Vista da Rua Dr. Carlos França, a partir da Rua Paiva de Andrada
Rua Paiva de Andrada
Fotografia tirada de junto ao cruzamento com a Rua António Batalha Reis
Idem
Idem
Idem
Depois do cruzamento com a Rua Batalha Reis
Foto tirada junto ao cruzamento com a Rua Brigadeiro Neves Costa
O mesmo
Mais adiante, cruzamento com a Rua Álvaro Galrão
O mesmo
O mesmo
O mesmo
Cruzamento com a Rua Álvaro Galrão
Rua Álvaro Galrão, para o lado da encosta do Varatojo
Continua a Rua Dr. Carlos França
Aproximamo-nos da Rua Teresa de Jesus Pereira; antes da curva, o edifício hoje desactivado do edifício onde funcionou O Mundo da Criança, com jardim-de-infância e 1.º ciclo do ensino básico.
Perspectiva inversa; aproximamo-nos d'O Mundo da Criança, que fica agora à esquerda
Aqui era O Mundo da Criança, hoje, a funcionar junto à localidade do Barro, com novas e amplas instalações, educando crianças do pré-escolar, primeiro e segundo ciclos do ensino básico.
Vista da rua, com o prédio onde esteve instalado O Mundo da Criança, à nossa esquerda.
Depois d'O Mundo da Criança, virando à direita, vemos já a Rua Teresa de Jesus Pereira
A Rua Dr. Carlos França, vista da Rua Teresa de Jesus Pereira
À esquerda, quintal do que já foi O Mundo da Criança
Logo de manhã, põe-se tudo a jeito. Preparam-se as bancas. Um
grupo de quatro ou cinco músicos, com acordeão, passa em frente à Brasileira,
pára uns momentos, trocam-se palavras, segue para o Mercado Municipal. Sons
alegres no ar.
Não exagero muito, se disser que estava roído de saudades do
Turcifal. Aproveitei a viagem da carreira (Torres Vedras-Lisboa) e fui mirando
tudo à volta, cavalos brancos à torreira na Quinta do Calvel, à esquerda. O
Carvalhal... e os caminhos directos, a pé -- há dois --, para se ir em linha
recta ao Turcifal, ladeando vinhas. Fui, algumas vezes, pelo que parte junto ao
campo da bola.
Às 16 h. e 15 min., apeio-me e encho os olhos pela largueza de rua
que a estrada faz, ali, com a igreja de Santa Maria Madalena e as tendas umas a
seguir às outras, variadas, coloridas, uma festa. É a Feira do Mato. Em frente,
o café Lampião. Outra fila de tendas, à esquerda, até ao largo da escola
primária, da residência paroquial e algumas residências esplêndidas, entre elas
a denominada O Deserto, que associo logo à cartuxa de Burgos, personagem,
podemos dizer, do romance homónimo de Manuel Ribeiro, escritor muito
reconhecido nos anos vinte do século passado e hoje quase esquecido.
Não tive a preocupação de tudo registar, queria também fruir. Isso
talvez explique um certo desequilíbrio nos vídeos, que não dão o mesmo espaço
aos três ranchos. Beneficiados ficaram não sei como os açorianos, talvez
inconscientemente, por estarem lá tão longe no meio do mar. No meio do mar
também estamos, os continentais, mas eles estão mais. Compensei este
desequilíbrio, com o slideshow, na medida do possível, e acrescentando duas
fotos, a iniciar, do grupo organizador e convidante: o Rancho Folclórico e
Etnográfico Danças e Cantares da Mugideira.
No fim, deixa-se algumas palavras sobre cada um dos vídeos e
letras ou o que conseguimos decifrar pela audição. Uma das canções encantou. A
da chamarita. Por várias razões; até, pela própria palavra, levada, ela e a
dança e música, a várias partes do mundo pelos emigrantes açorianos.
Actuou primeiro o rancho da Mugideira, seguido pelo da Ribeira de
Fráguas (Albergaria-a-Velha) e o Grupo Folclórico Doce Esperança de Santa Cruz
(Praia da Vitória, ilha Terceira, Açores).
Slideshow
1
2
3
4
5
6
7
8
9
*
Os vídeos, de 1 a 9
1
Rancho da Mugideira
Quem anda no meio é uma linda flor/Agora,
é que é certo arranjar seu amor/Já cá vai fechada no meu coração/O meu coração
não é pedra dura/È como a laranja, quando está madura/Não é pedra dura, o meu
coração./Ora, adeus, adeus, adeus, que me vou./Não chores, amor, que eu ainda
aqui estou.
2
Rancho de Ribeira de Fráguas
Não se chega a cantar nada.
3
Rancho de Ribeira de Fráguas
Ouçam bem a minha voz./O vira, que eu hoje
canto, já o cantou meus avós./O vira, que eu hoje canto./Este vira valseado, já
meu avô o dançava na eira da minha avó,/Quando havia desfolhada,/Na eira da
minha avó.
Há repetição de versos e intermezzos de música.
4
Rancho de Ribeira de Fráguas
... o verde-gaio é verde./É verde, como o
dinheiro./O verde-gaio é verde,/É verde, como o dinheiro./... ... .../Ó
verde-gaio, toma lá, dá cá./Ó verde-gaio, toma lá, dá cá./... ... .../
5
Grupo Folclórico Doce Esperança, Santa
Cruz, Santa Cruz, Praia da Vitória, ilha Terceira
O apresentador dá algumas
informações, de carácter histórico.
6
O mesmo grupo
São prestadas mais
informações sobre o mesmo grupo folclórico; actualmente, é «constituído por
quarenta e quatro elementos, com idades compreendidas entre os quatro e os
sessenta (setenta?) e três anos. Destes, vinte e oito elementos são dançarinos,
oito são do instrumental e sete, nas vozes». Música regional terceirense,
trajes de diversas épocas históricas da ilha Terceira, quase todos de fabrico
artesanal; utensílios relativos à agro-pecuária, ao amanho artesanal da terra e
ao ciclo da lã. Historial das actividades do rancho, até ao presente.Participa nas
tradicionais festas do Espírito Santo, em Angra do Heroísmo, as Sanjoaninas, e
nas diversas edições do Festival Internacional de Folclore da ilha Terceira,
organizado pelo COFIT — Comité Organizador de Festivais Internacionais, bem
como nas festas do concelho da Praia da Vitória, em desfiles etnográficos e demais
manifestações de carácter cultural. Também participa no Dia da Comunidade ou
Dia do Apreço, do Destacamento norte-americano da Base das Lajes. Em 2012,
juntou-se à comunidade portuguesa dos estados Unidos da América, na Califórnia,
para participar nas maiores festas religiosas de Nossa Senhora dos Milagres, na
cidade de Gustine. Neste mesmo ano, fez a sua primeira gravação VHS.
7
O mesmo grupo
O cravo e a rosa.
O
cravo tem vinte folhas/O cravo tem vinte folhas/Ai, a rosa tem vinte e uma/Ai,
a rosa tem vinte e uma/Anda o cravo à demanda/Anda o cravo à demanda/ /Ai, por
a rosa ter mais uma/Ai, por a rosa ter mais uma/O cravo pediu à rosa/O cravo
pediu à rosa/Ai, um beijo a toda a pressa/Ai, um beijo a toda a pressa/A rosa
lhe respondeu/A rosa lhe respondeu/Ai, ó cravo, queres conversa/Ai, ó cravo,
queres conversa/Rosa, que estás na roseira,/Rosa, que estás na roseira/Ai,
deixa-te estar, que estás bem/Ai, deixa-te estar, que estás bem/Por cima, ninguém
te chega/Por cima, ninguém te chega/Por baixo, não vai ninguém/Por baixo, não
vai ninguém/O anel, que tu me deste/O anel, que tu me deste/Ai, era de vidro e
quebrou-se/Ai, era de vidro e quebrou-se/O amor que tu me tinhas/O amor, que tu
me tinhas/Ai, era pouco e acabou-se/Ai, era pouco e acabou-se.
O apresentador: «Vamos, seguidamente,
cantar outra moda terceirense, que é a moda do samacaio.»
8
O mesmo grupo
Agradece ao público que os está a ver e
ouvir, Quem sabe, um dia voltarão... Canta-se a Chamarita.
Chamarita,
chamarita, chamarita da Terceira/Chamarita, chamarita, chamarita da
Terceira/Nunca viram a chamarita, bailada desta maneira/Nunca viram a
chamarita, bailada desta maneira/Muitas coisas são precisas, para se a
chamarita bailar/Muitas coisas são precisas, para se a chamarita bailar/… … … …
/… … … … /Chamarita, chamarita, chamarita bailadeira/Chamarita, chamarita,
chamarita bailadeira/… … … … … /… … … … / Vamos bailá-la, com gosto, ó meninas
da Terceira/Vamos bailá-la, com gosto, ó meninas da Terceira/A chamarita
bailante… … … … … … /A chamarita bailante … … … … … … …. /… … … … .. … … … …/… …
… … … … … …/
Linda a voz feminina, vibrante, cheia de
alma.
«Muito obrigado, mais uma vez. Espero que
um dia nos possamos ver, novamente. E vamos, então, sair, com outa moda da Chamarita,
mas uma Chamarita velha. Nos Açores, existem várias modas da Chamarita; estas
são típicas da Terceira. E vamos, então, seguir com a Chamarita velha. Muito
obrigado. … Deus hajam.»
9
O mesmo grupo
Desfile de despedida.
*
Chama-rita s. f.Música popular nos Açores e no Rio Grande
do Sul.
(É
assim que a palavra vem no «Dicionário de Morais». Formada de chama+Rita).
*
Informação sobre os vários grupos
folclóricos
presentes
na tarde de domingo, 31 Ago 2014, no Turcifal
—
É verdade. Esta roseira dá rosas, pelo menos, duas vezes ao ano. As outras não
têm perfume e são mais claras. Estas, de vermelho vivo e com perfume, mais
forte ao meio-dia, com sol intenso. Fio-me no que me dizem, pois devo estar
constipado.
Rua Dr. Carlos França A Rua Dr. Carlos França liga a Rua Dona Teresa de Jesus Pereira e a Rua Paiva de Andrada. Atravessa no seu curso as ruas Álvaro Galrão, Brigadeiro Neves Costa e António Batalha Reis. Ver, aqui, a vida e obra de Carlos França, natural de Torres Vedras.
Ontem, sob o título
«António Telmo homenageado no IV aniversário da sua morte», publicou-se uma
mensagem, ilustrada com algumas fotografias da estátua e tanque do Gadanha, em
Estremoz. Pretexto, para hoje as inserir, aqui, de novo e lembrando Zeca do
Paço ou o Zé Capador de Estremoz, nomes por que era conhecido o Sr. José
João Nunes Martins (Castrador Diplomado pela Escola Superior de Medicina
Veterinária de Lisboa).
Há uma ligação grande entre o sítio onde está o Sátiro, no Rossio do
Marquês de Pombal, e o tanque do Gadanha. Em tempo antigo, um fio de água, um
regato, vindo de onde Nun'Ávares Pereira rezou, antes de se
dirigir para a batalha dos Atoleiros, junto a Fronteira, corria na diagonal até
mais ou menos onde é a Fonte das Bicas, na parede do tanque virada para o lado
do castelo e do Hotel Gadanha, defronte. O poeta imagina os dois seres
mitológicos, com óptima capacidade auditiva e visual, em diálogo bem humorado
da parte do Sátiro, como dele se espera... A resposta do Gadanha, mais
empenhado na tarefa de levar a gente, não a sabemos.
(Da internet)
Esta espécie de concha é relativamente recente. Espero que não pegue a moda da cobiça do espaço vazio, para ir semeando objectos. Este espaço é só do Gadanha. Deve ser indisputado ao ceifeiro, que vê partir toda a gente e vai ficando. Só.
*
Zeca (Dito)
«Vou dizer uma obra da minha autoria, dedicada a duas estátuas, ou seja(m),
dois monumentos que tem Estremoz — o Sátiro a falar para o Gadanha.» Zeca dá
uma explicação breve1.
Diz [disse?] o Sátiro em
piadas:
«Gadanha, somos
parentes;
As nossas mães eram
fadas:
Duas mouras encantadas
Que vierom nas águas
correntes.
São as fontes, os
nascentes,
O nosso lar, o nosso
canto.
E por sermos
descendentes
De encantados das
enchentes
É a água nosso encanto.
Somos o riso dos outros
Tu, por teres umas
grandes barbas
De mim, riem-se os
garotos
Dizendo, feitos marotos:
“Olha o patas de cabra!”
Mas, os anos que passam
velozmente
E os que mangam vão
levando.
Dêx’òs lá mangar da
genti!
Lá vai mais um, ó
parenti
E nós cá vamos ficando.»
No fim, parece a voz do Zeca, dizendo:
«Isto…, é do Zeca! — Responde um: «Isto é do Zeca, isto é obra seleccionada.»
1 «Porque todos quantos morem nas proximidades de Estremoz, têm que
passar junto do Gadanha, mas (?) do Sátiro…» O «mas» deve ser com
pronúncia aberta, «más» ou «mais», aqui, com o significado de «e». Têm de
passar junto do Gadanha e do Sátiro.
*
Fados
e outras coisas do Zeca (C-1 – cassete
do sr. Madruga). Dito.
*
Os versos, acima, inserem-se numa recolha de poesia popular, maioritariamente, décimas, feita, sobretudo, em 1972/73, junto com Francisco dos Santos Rodrigues, e ainda à espera de umas boas horas e horas de trabalho, para ultimar uma possível e desejada publicação.
O convívio com o Sr. Zeca deu-se no café e restaurante do Sr. Ramalho, no Rossio, junto à Rua Victor Cordon.