sábado, 10 de agosto de 2013

Ponte de Sor, Julho de 2013 (2)

Ponte de Sor
     O Centro de Artes e Cultura

     Actualmente:
     http://www.cm-pontedesor.pt/cultura/centro-de-artes-e-cultura

     Os antecedentes:
     http://alexandrepomar.typepad.com/alexandre_pomar/2007/06/fundao_antnio_p.HTML
     http://fundacaoantonioprates.blogspot.pt/2007/07/antiga-fbrica-de-moagem-e-descasque-de.html
     http://fundacaoantonioprates.blogspot.pt/search?updated-max=2007-10-10T03:39:00-07:00&max-results=7&start=21&by-date=false (ler também «Percurso de um sonho».)
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     Na maioria das imagens, clique para ampliar.

Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor (e Centrum Sete Sóis Sete Luas), Avenida da Liberdade
























































































Biblioteca Municipal



Estava a acontecer teatro, atrás daquelas portas



Máquina fotográfica do fotógrafo GAMA REIS, com estúdio na Rua Vaz Monteiro
Do outro lado, o tubo da lente poderá ter uns 10 cm de diâmetro (?)
O meu B. I., aos 10 anos, ostentava uma fotografia, tirada pelo Sr. Gama Reis
O espólio de Gama Reis (os negativos) é património municipal




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Duas Exposições


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Laurinda







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Do catálogo:

[Capa, frente.]

CAPA:
Maria Barroso
Vestido de cocktail, em musseline rebordada, guarnecido a plumes d'autruche
Década de 90
[Verso da frente da capa.]






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Weaver
       
     A pintura, a música, reflectem ou são um mundo, que não tem que ser nem é o meu. Não nos «diz» nada? É um conhecimento: outras maneiras de ver. Paramos e convivemos um pouco.
     Zine*. Weaver começou a sua carreira editando zines de histórias aos quadradinhos. 
     A seguir, com a devida vénia, do catálogo n.º 55, FESTIVAL SETE SÓIS SETE LUAS, quatro textos:
             CENTRUM SETE SÓIS SETE LUAS,
             WEAVER DISCOS pop descarado,
             ENTREVISTA COM WEAVER,
             WEAVER.









Weaver
Weaver nasceu e mora em Fortaleza-C. E., Brasil. Iniciou a sua carreira na década de 90 editando zines de histórias em quadrinhos no grupo SERES URBANOS. Atualmente faz parte do Coletivo MONSTRA, grupo com o qual realiza exposições em espaços oficiais de arte e intervenções urbanas. Desde 2002, participa de exposições coletivas e salões de arte. Realizou sua primeira exposição individual «Que Tal de Uma Forma Mais Leve?», em 2005. Em 2010, foi selecionado pra TRANSFER - Mostra internacional de arte urbana, realizada em São Paulo, que reuniu artistas de referência do meio alternativo mundial. «WEAVER DISCOS» -- pop descarado» sua segunda exposição individual circulou no Brasil, até o momento, por três cidades Sobral-CE, São Paulo-SP e Fortaleza-CE. É representado desde 2011 pela Galeria LOGO (SP).
     [Do catálogo, badana da sobrecapa.]
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     A exposição. Pretendi não maçar quem estas páginas vir, com as fotografias de todas as peças, que possuo, devidamente autorizado. O que se mostra é suficiente para fazer uma ideia e ilustrar o texto supra «WEAVER DISCOS pop descarado».
     «A série recebeu o título de «WEAVER DISCOS» -- uma loja de discos, que nunca existiu, e o seu título «Pop Descarado», que funciona tanto como um slogan da loja de discos fictícia quanto uma observação ao ato de se fazer uma exposição declaradamente pop sem pudor no início do século XXI.» [Do cat,]
     
      


































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     * ZINE, o que é?
Zine (IPA: /ziːn/), del vocablo inglésmagazine: 'revista' es una publicación pequeña, no comercial y de poca difusión (menos de 10.000 lectores). Estas son producidas por aficionados y periodistas amateur. Algunos Zines son escritos por voluntarios que no editan el contenido por errores no técnicos. Estos están escritos en gran variedad de formatos, desde textos editados en computador a cómics con textos a mano. Los Zines impresos siguen siendo el formato más popular usualmente fotocopiados y de poca circulación. Los temas cubiertos por estas publicaciones van desde fan fiction, política, arte y diseño. Estas publicaciones casi siempre intentan mostrar y discutir las ideas desde varios puntos de vista ya que son de edición independiente y suelen recoger textos e imágenes de interés para determinados grupos sociales o culturales minoritarios. El tiempo y los materiales necesarios para crear un zine no se corresponden con los ingresos procedentes de la venta de estos.
En la actualidad los zines se han profesionalizado y ampliado su nivel de distribución. Entre los ejemplos más notables se encuentran Gian Robot, Dazed & Confused, Bust, Bitch y Maximum Rockn Roll.
Se les considera precursores de los blogs, que en parte los han sustituido.
[Da wikipédia.]


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Urbano Tavares Rodrigues 2

No dia da morte de Urbano Tavares Rodrigues, transcrevo apontamentos meus, do dia 15 de Janeiro de 2010.
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Urbano Tavares Rodrigues
15 de Janeiro de 2010 — Programa Quinta Essência, hoje, realização de João Almeida
Em casa de Urbano Tavares Rodrigues, bem no miolo da cidade — penso que é nas Picoas.
84 anos; tem insuficiência cardíaca, edema nas pernas, outros edemas no corpo; sai pouco, para ir aos hospitais.
A Última Colina, livro de Urbano Tavares Rodrigues, que vai ser lançado, amanhã.
Intelectualmente, sente-se, por vezes, hiperlúcido. Pai aos 81 anos: o filho tem quase três anos. Angustia-o deixar o filho desamparado. Vive muito para o filho. A mulher é médica.
A entrevista tocou variados assuntos: uma entrevista de vida. Amizade com Camus.

Amizade com Mário Soares, por quem mostrou clara gratidão; deu-lhe emprego em situação difícil. As divergências não afectaram em nada a amizade.
Cunhal. A colaboração com o Partido Comunista, sem pertencer ao partido. Mais tarde, é militante do PCP. O seu antiestalinismo, mesmo no interior do PC.

Urbano Tavares Rodrigues










     Comecei a ouvir que Urbano Tavares Rodrigues tinha morrido, no rádio do carro; chegado a casa, continuei a ouvir  na Antena 2, programa «Baile de Máscaras», a entrevista dada a Luís Caetano, em 2012. Da parte que ouvi fica-se a saber os nomes dos jovens autores a quem Urbano reconhece grande qualidade, enunciados por esta ordem: José Luís Peixoto, Dulce Maria Cardoso e João Tordo. Aparece em cena, digamos assim, o irmão Jorge, de quem nunca tinha ouvido falar, a propósito do destino a dar às terras de que eram proprietários, sendo que este irmão não compartilhava das ideias de Urbano e Miguel. No filme «O Adeus à Brisa», emitido na RTP em 17 de Abril do corrente ano, este irmão Jorge não comparece, o que sinto ser um grande silêncio. São apresentadas fotografias e contam-se histórias, do pai e da mãe, a mãe, mais presente na vida deles na herdade, e a grande cumplicidade entre os manos Urbano e Miguel, crescendo juntos e quase sozinhos, ensinados em casa por uma senhora que lhes ministrou as primeiras letras.
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[Segue um apontamento da entrevista de Urbano Tavares Rodrigues a Luís Caetano, a propósito do livro
Escutando o Rumor da Vida
seguido de
Solidões em Brasa
2012, dom Quixote.]




     Álvaro Cunhal, Mário Soares, Francisco José Viegas, Maria Eugénia Cunhal e Fernando Medina. Urbano Tavares Rodrigues soube desde cedo que o livro Cinco Dias, Cinco Noites era de Álvaro Cunhal, tendo acesso a ele, antes de ser publicado, através da irmã de Álvaro, Maria Eugénia, casada com o seu amigo Fernando Medina. Estou a dizer de cor, pelo que ouvi há horas. Urbano tinha, de resto, uma grande proximidade em relação a Álvaro Cunhal, que a certa altura lhe disse, num pequeno diferendo sobre determinado assunto, que o Urbano era comunista de coração, mas na cabeça tinha umas teias de aranha. Urbano falava-lhe também de que era preciso criticarem, porque assim o pensavam, coisas que iam mal na União Soviética..., senão, quando se viesse a saber, todos lhes cairiam em cima. Mário Soares também terá sido objecto de divergência de opiniões. Urbano Tavares Rodrigues sempre afirmou a grande amizade que nunca deixou de sentir por Mário Soares, que aliás o ajudou em momento difícil, oferecendo-lhe o acesso à docência no Colégio Moderno -- 6.º e 7.º anos do liceu.  À conversa chegou Francisco José Viegas, ao tempo da entrevista gravada, ainda membro do Governo, como secretário de estado da Cultura. Urbano reconhece-lhe grandes qualidades, na direcção da revista Ler e como autor de livros.
     Quando era novo, em Paris, conciliava -- fosse isso talvez contraditório -- existencialismo e marxismo (o coração e a cabeça estavam juntos). Conviveu, foi amigo de Albert Camus, e conheceu mais ou menos superficialmente Sartre, Simone de Beauvoir e André Malraux, o autor de A Condição Humana e A Esperança.
     *
     Havia lá em casa, aí pelos meus doze, treze anos, vários livros da colecção MOSAICO e entre eles Ávila de los Caballeros, cujo nome me fascinava. Foi o meu primeiro contacto com Urbano Tavares Rodrigues, continuado nos anos de Estremoz com dois ou três títulos e recentemente um pouco alargado. Ávila de los Caballeros inclui mais dois contos, além do que serve de título ao voluminho: «A Feira» e «Tornada da Primavera», todos do livro A Porta dos Limites, saído pela primeira vez em 1952. Esquecia-me de dizer: em 1969, no Verão, os aspirantes do R. I. 3 de Beja fomos ouvir a sessão de propaganda eleitoral, de que apenas recordo a intervenção de Urbano. Tinha 45 anos, era ainda novo e falava fluentemente. Empregou a palavra «possidente» ou «as classes possidentes». Havia grande frescura no seu dizer e na sua pessoa como um todo. Gostámos de o ouvir, no Cine-Teatro Pax Julia.

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     Mais informação, a seguir, começando pela notícia em primeira mão da sua morte, pela filha Isabel Fraga, e terminando com um excerto disponibilizado no Público on line do filme O adeus à brisa, de Possidónio Cachapa, Filmes do Tejo II, 2008, que a RTP Premium emitiu no Canal 2, em 17 de Abril do corrente ano.
      http://expresso.sapo.pt/urbano-um-escritor-insubmisso=f825355
     http://www.youtube.com/watch?v=RVs8qjLcqoI&feature=share
      http://www.publico.pt/multimedia/video/o-adeus-a-brisa-documentario-de-possidonio-cachapa-sobre-urbano-tavares-rodrigues-20130809-123951


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Óbidos, Vila Literária

    4 de Agosto

     A Câmara Municipal de Óbidos sonhou um projecto para disponibilizar e dar a conhecer espaços de leitura, nele se incluindo a Livraria de Santiago, na igreja do mesmo nome. A certa altura, a LER DEVAGAR aparece em cena e começou a desenhar-se uma parceria, que acabou por se concretizar. A solução encontrada para incorporar o mobiliário de uma livraria na igreja de Santiago forma um conjunto amovível, de várias secções, adaptado aos espaços disponíveis, com rés-do-chão e primeiro piso. Entre a estantaria, toda revestida de folheado de madeira cor de mel claro, e as paredes do edifício, há espaço livre, quase sempre.

     Além de Telmo Faria, presidente do município, e José Pinho, administrador da LER DEVAGAR, tem também um papel importante no entusiasmo com que acompanhou esta ideia, Mafalda Milhões, que já estava estabelecida na livraria HISTÓRIAS COM BICHO, numa escola primária desactivada, a dois quilómetros de Óbidos. Ao todo, há onze espaços em que o livro aflui a este projecto, esta onda literária: além dos dois já mencionados: Galeria Pelourinho, Residência Josefa de Óbidos, Museu Municipal, Museu Abílio, Galeria Nova Ogiva, Mercado, Centro de Design de Interiores, Pedro e o Lobo (EPIC), Edifício dos Correios (sede).

A Livraria de Santiago
     Entremos e vejamos.














     Veja o sítio oficial da iniciativa: 
e, dentro dele, a secção de notícias.

O Mercado Biológico
 O Mercado Biológico, tem agora, além de alguns produtos de agricultura biológica, uma livraria. As paredes estavam cheias de livros usados, em bom e muito bom estado. Segundo me disse um jovem alfarrabista do Porto que ali estava em trabalho, é um projecto em associação com a livraria LER DEVAGAR, que, por sua vez, tem parceria com a Câmara de Óbidos, na organização e gestão da Livraria de Santiago, na igreja do mesmo nome.
      O Mercado Biológico e a Livraria funcionam no n.º 28 da Rua Direita. Dão para um quintal, de que se pode ver parte numa das fotografias, abaixo.
     Foi muito agradável.
      Mais informação, aqui.

 À esquerda, edifício da livraria e mercado biológico, com duas grandes entradas