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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

CASA HIPÓLITO, por Joaquim Moedas Duarte


Este livro não é uma pedra sobre o assunto. Ele mesmo é uma pedra do edifício que ao longo dos tempos vai desenhando o rosto de Torres Vedras.
Tenho falado com pessoas que trabalharam na Casa Hipólito, algumas delas a viver no Sarge. Lembro só o Sr. Valentim Varela e o Sr. José Lino. E o Sr. João Areias, com livro por publicar, em que a vida na fábrica está bem presente, ao lado de outras vivências, em véu ficcional.
A capa está feliz, com o logótipo da empresa, explorando o nome do fundador. Os raios podem significar o mundo onde chegaram os artefactos da Casa, iluminando, aquecendo... E estarão, também, pelas aldeias e lugares do concelho donde vinham centenas de trabalhadores.
Aproveitando o nome de origem grega, Hipólito, formado pelos constituintes «hipos» (cavalo) e «litos» (pedra), o artista incluiu no meio da composição um cavalo marinho.
Sol, vida, criação de riqueza.
http://patrimoniodetorresvedras.blogspot.pt/2017/12/casa-hipolito-convite.html

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Memórias da Casa Hipólito

Apraz-me divulgar o endereço, abaixo, pois reflecte um trabalho em que confio e merece apoio.
É pedido o testemunho de pessoas que trabalharam na Casa Hipólito ou possam dar contributos relevantes para o conhecimento desta grande empresa industrial de Torres Vedras.
Depois de abrir a hiperligação, na barra lateral esquerda, clique em «impressum».

terça-feira, 23 de junho de 2015

Refeitório da Casa Hipólito

 O refeitório está assente em pilares de cimento, aos pares, formando V

A Casa Hipólito já não existe. Existe na memória de muita gente.
No Sarge há várias pessoas que me contaram histórias da sua vida na Casa Hipólito. Das aldeias à volta de Torres vinham centenas de empregados. As bicicletas enchiam a rua do Dr. Aleixo Ferreira, encostadas à parede da Moagem Clemente e, talvez, do outro lado da rua, também, arrimadas ao estabelecimento fundado por António Hipólito.


Placa  comemorativa numa das pernas do V.



sábado, 20 de junho de 2015

Juncos


20-06-2015

Ao fim da tarde, passei pelo DUBAI. Encontrei um senhor, que nunca tinha visto e falou da estação do caminho-de-ferro que era para ter sido no campo ao pé do refeitório da Casa Hipólito e do AKI*. Como não estava a perceber bem as indicações que ele me dava sobre a localização, convidei-o.
— Vamos lá ver. Levo-o de carro.
Tomei um café e fomos.
O Sr. A. trabalhou em França. Nasceu em 1930, no Bairro Arenes, junto à estrada militar.
Estivemos nas traseiras do AKI, fomos até ao refeitório da Casa Hipólito, bem grande, de grandeza que não se aprecia, quando se vai na estrada, de carro. O Restaurante Palafítico lhe poderíamos chamar, pois está assente em «estacas» de cimento, cravadas em forma de V, a uns bons quatro, cinco metros do chão, prevendo os sasonais alagamentos do rio Sisandro. Uma marca, numa das «estacas», bem formalizada — linha e dizeres —, é a memória do nível das cheias de 1983. E a marca está alta.
Fomos à vala do Sarge, cheia, certamente devido a qualquer represa a jusante provocada pelas obras de requalificação do Choupal. O Sr. A. reparou na ondulação e pensou nos patos. Ainda os vi a nadar para montante, mas o Sr. A. já não foi a tempo. Havia muita vegetação espontânea de até um metro de altura ou mais que embaraçava os movimentos e a visão.
Numa pequena linha depressiva do terreno, paralela ao AKI e ao refeitório, juncos, com a parte superior castanha aveludada, parecendo a carga de um foguete. Há que tempos não via juncos. Recordo-os no caminho dos Foros do Mocho**, depois de passar a ribeira. Aos dez anos e antes.
O Sr. A. foi acordeonista. 
 _________________
* Esta possível localização da estação do caminho-de-ferro reporta-se à época anterior à construção do último túnel (o terceiro), para quem vem de Lisboa, que nesta hipótese não teria sido construído.
** Lugar da freguesia de Montargil.



     Ver Typha latifolia (inglês) e Typha latifolia (castelhano).