Mostrar mensagens com a etiqueta Daniel Oliveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Daniel Oliveira. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Divulgação da semana -- Gostamos de ser nós mesmos

Gostamos de ser nós mesmos. Estou convencido de que é isso que quem nos visita procura, tal como espera todo o que sai da sua terra para um passeio, uma viagem: o que fascina é a autenticidade, o melhor que se recebe do passado e pela qualidade material e humana merece ser constituído em tradição... Há tanta coisa igual numa civilização... Mas, há também outras maneiras... Igualdade na diversidade, com turismo viajar é preciso —, desenvolvimento equilibrado.
***
Daniel Oliveira, no Expresso
Turismo: Para que a prosperidade não nos mate
Em política, o debate faz-se, por hábito e com algumas vantagens, numa lógica adversarial. Mas a tendência para a transformação do confronto político num espetáculo televisivo, fácil de acompanhar, transforma todos os debates em confrontos de “prós” e “contras”. Em alguns casos isso faz sentido, noutros é simplista, noutros é apenas idiota. Na discussão sobre a explosão de turismo em Portugal, sobretudo nas grandes cidades, é idiota.
Ninguém no seu prefeito juízo é contra o turismo. Ler mais...

domingo, 29 de março de 2015

HERBERTO HELDER

Hoje, n'O Eixo do Mal.
Mais interessante, ainda, a partir do minuto 1:16 em que o filho do Poeta diz algumas palavras. Segue pequeno vídeo, com imagens de HH e o poema «Levanto à vista/ o que foi a terra magnífica» dito por Fernando Alves. Do livro Servidões, 2013.
As palavras do filho do Poeta:
— Eu, eu nunca falei do meu pai e isso não vai mudar. Nunca falei em público do meu pai, e não vai mudar... Vou fazer, aqui, um curtíssimo, curtíssimo intervalo.
Não sou, nem vou ser, nem quero ser, o guardião da memória de ninguém. No entanto, vou, faço, não é um pedido!, é um apelo. Não dêem o nome dele a nenhuma rua, a  nenhuma praça, que não façam nenhuma estátua..., que não o incluam no protocolo literário, ou seja, que não façam ao meu pai o que ele nunca quis que lhe fizessem em vida..., não lhe façam, agora.


Levanto à vista
o que foi a terra magnífica
e as estações mais bêbedas
e estou tão leve
porque não tenho nenhum segredo
e tão oculto
porque daqui a nada
já posso dizer tudo.

Daqui a uma pouca ciência
saberei pensar que algum pouco depois
estarei morto
e só de o pensar
já nem respiro
já quase
em nada toco
já só vejo no fundo das mãos
daquilo que fica escrito
que escrevi coisa nenhuma do mundo
até ao esquecimento e movendo-me com as unhas
movo-me nos nomes inúmeros
para dizer que mal nasci
logo me deram por morto.

E não fui tido nem havido
na razão do episódio de um rosto
ter passado por um espelho e ter desaparecido.
Portanto não me venha ninguém falar de nada
sei bastante do que sabem todos
vejo a água a mover-se contra si mesma
tão marítima e acho até que é bonito
cada qual morre de quanto alcança e não alcança
e ninguém compreende
a água quebra os dedos que escreveram até às pontas
e passa, a água fácil
sem retorno
porque nada tem retorno
e tudo é dificílimo
não só o máximo, mas também o mínimo.
(De Servidões, 2013)

quarta-feira, 17 de abril de 2013


       Nós, aqui e agora
Portugal, 17 de Abril de 2013
       Alguns artigos, de hoje ou destes dias, podem encontrar-se nesta página. Têm a palavra Manuel Clemente, Adriano Moreira, Viriato Soromenho Marques, Vasco Graça-Moura, Henrique Monteiro, Daniel Oliveira. Várias maneiras e posturas, na resposta ao que «o tempo pede». A agricultura vai dar pouco? Dará, mas como pode não se ter? É urgente o regresso a ela. A democracia é boa? Defendamo-la, no respeito pelos outros, com tolerância.
Ver os artigos,aquiaquiaquiaquiaqui e aqui.

Pagamos ou não a dívida?
       As dívidas são para pagar, tentar pagar… Podemos, é claro, ser obrigados a não conseguir pagar. Chegámos à situação de sacudir o fardo? Bom é de dizer, mas as consequências são grandes e pesadas. Valeria, mesmo assim, a pena? A mim, pessoalmente, desagradou-me muito ouvir dizer José Sócrates que as dívidas «gerem-se, não se pagam». E não compreendo Mário Soares, quando diz, mais curto, «não se pagam».
A seguir, a Visão de algumas pessoas sobre este tema.

Revisão nos programas de Matemática
       A actual presidente da Associação dos Professores de Matemática, bem como a anterior, criticam asperamente o ministro Nuno Crato sobre este assunto. No Forum CM, opina-se sobre alterações ao ensino da Matemática. A educação é fundamental.