sábado, 3 de outubro de 2015

Sobrevoando, nadando, voando e... caminhando um pouco no Choupal

Sábado, à tarde
Pode-se nadar, voar, sobrevoar e... caminhar. Pode-se, ainda, simplesmente estar. O pato nadou, a ave voou, sem que a visse, mas voou. Eu, sobrevoei, que é como quem diz, atravessei a ponte ciclo-pedonal, observando tudo quase aereamente, com uma percepção geral. Finalmente, caminhei um pouco e estive por uns momentos no novo café do Choupal. 
Antes de mais: depois de atravessar a Ponte da Mentira, entrei num caminho junto ao rio e um aroma forte a água doce, como a água da albufeira de Montargil, quando nela imergíamos, chegou até até mim. Ao passar pelo Atelier dos Brinquedos, para aceder à ponte, parei um pouco, apreciando uma original porta, com manípulo e pronta para a brincadeira, não estivesse ela na casa dos brinquedos. Não está na vertical, como as outras portas. Parece um rapaz no meio de se deixar cair em sentido, braços junto ao corpo e assentando as palmas da mão no solo. A porta está na parede, solidária com ela na inclinação. Na casa dos brinquedos, brinca-se, joga-se, canta-se, transporta-nos a um mundo de todos os possíveis.
Canta-se... É a nossa Casa da Música. Ao vê-la deste lado, logo lembramos a mãe, a Casa da Música do Largo da Boavista, no Porto. O arquitecto que a desenhou teve certamente, ali, a sua inspiração. De umas terras ás outras vemos passar os mesmos modelos civilizacionais.
O Xeirinho está muito frequentado; hoje, não tinha mãos a medir. É uma p., nem consigo que o C. tenha uma aberta para falar comigo. Este café está a resultar, em pleno.
Fico contente.


 Os patos nadam. Ao princípio era apenas uma esteira em Ʌ, como numa formação de gansos. A certa altura, um dos patos saiu da formação, criando nova esteira.


 A «Casa da Música»

 A porte da «Casa da Música»

 Sobrevoando o Atelier dos Brinquedos




 O café


2 comentários:

  1. O Choupal ficou muito bonito..., acolhedor....!!!
    Torres Vedras tem agora mais um agradável espaço de lazer....
    E o Xeirinho..? Está o máximo...!!!
    Só tenho pena que o coreto tivesse sido retirado...
    Bom fim de semana
    AG

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    1. É verdade, é verdade. Concordo com o que diz do coreto. Há quem diga que não tinha valor patrimonial. Foi mais ou menos isso o que me disse alguém, grande conhecedor e defensor esclarecido do património torriense; mas, restaurado ou construído de novo, podia conviver com o gosto dominante do conjunto. Tenho um grande apreço pelos coretos. Este tinha a sua história. Por mim, então recentemente chegado a Torres Vedras, guardo na memória a missa nova do Padre Luís Germano, que muito cedo nos deixou. Foi no Choupal e penso que o altar estava no coreto.
      Bom domingo para si.
      JL

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