Num dos cafés do Sarge, vejo o
cartaz da festa da Zibreira, em honra de Nossa Senhora, Madre de Deus. No
sábado de tarde. E fui, bem a tempo da missa e procissão. Pouco tempo fiquei,
depois. Para o ano haverá mais e poderemos então ir mais cedo e estar,
simplesmente estar, deixar acontecer. Ser. Com as pessoas e o lugar...
Zibreira e Almagra fazem de algum modo unidade. A Associação Cultural Desportiva e de Melhoramentos de Zibreira e Almagra
Capela da Madre de Deus
«Pequeno mas precioso templo do final do século XVIII, que primitivamente pertenceu a uma quinta. Na fachada abre-se uma galilé de três arcos, abatido o do centro, com silhar de azulejos simples da época e porta de recorte caprichoso.» Foto de 19-07-2016
19-07-2016
«[...] de recorte caprichoso. Mas é o interior, pela unidade e graça do seu conjunto decorativo, que torna esta capela um raro padrão do gosto da época de D. Maria I. Na verdade, os silhares de perfeitos azulejos policromos, em que domina o amarelo sobre o branco, produzem o melhor efeito ornamental com os seus festões floridos e medalhões.» Foto de 19-07-2016
«A capela-mor [...] forma em si mesma uma notável peça que artística e admiràvelmente se integra na totalidade da capela.» (Esta e as anteriores citações, de Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, IV, Junta Distrital de Lisboa, 1963, por Carlos de Azevedo e Adriano de Gusmão)
Santo António e o Menino
São José e o Menino
Nossa Senhora, Madre de Deus
A Banda da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fanhões
***
Depois da
procissão, houve canto, iniciado por uma simpática jovem, no adro, de costas
para a capela. Enquanto ouvia, ia falando com um senhor, sénior como eu em quem
tinha reparado na missa e a conversa foi interessante; afinal, camarada de
profissão de um vizinho meu, na mesma empresa de Torres. Fiquei também a
conhecer o repertório das músicas tocadas na procissão, nas palavras que
troquei com um jovem da Banda, inteiramente disponível para me esclarecer. E
uma nota interessante, revelando o gosto pela sua terra e orgulho por um traço
marcante daquela população. Os de Fanhões foram os calceteiros de Lisboa – quis
dizê-lo. A eles devemos, sem o saber quando pisamos descontraidamente as ruas
da capital, muito da calçada portuguesa que tão artisticamente se nos oferece à
vista. Património mundial. Pode nunca vir a ser classificada, se o não foi já. No
fundo, pouco importa. A classe está lá.
***
Em 9 de Maio, 3.ª-feira
Zibreira vista do lado de Almagra, pouco adiante da quinta do mesmo nome
O mesmo
Vindo de Almagra, a capela da Madre de Deus
Mais à frente e à esquerda, o Café Central, Mini Mercado
Foto tirada do Café Central, Mini Mercado
Por fim, a procura de uma panorâmica de frente para a capela, do
alto de um monte. Foi um passeio interessante, de que diremos e mostraremos
algo, na mensagem seguinte.
Tentámos ir pela estrada de Almagra a Dois Portos, virando à direita umas centenas de metros adiante, até um depósito de água. Sempre de carro. Mas, como é fácil enganarmo-nos no campo! Um antigo aluno a trabalhar por ali aconselhou-me a continuar até Zibreira, «Conhece-me? — Conheço muito bem!...», deixar lá a velha viatura e ir a pé ao encontro do ponto de observação que almejava.
Tentámos ir pela estrada de Almagra a Dois Portos, virando à direita umas centenas de metros adiante, até um depósito de água. Sempre de carro. Mas, como é fácil enganarmo-nos no campo! Um antigo aluno a trabalhar por ali aconselhou-me a continuar até Zibreira, «Conhece-me? — Conheço muito bem!...», deixar lá a velha viatura e ir a pé ao encontro do ponto de observação que almejava.
O regresso foi pelo mesmo caminho e cá estamos de volta.
Sem comentários:
Enviar um comentário