sábado, 12 de outubro de 2019

Na Cartuxa de Évora

8 de Outubro, sábado
Évora e Portugal ficam mais pobres, com a partida dos últimos monges cartuxos, três espanhóis e um português, todos entre os oitenta e os noventa anos, que agora nos deixam e vão viver num mosteiro em Barcelona.
Do arcebispo de Évora, Dom Francisco Senra Coelho, na despedida em cerimónia na igreja de Santa Maria Scala Coeli, ouvimos palavras de saudade, gratidão. Silêncio.
Silêncio, oração, vidas consagradas à procura e encontro de Deus em regime de clausura. Estranho ao comum das pessoas… Convite e proposta. Exemplo. Certo é que parecendo não se dar por eles, se irá sentir a falta dos monges brancos…
A Cartuxa, no entanto, vai receber monjas do Instituto das Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará, congregação feminina fundada em 1988.

Do Alto de São Bento
27-03-2016, manhã

A Cartuxa
Recorte da fotografia anterior

27-03-2016, manhã

Recorte da fotografia anterior

Do lado esquerdo da estrada, a caminho de Évora
27-03-2016

27-03-2016

Imagens de 8 de Outubro de 2019
Contam a aproximação e a entrada no espaço cartusiano. 









EREMVS DEIPARÆ VIRGINIS MARIÆ  SCALA CŒLI ORDINIS CARTHVSIANORVM

1604
Deserto da Mãe de Deus Virgem Maria Escada do Céu, da Ordem dos Cartuxos
1604

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Abrem-se as portas




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Fotograma

Fotograma

Fotograma

Fotograma

Presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, a cerimónia, com eucaristia, foi a homenagem e despedida da cidade aos quatro monges de idades ente os oitenta e noventa anos. Irão, três espanhóis e um português, para um mosteiro em Barcelona. A nave estava cheia e o calor fez-se sentir, para quem esperou mais de uma hora até se iniciar o cortejo litúrgico que o pequeno vídeo mostra. Desculpem-se algumas deficiências não eliminadas, para se poder ouvir o cântico entoado por um pequeno grupo coral. Saudade. Dos que partem e dos que ficam.

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Saída





terça-feira, 27 de agosto de 2019

Santa Cruz - Entre o Pisão e a Praia do Navio

2.a-feira, 26 de Agosto
Tarde, fim do dia...
O céu estava coberto de nuvens, enfiou o capacete... Dizem os torrienses de gema que é vulgar sol em Torres e tempo encoberto em Santa Cruz.
Tirei fotografias e... a certa altura o sol voltou...
Talvez destaque uma imagem, pela beleza de tanta simplicidade, pela madeira, o conjunto de banco e alpendre, convidando a sentarmo-nos, sós e em companhia... a olhar o mar, que é fonte de riqueza, de vida e nos liga a todo o mundo.
E como dizia o poeta japonês, Kazuo Dan, é um encanto olhar o poente, na sua hora...

Belo Sol Poente
Ah! Pudess’eu ir buscar-te
Lá ao fim do mar

Vejo pescador, peixe, lançamento da linha, anzóis, ondas... Uma linda calçada à portuguesa... O peixe lembra o balão, a passarola do Padre Bartolomeu de Gusmão...



 As espécies vegetais disputam a vida, o seu lugar. Luta ou simbiose...


Uma pequena horta, oásis de exploração agrícola... Do lado oposto da estrada, outra, semelhante.









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De regresso ao ponto de partida...

 
Talvez destaque a imagem da direita, pela beleza de tanta simplicidade, pela madeira, o conjunto de banco e alpendre, convidando a sentarmo-nos, sós e em companhia... a olhar o mar, que é fonte de riqueza, de vida e nos liga a todo o mundo.

  E como dizia o poeta japonês, Kazuo Dan, é um encanto olhar o poente, na sua hora...
«Belo Sol Poente 
Ah! Pudess’eu ir buscar-te 
Lá, ao fim do mar!»
(Kazuo Dan)