domingo, 25 de setembro de 2016

Montargil

 24 de Setembro
Nas últimas semanas, Montargil foi vítima de incêndios em Vale de Vilão, zona da Farinha Branca e Vale de Carvalhoso (margem esquerda). Dos dias 6 e 9 do corrente deixamos ligação para duas notícias.

 Vista dos campos e albufeira, da zona da Casa do Povo e do Dom Café 
Ao fundo, à esquerda, área ardida na margem esquerda do Vale de Carvalhoso


 *
No regresso a casa pela estrada marginal do rio Sor, pouco depois do Porto Velho e já muito perto de Santa Justa e Couço, vimos um enfardamento ocupando uma vasta chã, em formato um pouco diferente do habitual. Parámos para «tirar» algumas fotos.

 Eira, numa das extremidades da chã




 Couço, do outro lado do Sorraia


 Ainda foi preciso andar bastante. Em alguns pontos, parecia capim a afundar debaixo dos pés.
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domingo, 11 de setembro de 2016

A fidelidade nas aves — O exemplo da ferreirinha-comum

10 de Setembro, sábado
[Attenborough / 60 anos na Natureza (Attenborough / 60 Years in the Wild)]
No café, ainda ao balcão, começo a ver na televisão um documentário sobre a vida selvagem. Tocou-me de imediato, por analogia «maliciosa» com os humanos…, mas antes disso, David Attenborough apresentava-nos as suricatas do deserto de Calaári, minhas antigas amigas há já uns bons anos, por quem tenho particular estima… Dito isto, vamos ao assunto. Tocou-me de imediato, por analogia «maliciosa» com os humanos, a cena do Alfa, do Beta e da de algum modo consorte dos dois. A distância que nos separa destas aves, não tão raras afinal, que se podem encontrar nos jardins suburbanos de Inglaterra, é enorme. Todavia, não infinita…
A fracção de segundo do ápice do encontro furtivo consuma-se como um passo de dança, seguido por um afastamento alado, qual meneio de dança galante. Logo depois, «o senhor dança?», o «marido» é convidado, num rodopio menos alado e «on the open», à vista de todos», Alfa, sem o saber, imita Beto, afastando-se também no mesmo meneio rápido de fuga galante.
O documentário leva-nos com outras espécies animais ao Minnesota, a África, a uma ilha australiana e… — no Arco-Íris, já o nome nos transporta à fantasia, o dono do café, J., compartilha o gosto pela série que dá aos sábados na SIC — ao arquipélago Malaio, NOVA GUINÉ, onde David Attenborough nos dá a conhecer as aves-do-paraíso. Desde o século XIX aos anos noventa do XX apreciamos a evolução da descoberta e conhecimento cada vez mais pormenorizado da vida destas aves. No princípio, era uma floresta praticamente impenetrável.
Neste episódio é nuclear o tema dos genes e a descoberta da estrutura do ADN. Em baixo, a azul, num apontamento quase em tosco se reproduz em palavras a parte do documentário sobre a ferreirinha-comum (a nossa ídola de hoje, cerca do meio-dia no café do Jorge) e a parte que a precede, bem como a que imediatamente lhe sucede.
D. A.: E há estudos de longa duração que esclareceram a nossa evolução e ascendência. Em especial, os de Jane Goodall, que começou o seu trabalho na década de 1960, na Tanzânia, com chimpanzés.
No final, para não crescer água na boca, quem quiser pode clicar no endereço electrónico e visionar um episódio completo sobre as aves-do-paraíso, igualmente concebido, dirigido e interpretado por David Attenborough.
NB – As legendas foram quase integralmente transcritas ipsis verbis. Traduzi directamente um ou outro pormenor.

NB 2 – Não foi possível reproduzir o vídeo gravado, por questão de direitos de autor no YouTube e por ser demasiado extenso para o blogue (apenas autorizados até 100 MB).

***
Suricatas. Só o par dominante se reproduz - os transmissores da estrutura dos genes.
1953, Francis Crick e James Watson, a estrutura de uma molécula complexa que existe nos genes de todos os animais: o ADN.
Hoje, um novo romance da genética molecular. Mais recentemente, o ADN ajudou-nos a perceber melhor as relações familiares entre animais, usando a técnica chamada «a impressão digital do ADN». Foi desenvolvida por Sir Alec Jeffreys, da Universidade de Leicester, em 1884, e usando uma simples mancha de sangue é possível, não apenas identificar um determinado indivíduo, mas estabelecer se está ou não aparentado com outro.
Locutor: «Antigamente, pensava-se que a maioria das aves tinha apenas um parceiro; pela observação dos rituais, do acasalamento e dos cuidados com as crias, deduziu-se que eram fiéis, mas a impressão digital de ADN veio mostrar que estávamos enganados...»
Nos jardins suburbanos de Inglaterra... «Uma fêmea de ferreirinha-comum está pretes a pôr os ovos.    ...    ...    ... Este é o seu parceiro, Alfa, que chilreia energicamente, declarando que o ninho é seu, como como o território à volta dele, de onde recolhe alimento. É habitual o par alimentar-se em conjunto, não há casal mais dedicado. Ele raramente a perde de vista, porque ela não é propriamente fiel.    ...    ...    ...    ... Há outra ave por perto, o Beta. É um macho mais jovem. Alfa não gosta muito dele e estão sempre a discutir. Por vezes, as lutas são violentas e perdem penas. Mas, apesar disso, Beta mantém-se por perto. Esconde-se na sebe. Parece que o Alfa ficou com a fêmea só para ele, mais uma vez. Mas ela está de olho arregalado. Beta continua na sebe e chama-a baixinho. A fêmea vai ter com ele e, agora, enquanto Alfa se alimenta, ela e Beta podem estar juntos. Ela roda a cauda, em sinal de convite... e eles acasalam numa fracção de segundo. Beta voa para longe. Mas, agora, à vista de todos, ela atrai Alfa com o mesmo rodopiar da cauda. E, agora, é ela que acasala com ele. Ela satisfez dois machos, que vão ajudar a alimentar as crias, quando elas nascerem.
A impressão genética de ADN revelou que apenas um quinto das aves aparentemente monogâmicas são realmente fiéis umas às outras.
Jane Goodall e os chimpanzés. As aves-do-paraíso
David Attenborough: Quando eu tinha cerca de nove anos, li um livro que me deliciou. É este: chama-se O Arquipélago Malaio / Terra da Ave-do-Paraíso, de Alfred Russel Wallace. E tinha uma ilustração especialmente empolgante. É esta. Mostra membros de tribos nativas a caçar aves-do-paraíso, que estão empoleiradas na árvore. E eu sonhei que, um dia, ia até lá ver com os meus próprios olhos.
David Attenborough: Quando eu tinha cerca de nove anos, li um livro que me deliciou. É este: chama-se O Arquipélago Malaio / Terra da Ave-do-Paraíso, de Alfred Russel Wallace. E tinha uma ilustração especialmente empolgante. É esta. Mostra membros de tribos nativas a caçar aves-do-paraíso, que estão empoleiradas na árvore. E eu sonhei que, um dia, ia até lá ver com os meus próprios olhos.

https://www.youtube.com/watch?v=LL30QtTSz9U (Um episódio de programa de David Attenborough sobre as aves-do-paraíso)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A não perder - Fragmentos de cor

Há uma exposição em Lisboa sobre azulejos só até ao dia 25 deste mês... Dentro do seu campo de escolha é uma história do azulejo em Portugal (e outras peças de cerâmica decorativa), do século XVI aos nossos dias.
No «Museu da Cidade», agora renomeado Museu de Lisboa / Palácio Pimenta, e incluindo, ainda, outros núcleos: Teatro Romano, Santo António, Torreão Poente e Casa dos Bicos.
Para chegar aos FRAGMENTOS DE COR / Azulejos do Museu de Lisboa, passa pelo parque ou jardim, vê pavões e respectivos filhotes, a estátua de Eça sobre a Verdade e seu manto de fantasia.
Ao fim de tudo, o Pavilhão Preto, de construção recente. É entrar...


terça-feira, 30 de agosto de 2016

Círio da Prata Grande na Encarnação e em S. Pedro da Cadeira, 19 de Setembro de 2015

(Círio da Prata Grande, S. P. da Cadeira 2015 - 1.ª de 8)
Pequena introdução; programa da semana; De 29 de Agosto a 25 de Setembro - Vida Paroquial - Informações; 4 a 12 de Setembro - Novena en honra da Senhora de Nazaré; Uns dias antes; 19 de Setembro, em S. Pedro da Cadeira, antes de ir para a Encarnação; missa na Encarnação (14:00) e entrega da imagem da Senhora da Berlinda aos de S. Pedro, seguida de cortejo, com chegada a S. Pedro da Cadeira prevista para as 21:30; as localidades visitadas; bonita recepção; as loas.
*
O interesse pelo círio da Prata Grande já vem de há uns bons anos. Em 21 de Setembro de 2014, domingo, pude assistir a um desfile e festa na Encarnação. Será preciso esperar por 2016, para completar um ciclo, acompanhando os de S. Pedro da Cadeira na deslocação à Nazaré, regresso, e entrega da imagem aos da Ericeira, no  fim-de-semana seguinte.
Na quarta-feira, 16, quis ver o «estado da questão», ou seja, sinais dos preparativos para a festa de sábado e domingo, na componente religiosa, aliás, ligada à profana, que envolve e inspira (todo o programa dos festejos, aqui). Num estabelecimento da Rua Álvaro Vaz do Urmeiro (troço da E. N. n.º 9), a artéria principal, uma senhora visivelmente fazendo parte da organização confessou-se aflita, dizendo a outra: «Faltam os duzentos estandartes.» Aflição confiante. Vê-los-emos, sem dúvida, estampados nas paredes de S. Pedro e pelas povoações e lugares da freguesia.
Na Encarnação, um dos sacerdotes mencionou individual ou colectivamente todas as pessoas que tiveram um papel importante na organização e pôr em acto deste acontecimento, tornado possível por muitas vontades congregadas. Por fim, não esqueceu os que não se envolvem intimamente, os que simplesmente estão e acompanham. Sem participação activa ou aparentemente apenas vendo, todos somos comunidade. Cada um sente que a sua presença conta e bem fez o sr. padre em os incluir, na hora de agradecer o muito e variado trabalho, necessário para que na ocasião própria tudo corresse bem.
*
Lanterna – em prata, entregue a Luís Antonio Lourenço Alves
Outra lanterna lateral (?) em prata - entregue a Vítor dos Santos Gageiro
Bandeira de procurador – entregue António Alves Lopes (---?) Carvalho
Bandeira de 3.º juiz - recebe Francisco Lourenço Roque
O juiz Agostinho Macheia (Malheiro?) (3.º juiz 2014/2015), em nome dos juízes e procuradores, agradeceu à Comissão de Festas a organização deste evento. Agradece a bispos, padres (?) «que estiveram entre nós», Agradecimento especial ao P.e João e P.e Carlos, pela maneira tão especial como transmitiram para os nossos corações... humildade , união (?) e ainda mais fé.
Irmãos encarnacenses! Ficamos com os corações cheios de amor, humildade, alegria e sobretudo muita fé. Aguardo mais dezasseis anos. Partilhamos convosco tudo de bom para que a N.ª Sr.ª da Nazaré nos deu.
Viva Nossa Senhora da Nazaré!
– Viva!!!
Vara da bandeira do 2.º ? juiz – recebe Carlos Manuel de Jesus Alves
Vara do 1.º juiz
O 1.º juiz tem uma mensagem a transmitir, através dos netos. Saúda o juiz de S. Pedro da Cadeira. Agradece ao grande povo da Encarnação, a entidades que apoiaram. «É para mim uma grande honra ser juiz da Senhora da Nazaré. Obrigado a todos!»
Ouvir os anjos da Encarnação para a entrega da bandeira. São secundados pelos anjos de S. Pedro da Cadeira.
O P.e Vergamota fala
Os anjos da Encarnação cantam
[…]
A Bandeira ainda é nossa
Que nos deu tanta alegria
Tomai-a, agora é vossa
É chegado o vosso dia.
CORO
Está entregue a Bandeira
P’los anjos da Encarnação.
Será vossa companheira
Levai-a com devoção
[…]
Os anjos de S. Pedro da Cadeira cantam.
Com devoção verdadeira
E com imensa alegria
Recebemos a Bandeira
Da Virgem Santa Maria.
[…]
Estandarte glorioso
Que nos encanta e conduz
Ao encontro jubiloso
Da Mãe Santa de Jesus.
[…]
Sr. Custódio
Diz umas palavras. «Obrigado a todos e até 2031.»
Entrega da imagem, pelo P.e Vergamota. Toca a banda.
*
As localidades visitadas: Assenta, Cambelas, Camila, Azenha Velha, Escravilheira, Soltaria, Coutada. Chegada a S. Pedro da Cadeira, pelas 21:30. Estive presente na recepção do cortejo na Assenta e na Escravilheira. Não me foi possível assistir à cerimónia, na chegada da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, pelas 21:30, a S. Pedro da Cadeira.
Semana de 4 a 12 de Setembro

Novena (nove dias) de preparação espiritual, para interiorização do significado da «próxima visita da Virgem Maria»; apelo à vivência em companhia.

PARÓQUIA DE S. PEDRO DA CADEIRA
De 29 de Agosto a 5 de Setembro de 2015
XXII Domingo do Tempo Comum
Vida Paroquial — Informações
1 – Vamos ter, a partir de 4 de Setembro, sexta-feira próxima, Novena em honra de Nossa Senhora de Nazaré, com o seguinte horário:
20,00h – Recitação do terço
20,30 – Eucaristia solenizada
Estes nove dias de preparação com pregadores diferentes têm como finalidade proporcionar espiritualmente a toda a gente uma maior beleza e vivência interior da próxima Visita da Virgem Maria. Cada um irá fazer o «Apostolado da Companhia», mobilizando outros a participarem neste tempo de Graça, que o Senhor nos oferece.
2 – Na próxima 2.ª-feira, às 20,30h ocorrerá um ensaio para o Coro de Crianças que vai animar a Eucaristia do dia 25 de Setembro, sexta-feira, durante a semana dos Festejos em honra de Nossa Senhora.
3 – A partir da próxima Sexta-Feira, dia 4, estarão abertas as inscrições para aqueles e aquelas que queiram integrar no Agrupamento de Escuteiros da nossa Paróquia. Os interessados deverão dirigir-se à Sede do Agrupamento pelas 21,30h. Devem levar o Cartão de Cidadão ou fotocópia do mesmo.
Papa Francisco aconselha: «Nunca sejamos homens e mulheres tristes; um cristão nunca pode estar triste! Nunca se deixem vencer pelo desânimo! Quero católicos alegres e felizes. Não se pode anunciar Jesus Cristo com caras de enterro.»

Novena em honra de Nossa Senhora de Nazaré
Paróquia de S. Pedro da Cadeira
De 4 a 12 de Setembro

4 de Setembro – Sexta-Feira-                               20,00h – Recitação do Terço
                                                                              20,30h – Eucaristia, presidida pelo P.e
                                                                                              José Cruz

5 de Setembro – Sábado-                                      20,00h – Recitação do terço
                                                                              20,30h –Eucaristia, presidida pelo Pároco

6 de Setembro – Domingo-                                  20,00h – Recitação do Terço
                                                                             20,30h – Eucaristia, presidida pelo Fr.
                                                                                              Nicolás

7 de Setembro – Segunda-Feira-                         20,00h – Recitação do Terço
                                                                             20,30h – Eucaristia, presidida pelo P.e
                                                                                                Joaquim Martins
8 de Setembro – Terça-Feira-                              20,00h – Recitação do Terço
                                                                              20,30h – Eucaristia, presidida pelo P.e
                                                                                                Nelson Pereira

9 de Setembro – Quarta-Feira-                            20,00h – Recitação do Terço
                                                                                              Eucaristia, Fr. Jorge Chaves

10 de Setembro – Quinta-Feira-                          20,00h – Recitação do Terço
                                                                              20,30h – Eucaristia, presidida pelo P.e
                                                                                                 Jorge Sobreiro

11 de Setembro – Sexta-Feira-                            20,00h – Recitação do Terço
                                                                             20,30h – Eucaristia, presidida pelo
                                                                                             P.e Manuel Pereira e Prof. Dr.
                                                                                             Pedro Penteado

12 de Setembro – Sábado-                                   20,00h – Recitação do Terço
                                                                             20,30h – Eucaristia, presidida pelo
                                                                                                               Pároco

*
Ver, aqui, sobretudo, procurar no índice o ponto 4, «Forma de rezar o Santo Rosário de Nossa Senhora».
*
Uns dias antes
12 Set., Sábado

Aqui começa S. Pedro da Cadeira: moinho, junta de freguesia, capela de Nossa Senhora da Cátedra

16 Set., 4.ª-feira

Nicho de Nossa Senhora, na Avenida de Álvaro Vaz do Urmeiro






Aspecto da Rua de Álvaro Vaz do Urmeiro, vista do lado de Mafra


Em frente, o Clube de Futebol S. Pedro, e atrás, na cumeada, o cemitério.


Rua do Padre Mourão

Igreja de S. Pedro da Cadeira





Igreja franqueada por porta seiscentista, sobre a qual uma pequena pedra tem esculpida a mitra papal e as chaves, atributo do orago. Em frente da fachada, um cruzeiro simples, datado de 1689.
[Carlos de Azevedo e Adriano de Gusmão, em MONUMENTOS E EDIFÍCIOS NOTÁVEIS DO DISTRITO DE LISBOA, IV — Torres Vedras, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Junta Distrital de Lisboa, 1963, página 35.]






Cruzeiro
INRI
[Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum - Jesus Nazareno Rei dos Judeus]
1689


Largo do Dr. Agostinho Cardoso

O mesmo
O mesmo


O mesmo


Relógio de Sol
«O Relógio de Sol da igreja de São Pedro da Cadeira esteve, durante muitos anos, numa arrecadação da Casa Paroquial. Foi recolocado na Primavera de 2009.» O gnómon, de bronze, é novo. O ponto de fixação do anterior é visível, uns centímetros acima do actual. 
(As palavras citadas, parte de uma descrição minuciosa, são de José Madruga Carvalho, na página 58 do livro Medição do Tempo em Torres Vedras, por José Mota Tavares, José Madruga Carvalho, Carlos Guardado da Silva, edição do Município de Torres Vedras, Dezembro de 2012, e são retiradas da secção  OS RELÓGIOS DE SOL NO MUNICÍPIO DE TORRES VEDRAS, páginas 25 a 84, da pena do mesmo autor.)

                                                                                                        a) Elisa Santos
JUBILEU
CRISTO ONTEM
HOJE SEMPRE
ANO 2000
---
«EU SOU A PORTA»
Jo, 10,9
O Jubileu é um ano especial de remissão dos pecados e perdão universal. Destina-se a reavivar a fé e tem lugar de 25 em 25 anos e, excepcionalmente noutras ocasiões. O Jubileu de 2000 foi decretado e celebrado, sendo papa João Paulo II. (Cfr. Wikipédia, em várias línguas).


Vista parcial da Várzea das Pailepas
(Foto tirada do Largo da Cátedra, junto ao edifício da Electro Vital e ligação para Mouguelas e Bonabal)
*
19 Set., sábado



Últimos acertos, antes de seguir para a Encarnação








Na Encarnação
As cerimónias no Largo da Igreja
(19 de Setembro)

13:48




Chega uma banda de música



No palanque, à nossa frente, do lado esquerdo, os anjos da Encarnação; defronte deles, os de S. Pedro, vendo-se ao lado o ensaiador

Cantam os anjos da Encarnação

Recepção a S. Pedro da Cadeira
_________

I
S. Pedro está chegando
Bem vindos à Encarnação
Vos estamos saudando
Do fundo do coração
[…]

III
Convosco vai alegria
Connosco fica a saudade
Foi um ano com Maria
Em plena felicidade
[…]
CORO
Ainda ontem chegou
Hoje já nos vai deixar
Para quem muito amou
Não deu p’lo tempo passar

[…]
Entrega da Bandeira
________

[Na Entrega da Bandeira, há mais extensão nas falas do que nas outras intervenções dos anjos. Quer-se transmitir na tristeza da despedida o valor precioso do que se está a entregar; tal, também, é identificável na estrutura mais complexa, como em um auto. O coro faz lembrar a tragédia grega e tem maior intervenção do que é habitual. Elementos novos, à volta da Bandeira, as personagens Gesto e Outro. O terceiro Gesto já não obtém réplica de Outro.
Os números não dirão nada, mas as intervenções do coro — três vezes (três quadras) antes e depois de Bandeira — são doze; as de Bandeira, três.

CORO – Ainda ontem chegou…; CORO – O tempo não passa, corre…; CORO – é triste a nossa missão…

BANDEIRA
1. GESTO – Aguenta por enquanto/Quero antes despedir-me
OUTRO – Apenas beijar Seu manto/E ver meu Jesus sorrir-me.

CORO – Desculpem, nada de pressa…; CORO – O coração está chorando…; CORO – Esta hora ó Maria…

BANDEIRA
2. GESTO – A Bandeira vou entregar/Retê-la mais não posso
OUTRO – Espera, quero-a beijar/Neste tempo que ainda é nosso.

CORO – a Senhora, ides levar…; CORO – Com a garganta a soluçar…; CORO – Com o tempo escasseando…

BANDEIRA
3. GESTO
(ENTREGA)
A Bandeira ainda é nossa/Que nos deu tanta alegria/Tomai-a, agora é vossa/É chegado o vosso dia.

CORO – Está entregue a Bandeira…; CORO – Levai tão grande tesouro…; CORO –Agora que te deixamos…]

[1. GESTO – «Aguenta por enquanto» – Estas palavras são dirigidas ao porta-bandeira. OUTRO – Completa o pedido.]



Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras e esposa (à direita de quem vê),com casal acompanhante, Nuno Amado e esposa










A bandeira
A Virgem salva D. Fuas Roupinho, no Sítio da Nazaré











A Senhora na berlinda



*
Da Encarnação, deixando a Estrada Nacional n.º 9 (por onde se iria mais directamente a S. Pedro da Cadeira), o cortejo tomou à esquerda a Rua do Alto da Mina, passando pelo Barril e, daí, à Assenta.

*
A passagem pelas aldeias
As localidades visitadas: Assenta, Cambelas, Camila, Azenha Velha, Escravilheira, Soltaria, Coutada. Chegada a S. Pedro da Cadeira, pelas 21:30.

1. Na Assenta


Rua Principal

Capela de S. João Baptista

Largo de S. João Baptista 

Loas
I
Benvinda sejas Mãe Santa,
A esta Assenta à beira-mar.
A nossa alegria é tanta
Que só nos resta cantar!

II
Benvinda sejas, Benvinda,
Querida mãe de jesus,
Na Tua imagem tão linda
No Teu sorriso de luz!

III
Benvinda sejas, Maria,
Querida mãe do Senhor,
Causa da nossa alegria,
Digna de todo o louvor!

TODOS
De almas em festa a cantar,
Mãe do Céu, Nossa Senhora,
Nós vamos-Te acompanhar
P’la nossa paróquia fora!


A Senhora da Berlinda visita a Assenta

Na Assenta com a Senhora da Berlinda


2. Na Escravilheira




Loas

I
Saudemos com alegria,
Nesta Romagem de fé,
A Virgem Santa Maria,
Senhora de Nazaré

II
À nossa fé pequenina
Dá mais alento e fervor
Ó Virgem Mãe peregrina
Querida Mãe do Senhor!

III
Tua presença ó Maria,
Do nascente à beira-mar,
É luz que nos alumia,
É lenço branco a acenar!

TODOS
ÉsMãe que muito amamos
Com esperança, amor e Fé,
E hoje, em júbilo aclamamos,
Senhora de Nazaré!

*


Cartaz afixado em montra do café-restaurante PONTO FINAL, na Escravilheira,
mostrando as localidades visitadas pela Imagem de Nossa  Senhora de Nazaré, após a partida de Encarnação

Bonita recepção em S. Pedro da Cadeira
Malogradamente, não me foi possível assistir à chegada do cortejo a S. Pedro da Cadeira, tendo de retirar, quando já estava perto da Junta de Freguesia e Capela de Nossa Senhora da Cátedra. Do regresso a Torres Vedras é testemunho a fotografia tirada nessa noite, à saída da Coutada.
Um senhor de Cambelas me disse depois que a recepção foi muito bonita, na ligação da Avenida de Álvaro Vaz do Urmeiro com a Rua do Padre Mourão, a caminho da igreja de São Pedro da Cadeira.
O dia da chegada da Imagem, sempre a um sábado à noite, é o ponto mais alto da festa, com um aparatoso cortejo integrado por cavaleiros, coches e canto de louvores (Loas) à Virgem Maria.

(No caderno Festejos em Honra de NOSSA SENHORA DE NAZARÉ, da INTRODUÇÃO)

De regresso a Torres Vedras, à saída da Coutada
19-09-2015, 22:01

*
As Loas da freguesia da Encarnação

Caderno das Loas,  de 2015 - Encarnação
(Em 2014, foi distribuído outro caderno)

LOAS
______

Que a freguesia da Encarnação
Dedica à Veneranda Imagem de
NOSSA SENHORA DA NAZARÉ
2015
Vinte páginas, excluindo a capa e o verso da capa. Os párocos in solidum da Encarnação, P. Carlos Alexandre Vaz Pinto e P. João Alberto Simão Amaral Vergamota, escrevem aos «Caros irmãos e Amigos» sobre o significado dos cantos dos rapazes, os Anjos das loas. Eles fazem aqui o que fazem no Céu os Anjos e os Santos; abre-se uma janela do Céu. «Estes Anjos, rapazes da nossa terra, imitam neste lugar e pelos outros onde passam o louvor que os outros Anjos, os do Céu, entoam para sempre diante de Deus!» Que estes cânticos e a sua mensagem fiquem na cabeça e no coração, eis o que resume os votos dos párocos no último parágrafo das suas palavras aos irmãos e amigos (Pág. 5);
O CULTO A NOSSA SENHORA DA NAZARÉ (Pág. 6.); ORIGEM DO CÍRIO DA PRATA GRANDE (Págs. 7-9);

Anjos que cantam as loas; Ensaiador; Autor; Pauta musical, com quadra

Nunca mais esqueceremos
Este tão lindo momento.
À Virgem agradecemos
Tão grande acontecimento.
(Pág. 10.)



Antes da Missa*; Festa dos Velhos Procissão**; Festa dos Novos Procissão***; Partida para a Nazaré; Chegada à Nazaré; Despedida da Nazaré; São Mamede da Roliça; Outras Paragens; Chegada à EncarnaçãoRecepção a S. Pedro da Cadeira; Entrega da Bandeira. (Págs. 11-21.)
* A missa foi às 14 h. do dia 23 de Agosto; ** às 16 h. 30 min., a seguir à missa; *** às 16 h. 30 min. do dia 30 de Agosto, a seguir à missa (14 h.).

Obs.:  De «Partida para a Nazaré» a «Chegada à Encarnação»  — estas loas foram cantadas no dia 13 de Setembro; a «Recepção...» e a «Entrega...» — estas loas foram cantadas no dia 19.

As Loas da freguesia de S. Pedro da Cadeira


Caderno das Loas,  de 2015 - S. Pedro da Cadeira

LOAS
que a freguesia de S. Pedro da Cadeira
dedica à Veneranda Imagem de
NOSSA SENHORA
DE NAZARÉ
SETEMBRO DE 2015

Não se pretende aqui resumir os textos que precedem as loas. Sendo relativamente breves, transmitem em linguagem escorreita bastante informação. Uma lição de história, com dois parágrafos finais sobre o dinamismo económico da freguesia, hoje, (sem ter perdido a vertente rural que a tem caracterizado) e as paisagens, destacando os espaços de planície banhados pelo Sisandro, as falésias, o mar e o património construído.
«S. Pedro da Cadeira
e as festas em honra de Nossa Senhora de Nazaré
Passados dezassete anos, S. Pedro da Cadeira recebe de novo a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. A ocasião reveste-se sempre de um carácter especial, desenvolvendo o sentimento de pertença e reforçando os laços comunitários.»

Depois deste início, refere-se a importância dos anteriores festejos para quem os viveu, ajudou, trabalhou, deu, foi construindo uma identidade na partilha da experiência comum. Um aviso final, quase um pedido aos jovens:

«Para os mais novos, para quem, nos tempos que correm, esperar dezassete anos por uma festa parece evocar um passado longínquo, é sobretudo hora de aprender que a força das tradições é a seiva que alimenta o tecido comunitário e que ele só será forte se o envolvimento for de todos e generoso.»

A seguir se transcreve os títulos. As supressões ou anotações vão assinaladas com parênteses rectos.

A freguesia de São Pedro da Cadeira»
[...]

A lenda de Nossa Senhora de Nazaré
[...]
O Círio da Prata Grande
Dedicatória
[Quatro estrofes. Depois das três primeiras quadras, termina assim:]

Hoje e sempre, a toda a hora,
Visita-nos, vida fora,
até à vida sem fim.
E abençoa, Mãe de amor,
O Rebanho e o seu Pastor.
E o pobre escrevinhador,
O Padre António Crispim.

Setembro 2015

Antes de receber a Bandeira
  ENCARNAÇÃO»
[...]
«Depois de receber a Bandeira
ENCARNAÇÃO»
[...]
Assenta
[...]
Cambelas
[...]
Camila / Azenha Velha
[...]
Escravilheira
[...]
Soltaria
[...]
Coutada
[...]
Chegada a São Pedro da Cadeira
[...]
Antes da Procissão
1.º DOMINGO
[...]
Depois da Procissão
1.º DOMINGO LENDA DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ
[...]
Encerramento
2.º DOMINGO
[...]
Despedida
[O Sr. Padre António Crispim deixa-nos uns versos comoventes de que aqui ficam as última estrofes]
[...]

Se na próxima visita
Te não cantar, Mãe bendita
Por já estar na Eternidade
Eu as cante eternamente
Ao pé de Ti, Mãe clemente,
Lá, na Terra da Verdade!

Serão as loas mais belas
As minhas loas do céu,
Loas eternas, sem fim,
Que alguma vez escreveu
Teu filho,

O Padre Crispim.

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AUTOR: Reverendo Padre António Marques Crispim

ENSAIADOR: Eduardo Jorge Miranda Frutuoso

MENINOS DAS LOAS:
Dinis Miranda dos Santos – Escravilheira
Francisco Henriques Feliciano Santos – Coutada
Gonçalo Dinis Alves Gageiro – Feiteira
Henrique João Pereira Santos – Escravilheira
João da Cruz Alves – Casal do Pinheiro
Leandro Leal Esteves – Formigal
Rodrigo Alexandre Camacho Franco – Barrocas
Tiago Miguel Carvalho Santos – Gentias
[Pág. 26 do caderno das loas]