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quarta-feira, 27 de maio de 2015

A Conquista de Ceuta - 600 anos depois

     Em 15 e 16 do corrente, quem entrasse nos Paços do Concelho - Praça do Município, depois de (e sem) tomar café no Kénia ou na Casa da Avó Gama, não deixaria de ver esta bela imagem. 
      Transcreve-se informação da parte inferior, centro:

RECRIAÇÃO HISTÓRICA DO CONSELHO RÉGIO DE D. JOÃO I - 1414
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16 MAIO 2015 | 17.00H

e à direita:
CAPÍTULO XXV
DA CRONICA DA TOMADA DE CEUTA
DE GOMES EANES DE ZURARA
                                                                             
     No Auditório do Edifício Paços do Concelho decorria a 18.ª edição do Encontro de História Turres Veteras. 
      Da recriação histórica do Conselho, há um ano, demos notícia aqui e aqui. Agradou bastante, mesmo na fórmula como o rei se despediu e nos despediu. Em 2015, comemorando seis séculos sobre a tomada de Ceuta, a viv'arte brindou-nos com uma 2.ª edição.
      Descubro, entretanto, que está patente ao público, desde o dia 15, p. p., a exposição 

Torres Vedras no caminho de Ceuta. 600 anos

Do Conselho Régio de Torres Vedras... à conquista de Ceuta (1414-1415)


no Museu Municipal Leonel Trindade. A visitar.

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18-05-2015

18-05-2015

D. João I (Da wikipedia commons)
      Pode ver a imagem na resolução original (5,46 MB).

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Mais informação

terça-feira, 20 de maio de 2014

TURRES VETERAS XVII

TURRES VETERAS XVII: ENCONTRO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA
Ceuta e a expansão portuguesa
16 e 17 de Maio de 2014

Este foi, de todos os encontros TURRES VETERAS, o de que mais gostei, certamente por estarem muito presentes as crónicas medievais, sendo referidos, além do autor da Crónica da Tomada de Ceuta — Gomes Eanes de Zurara —, Fernão Lopes e Froissart. É bom ler Zurara, nesta crónica, continuação da de Fernão Lopes sobre D. João I , de que constitui a terceira parte. Há ali grande manancial para conhecer a linguagem e a mentalidade da época. Este encontro é um bom estímulo para o fazermos.
Destaco dois momentos altos, embora de teor diferente, e sem embargo da qualidade de todas as outras comunicações:
1 — A intervenção de João Abel da Fonseca correspondeu ao que Carlos Guardado da Silva dele disse: grande capacidade retórica. Os seus muitos conhecimentos, que uma pronta memória disponibiliza com grande prontidão, são servidos por uma figura poderosa, voz que enche o auditório, empolgando os ouvintes. Transporta-nos aos lugares, faz-nos compreender a geoestratégia, dá exemplos; vemos as situações concretas, servidas por termos coloquiais; levanta o véu para práticas que não vêm escritas no discurso mais ou menos oficial. O cronista é funcionário régio e a obra dele resulta de uma encomenda. Devemos ler nela o que lá está e o que lá não está.
2 — A intervenção de Maria Manuela Catarino foi um momento muito belo, literariamente. Imaginou a entrada da comitiva régia na, então, vila de Torres Vedras e a sua movimentação pelo lado norte e pelo lado sul, mostrando-nos o que se lhes deparou, nos pontos de passagem e paragem: Convento da Graça, almoinhas, Chafariz dos Canos, igrejas, oficinas de artesãos… O seu conhecimento da vila medieval foi-nos assim transmitido, em jeito de itinerário, numa peça de fino lavor.
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Aguardamos o livro de actas do Encontro, que se espera para daqui a um ano, quando da realização do próximo, como tem acontecido, com toda a regularidade, ao longo das dezassete edições dos TURRES VETERAS.

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domingo, 18 de maio de 2014

Conselho Régio de 1414, em Torres Vedras, 2

     Álbum de fotografias

     Antes do álbum legendado, um ideia geral da recriação do conselho régio, de onde saiu a decisão do empreendimento de Ceuta: estiveram presentes o rei, os infantes mais velhos -- D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique --, os grão-mestres das Ordens Religiosas-Militares, Nuno Álvares Pereira e os membros do conselho mais directamente ligados ao magno assunto de que se iria tratar.

     O cortejo saiu da Praça do Município, pela Rua Miguel Bombarda até ao Largo de S. Pedro, passando pel'A Brazileira de Torres, ruas Alm. Gago Coutinho, Serpa Pinto, Roque Ferreira Lobo, Largo do Grilo, subindo a Rua do Castelo e paragem junto à Casa de Ceuta, onde o alcaide esperava el-Rei.

     No castelo, no que resta do Paço dos Alcaides a recriação do que se discutiu foi acompanhada por actividades de lazer e folgar, não faltando uma cena de adestramento em luta de espada, orientada pelo próprio D. Duarte.

     No final, D. João I deu por encerrada a função e aos presentes disse:

     -- Podeis ir-vos embora. Ide, ide para o raio que vos parta...

     Isto, dito com algum sentimento paternal. Adorei! Foi como o toque de mãe numa criança; ela sente-se segura.

     Saímos todos dali, calmamente, cada um para o raio que o partisse.

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 O cortejo, vindo da Rua Miguel Bombarda

 Em frente da igreja de S. Pedro

 Final da Rua Serpa Pinto; a cabeça do cortejo já vai na Rua Roque Ferreira Lobo

 Rua Roque Ferreira Lobo

 Dois pagens e o alcaide-mor aguardam el-Rei, à porta  do paço

 El-Rei D. João I detém-se junto do paço

 A caminho do castelo


A importância das ordens religiosas-militares

 À frente, a bandeira da dinastia de Avis

Debaixo do pálio, el-Rei, empunhando o ceptro real

 A arraia miúda marcou presença

 Vão lindas, vistosas, coloridas e sabem muito bem disso.

 Um pouco atrás, mas não menos importantes, as mulheres mais velhas vão fazer ouvir a sua voz. O senhor Rei deu-lhes a honra de as receber

O Rei

 O canto no castelo, que contou com a régia presença e dos seus acompanhantes

 À frente, o alcaide, fazendo as honras da casa; atrás dos músicos, reconhece-se D. Duarte e el-Rei

 Sentado, de branco, o valente Grão-Mestre de uma das Ordens Religiosas-Militares; ao centro, o Rei, tendo a seu lado o Príncipe Real.

 El-Rei fala. Bem podia ser cognominado de O PRUDENTE QUE OUSA...

Raparigas dançam; a faixa na cinta dá sinal de unidade

 Dança das raparigas, para o povo folgar

 Passando por baixo de um túnel, feito de gente.

 Que bem que dança D. Duarte

 O mesmo

 El-Rei fala. De assuntos sérios, naturalmente. Sabe ter graça. É um bom moderador.

 De que estarão elas rindo? O pior estava para vir.

 «Reina» a boa disposição

 Que terá feito ou dito o valente Grão-Mestre, que até o Rei sorri?

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     El-Rei falou: ide, ide..., e depois tudo andou.


Damos um olhar de despedida. A festa foi muito bonita. Os festeiros prepararam tudo muito bem.

A Casa de Ceuta, no lugar do paço real, onde há 600 anos houve uma importante reunião do Conselho Régio




O pinheiro no telhado


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Em baixo, encontra informação importante e objectiva: