Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade Filarmónica Incrível Aldeia Grandense. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade Filarmónica Incrível Aldeia Grandense. Mostrar todas as mensagens

domingo, 31 de julho de 2016

Aldeia Grande - missa e procissão

É possível ir de Torres Vedras ao Cadaval e a Montejunto, sem fixar as terras por onde se passa. E para quem vive no Sarge, não saber isto é um pouco estranho. Penso que a situação «estranheza» é muito vulgar. E na verdade só uma inércia intelectual, emocional, vivencial ajuda a explicar este estado de coisas. Tenho-me esforçado por contrariar esta falta de conhecimento e de amor pelo que está no meu meio ambiente, bem perto.
É tempo de festa na Aldeia Grande. Hoje, houve missa (15 h.), seguida de procissão (16 h.)
Na missa, o pároco fez o historial da ermida e referiu o culto local a S. Martinho e a S. Sebastião. Destacou a importância do culto ao Divino Espírito Santo, em ligação espiritual a Alenquer, de onde passou aos Açores, tendo ali, como se sabe, muita importância.

O percurso seguido pela procissão é bastante grande, pois a aldeia estende-se em distância considerável pela ampla várzea onde tem o seu assento. Partiu-se em direcção à estrada nacional, daí na direcção de Torres até à entrada da localidade; viragem em direcção à ermida e, lá chegados, é deixada à esquerda e continua-se em frente até virar de novo em direcção à estrada nacional e tomar o caminho do templo, neste esquema:

Ermida do Divino Espírito Santo
 A ermida está em obras há um ano, tendo sido alargada a nave para os dois lados, com plena visibilidade para os fiéis. As obras continuarão por mais doze meses.  À direita, espaço para a catequese e outros serviços. A galilé (alpendre) tem uma elegância sóbria, acolhedora.



Junto à ermida, instalações da Incrível Aldeia Grandense
*
Saída da procissão





Atrás de S. António com o Menino, S. Pedro










*
Depois do regresso


 O pároco, tendo atrás o diácono, dirigiu algumas palavras à assistência e agradeceu o contributo da Sociedade Filarmónica Incrível Aldeia Grandense, onde se estrearam quatro novos jovens elementos. A banda tocou o Hino da Paz, ficando assim concluída a parte religiosa da procissão, tendo-se os religiosos retirado. O regente, a seguir ao Hino da Paz, fez, nas suas palavras, «uma oferta aos visitantes», havendo a filarmónica «atacado» a marcha PRIMA USCITA (primeira saída), seguindo depois para o pátio e recinto de jogos da «escola primária». Acompanhei-os e estive ali alguns minutos, mas não fiquei para o concerto.

*
http://www.freguesias.pt/maxial/freg_aldeiagrande.php
http://sfialdeiagrandense.blogspot.pt/2009/09/localizacao.html
https://www.youtube.com/watch?v=nZledDVuIX8 (Hino da Paz)
https://www.youtube.com/watch?v=KLn7t6Wur40 (Prima Uscita, marcha de Renato Soglia)
[Festejos em honra de S. Sebastião e Espírito Santo, lê-se no cartaz das festas - informação acrescentada em 04-08-2016)]

domingo, 16 de junho de 2013

Sarge
É dia de festa na aldeia
     Dois dias fora tiraram-me um bocado da realidade, e talvez não tenham sido afixados os cartazes do costume. Convidado pelo som de uma banda de música, que se ouvia distintamente, saí de casa com receio de não chegar a tempo. Como todos os diabos têm sorte, como sói dizer-se, desta vez também tive. Ainda pude assistir a parte do concerto, a várias peças características do repertório destas bandas, de que gosto sempre um pouco mais. Os músicos são trinta e seis, se não contei mal, com garantias de renovação, pois até crianças vi, entre os executantes. Terminado o espectáculo, havia mesa posta para quem quisesse servir-se e confraternizar.
     Banda da Sociedade Filarmónica Incrível Aldeia Grandense, é o nome da banda que nos ofereceu o seu saber e alegria.
        Este encontro comunitário no adro da capela seguiu-se à procissão, que tive pena de perder.
*
        Vale a pena visitar o sítio da sociedade filarmónica.
*
 
       Lembro «Procissão -- festa na aldeia», poesia de uma grande simplicidade e beleza.


Procissão

Letra: António Lopes Ribeiro
Intérprete: João Villaret
Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.


Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.


Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.


Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.


Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!


Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!


Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.


Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!


Com o calor, o Prior vai aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!


Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.
Clique no endereço, abaixo, para ouvir o dizer cantado de João Villaret. João Villaret torna os versos muito melhores. Para quem o ouviu, a «Procissão» passa a ser dele e de António Lopes Ribeiro; a letra, a toada e, até, o discreto acompanhamento musical formam um todo indivisível.
 http://www.youtube.com/watch?v=YsDJBCLWvdo