segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ponte de Sor, Julho de 2013 (3)

Até ao rio e pela Rua da Fonte, até à Praça do Mercado
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Até à ponte e Ribeira de Sor, pela Rua Vaz Monteiro

 Rua Vaz Monteiro, vista para o lado de Montargil
(Fotografia tirada em 11-8-2008)

A. B. CARVALHO, a melhor loja de Ponte de Sor, nos anos 50 e 60, provisoriamente encerrada
Lado da Rua de Olivença
(Fotografia tirada em 11-8-2008)


A mesma loja, vista da janela da biblioteca municipal, ainda no edifício da Câmara velha.
(Fotografia tirada em 11-8-2008)

A. B. CARVALHO, o lado da entrada, na Rua Vaz Monteiro
(Fotografia tirada em 11-8-2008)


A Câmara velha; no lado da Rua Vaz Monteiro, rés-do-chão, as janelas com grades da antiga cadeia
À direita, fachada principal, na Rua de Olivença
(Fotografia tirada em 11-8-2008)

 Lar de N.ª Sr.ª do Amparo




 Na casa à nossa mão esquerda foi a tipografia do Sr. Primo Pedro da Conceição, importante figura como secretário da câmara e conhecedor das coisas do concelho


O espaço da tipografia, onde o Sr. Primo Pedro se podia encontrar
Irmão de João Pedro de Andrade e pai de Garibaldino de Andrade
Tem publicado o livro Cinzas do Passado.

Do outro lado da rua; ao lado direito, vê-se uma janela com grades
Era aqui a cadeia, na Câmara velha



No lugar da Pensão da Ponte, está agora o Lar Residencial da Ponte

 Outro aspecto do Lar Residencial da Ponte


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A ponte, a ribeira de Sor
 Padrão (ou pedrão) em que se inscreve o nome de D. João VI, em cujo reinado «se construiu esta ponte»




 

























 Lá vai a ribeira, a caminho de Montargil
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Da fonte ao «Largo do Mercado» e à Rua de Olivença


Fotografia tirada em 11-8-2008


A Rua começa aqui, para terminar na Rua de Olivença, na confluência com a Rua do Rossio e a Rua Mouzinho de Albuquerque   













 Campo para actividades hípicas


O mesmo campo


                                                                       Rua da Fonte

Na mesma rua, à esquerda, entrada para o campo de actividades hípicas






 Transversal à Rua da Fonte que vai dar ao jardim da Praça da República





Aqui termina a Rua da Fonte

Jardim da Praça da República que bordeja a Rua de Olivença

Outro aspecto do pequeno jardim da Praça da República





Rua de Olivença, vista do lado do pequeno jardim

Casa em frente do Mercado Municipal





 Ao Doutor João Felicíssimo 
Médico Ilustre e Filantropo, como se lê na coluna-pedestal da imagem seguinte





Alçado do edifício da Câmara velha, com as armas do concelho, ao alto

As armas do concelho


Rua de Olivença, vista de varanda da Câmara velha, funcionando à data como biblioteca municipal
(Fotografia tirada em 11-8-2008)

     Aqui termina a volta.

   Nota -- A ponte e duas árvores vemo-las nas armas do concelho. Pensei serem sobreiros, mas na dúvida fui pesquisar e encontrei a resposta no sítio da Câmara Municipal, onde bebi a informação e a imagem que segue. Também lá se descreve a bandeira e o selo. Quem quiser saber mais, veja aqui.





Descrição heráldica:
Armas - De ouro, uma ponte de cinco arcos de negro, movente dos flancos, realçada de prata, assente num andado de três faixetas de azul e prata em ponta e acompanhada em chefe de dois sobreiros de verde, frutados de ouro e arrancados de negro.
Coroa mural de cinco torres de prata.
Cistel branco, com as letras a negro "Ponte de Sor".



sábado, 10 de agosto de 2013

LAURINDA FARMHOUSE

    Depois de publicada a mensagem sobre o Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor (e Centrum Sete Sóis Sete Luas), em que ofereci o texto digitalizado do catálogo da exposição LAURINDA FARMHOUSE, venho atentar em pormenor na «breve nota», escrita por Madalena Braz Teixeira.
     São duas coisas muito bem feitas: a peça literária, que, mesmo sem o pretender ser, eventualmente, Madalena Braz Teixeira fez e a vida de Laurinda Farmhouse. É que a vida de uma pessoa pode ser uma obra de arte. Veja-se Sócrates, que tanto falou e ensinou, e palavras (leva-as o vento, diz o povo) não ficaram escritas. Não nos deixou livros de Diálogos, como o seu discípulo Platão, nem Obras Completas. Outros se ocuparam de nos legar a sua memória, ecos do ensino e ditos memoráveis. Estaria neste caso de obra de arte, pela vida que se construiu, Laurinda Farmhouse, mas está na arte de duas maneiras -- pela vida e pelas próprias obras que criou. É autora. Não repete, apenas; acescenta algo que não existia antes. Claro que trabalha no «barro» preexistente. Do nada, nada se faz. Autora, a partir de materiais e temas, num mundo que não nos habituámos a encarreirar ao lado dos habituais escritores, pintores, escultores, arquitectos, compositores (ou escritores de música) --, o mundo da moda, «tanto na sua expressão mais erudita, como na criaçao de trajes destinados à cena». O mundo da ficção é real e o real, às vezes,  ultrapassa a imaginação. Certas personagens ganham vida própria, de tal maneira que andam ao nosso lado e quando não estão, facilmente são recordadas em situações do dia-a-dia. Penso que isso acontecia aos gregos, no tempo em que muita gente sabia de cor partes mais ou menos longas dos poemas homéricos. «Se estivesse agora aqui Ulisses, Nestor ou Telémaco...»
     Madalena Braz Teixeira «acompanha» Laurinda do Porto, onde iniciou a sua carreira numa «famosa casa de enxovais, a Candidinha», até Lisboa, onde a mesma casa abriu uma representação. E assim passaram 20 anos, de 1955 a 1974. A seguir ao 25 de Abril de 1974, grandes mudanças, reflectidas em geral na maneira de vestir. A Candidinha fechou. Laurinda abre um novo atelier. «A sua casa passa a ser frequentada por grande parte da clientela que se vestia na Candidinha e que buscava um gosto discreto e sempre elegante.»

     A firma Ayer faz uma proposta irrecusável a Laurinda, em 1976.

     Responsável pela imagem visual de duas senhoras de eleição.

     Trajes de cena destinados a importantes comédias musicais.

     No catálogo, estão seleccionadas fotografias das seguintes senhoras : MARIA BARROSO (capa), FRANCISCA HOLSTEIN, MARIA BARROSO, ISABEL DE BRAGANÇA, LUÍSA DOOLITTLE, LUÍSA CHAMPALLIMAUD, MARIA DA LUZ FIGUEIREDO, MARIA DA LUZ CASTELO BRANCO, NINA ESPÍRITO SANTO CUNHA, MÉCIA LAGOS, ISABEL DE BRAGANÇA, ISABEL DE BRAGANÇA, ISABEL DE BRAGANÇA, MARIA DO ROSÁRIO FIGUEIREDO, MÉCIA LAGOS.
     Notou alguma coisa? A ficção encarnada, lado a lado com as outras senhoras?

     Convido a ler a BREVE NOTA SOBRE LAURINDA FARMHOUSE. É proveitosa, é um quadro com apontamentos da sociedade portuguesa no seu devir, feito de várias correntes, como as águas de uma ribeira.

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         Clicar nas imagens, para ler melhor.