não existir. Agora, há a PADARIA TI ODETE. 
«Muitos copos de vinho lá bebi.» — diz o Sr. M., distinto chefe de conceituada oficina de automóveis, em seu tempo.
O reclame vai para sandes de cozido e sandes de mão de vaca. Sandes de presunto. Prato rápido para almoço. «Há dobradinha.» «Sopa de grão.» Pão de vária dimensão e formato, bolos e... bebidas.
Conserva o carácter...
Um papagaio estava pendurado em efígie na parede da direita de quem entra, já para os lados do balcão. Fio-me no que me diz um frequentador habitual, que das três ou quatro vezes que lá terei entrado o bicho de papel não deixou marca gravada no registo consciente. Na parede da esquerda em bonitas placas de vidro acrílico mantêm-se o preçário impresso a preto, quase caligrafado, de alto a baixo, os dados administrativos passados pela Câmara Municipal em 1970 e em 2008 e o logótipo do lugar, nos seus tons vermelho. verde e azul. Oxalá ali continue a presença amigável e de lembrança palavrosa. Ele não pode falar, mas falam os clientes por ele.
O tempo tem assistido a mudanças. Em 70 era presidente da Câmara António Teixeira de Figueiredo e gerente do espaço Júlio Inácio Grazina. Em 2008, presidente, Carlos Manuel Soares Miguel e responsável pela gestão Vasco Manuel da Silva Santos. Sobre a porta, o número de polícia também mudou, 57 em 1970 e 11 actualmente.
Do outro lado da rua, onde esteve até há pouco o laboratório de análises (direcção técnica da Dr.ª Isabel Tinoco), descobre-se agora o nome de anterior estabelecimento: PADARIA TRIUNFO. A «Ti Odete» tem ali um cúmplice de todas as horas. «Eu já fui o que tu és agora!» Os tempos mudam, mas a oferta de pão para todos continua. (1)
A Padaria Ti Odete tem a casa-mãe em A dos Cunhados.
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«A outra ermida fica também perto de Tôrres Vedras, no caminho das termas dos Cucos; teve alpendre, que perdeu quando se fêz a estrada nova. É ermida muito antiga, feita pela confraria dos sapateiros de Tôrres, para albergaria de gente pobre. Conserva o seu tipo primitivo. Em redor de Tôrres havia outras albergarias, antigas, dos séculos XIII e XIV, construídas por confrarias da vila, com fins piedosos e altruistas inspirados pelo cristianismo.»
(Gabriel Pereira, em Estudos Diversos, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1934, p. 403. «ALPENDRES», artigo de três páginas, foi publicado inicialmente em Arquitectura Portuguesa, 1909. «A outra ermida» referida no extracto supra é a da Senhora do Ameal.)
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Curiosidade: para o espaço do que foi sacristia pode entrar-se pela porta à esquerda, logo depois da entrada.
Curiosidade 2: fotografias da fachada e do interior podem ver-se, clicando na hiperligação infra. «Sítio acolhedor, comida caseira e fantástica, bom atendimento e bom ambiente, antiga tasca portuguesa recuperada modernamente junto ao campo de futebol e clinica soerad.» – comentário de 2005. Ao proprietário do sítio, agradecemos.

Obs.: Esta mensagem precisa, ainda, de ser completada, o que espero fazer em breve. Ver abaixo espólio da antiga ermida no Museu Municipal de Leonel Trindade. Uma das pedras da frontaria, que Gabriel Pereira reproduz em desenho que aqui deixo, existe em depósito no mesmo museu.
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(1) Entretanto, as letras em relevo -- PADARIA TRIUNFO -- desapareceram de vez. Não se encontram mais, debaixo do nome do novo estabelecimento que ali tomou o lugar.
09-10-2016

09-10-2016

09-10-2016

09-10-2016

09-10-2016

13-03-2014, 19:.59

09-10-2016

09-10-2016

09-10-2016

11-10-2016

14-10-2016, 07:10

Do livro Estudos Dispersos, de Gabriel Pereira,
 ilustrando o seu artigo «Alpendres» (páginas 400-403),
 dado à estampa primeiramente em Arquitectura Portuguesa, 1909.

11-10-2016
Onde estará a cabeça do santo?

11-10-2016

24-04-2014

11-10-2016

11-10-2016

11-10-2016

10-10-2016

10-10-2016


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https://www.zomato.com/es/grande-lisboa/snack-bar-o-papagaio-torres-vedras-centro-lisboa/photos#tabtop (cinco fotos – exterior e interior, antes da mudança de gerência)

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O CAS RUNA - Lar de Veteranos Militares

1 de Dezembro de 2016
No dia 1 de Dezembro, teve lugar mais um passeio cultural sob o lema POR MONTES E VALES, «organizado pela Casa da Cultura da Ponte do Rol com a colaboração da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras». Desta vez o destino foi o Centro de Apoio Social de Runa, cuja fundadora foi a princesa Maria Francisca Benedita, com o nome de baptismo Real Asilo de Runa.
O cicerone foi o presidente da ADDPC de T. Vedras, Joaquim Moedas Duarte, com apoio em partes específicas da técnica-superior encarregada da supervisão do CAS, enquanto património histórico-cultural.
Curiosidade interessante a dos corredores do rés-do-chão, formando um quadrilátero; os primeiros dois com nomes de batalhas decisivas, a da Independência e a da Restauração, fazendo-nos lembrar alguns corredores da ex-Escola Prática de Infantaria em Mafra e de que estamos numa instituição  de tutela militar. O caso dos últimos dois é diferente, como se verá.
Ficam apenas algumas imagens, para aguçar o apetite de novas visitas e informação circunstanciada.







Corredor Montes Claros

Corredor Aljubarrota


Corredor Príncipe D. José


Corredor Princesa Maria Benedita

A Princesa Maria Benedita olha para o fundo do corredor, do outro lado dos guarda-ventos.
Imaginamos aí o seu amado consorte, fitando-a. Certamente, começam a andar na direcção um do outro. Assim pensou quem nomeou estes dois corredores. Cada casal pode ser Pedro e Inês, cujos túmulos em Alcobaça foram colocados frente-a-frente. Como se no dia do Juízo Final se erguessem e caminhassem para se abraçar. É esta também a poesia de Benedita e José.

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http://www.iasfa.pt/runa.html (Centro de Apoio Social de Runa)