sábado, 30 de janeiro de 2016

Vergílio Ferreira

Ontem foi inaugurado, descerrado o busto de Vergílio Ferreira em Gouveia, da autoria do escultor Fernando Fonseca.
O ciclo de actividades comemorativas começou a 28 de Janeiro
Um dia destes tenho de completar a Conta-Corrente, que agora tem nova edição, completa. Como sei?
Um amigo telefonou-me, hoje de manhã, a hora relativamente matutina (!), para ligar a TSF, estava a dar um programa sobre Vergílio Ferreira, o que fiz. Dantes, não conseguia apanhar a TSF. Procurei e consegui descobrir onde se faz a procura dos postos. Em tempos, pré-sintonizei alguns. Homem de um posto só. A TSF, sintonizada uns minutos depois.
Fui ouvindo até ao pequeno intervalo. Continuei, só desligando o rádio pelas onze horas. Tinha acabado a conversa dos vários intervenientes de que registo apenas, de que lembro apenas os nomes de Helder Godinho e Francisco José Viegas e a intervenção da responsável pela biblioteca municipal de Gouveia. Deixo dois ou três episódios.
Vergílio em Évora. Ao princípio da sua estadia, saiu à noite em pequeno passeio e encontra o reitor, que lhe pergunta se está a gostar de Évora. Diz qualquer coisa, provavelmente, sim, gosta, e o reitor respondendo, mais ou menos, assim: -- O pior são os primeiros quinze anos... -- Vergílio começou a pensar no momento em que se havia de ir embora. E agora digo eu: esteve lá catorze anos, pouco faltou para os quinze... Queria Lisboa, mas levou Évora consigo.
Falou-se dos livros muito anotados por Vergílio na sua letra miudinha, Sartre, Malraux, Camus; muito, das aulas no Camões, de um episódio que levou o muito duro reitor Sérvulo Correia a expulsar cinco alunos, o que não veio a acontecer por cinco professores, entre eles o nosso homenageado destes dias, se terem oposto. De Melo. Ouvimos declarações de uma senhora que servia na casa de Melo e ainda hoje tem o cuidado da sua guarda, sobretudo com a inspecção do telhado; tratada como igual, explica-se com toda a clareza e fluidez.
Os livros anotados são de autores que lia, Camus, Sartre, Malraux, Gide... Há estudiosos a preparar teses de mestrado e doutoramento, com base nestas numerosas anotações.
E tanto mais se disse. A amizade e a troca dos respectivos livros de Eduardo Lourenço e Vergílio Ferreira. Talvez seja possível aceder a este programa na net.
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2 comentários:

  1. Gosto de ler Vergílio Ferreira......!!!

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  2. Eles falaram em «livro canónico», diferente para cada um deles, situado nos últimos da carreira dele. Eu costumo gostar mais dos primeiros livros dos autores; aqui, diria Aparição, O Mundo Original (ensaios), Carta ao Futuro. a certa altura, tive um prevenção e foi que me pareceu que o mundo dele estava a dessorar-se, pela sua vida demasiado académica, imagine!
    O que falta é lê-lo! O afecto em relação a ele, manteve-se. Estas coisas podem não ter explicação, mas é assim.
    Gosto muito de livros de memórias e diários. Conta-Corrente não escapou à regra.
    Boa semana
    JL

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