quinta-feira, 16 de junho de 2016

Exposição de Trabalhos da Área das Artes na AUTITV

            (Esta mensagem é completada por estoutra)

Este painel comemorativo encontra-se afixado no salão

A exposição, nas instalações da AUTITV e aberta à comunidade, abriu a oito do mês corrente e prolonga-se até ao dia vinte e dois. Das visitas que lhe tenho feito, ficam aqui algumas imagens. É uma mostra importante de actividades que se leva a efeito ao longo do ano lectivo. Estão de parabéns, direcção, professores, alunos, secretariado, voluntários, os que ergueram a exposição, com preparativos de toda a ordem. E a têm animado: a Tuna na cerimónia da inauguração; os que asseguram a presença diária nas salas e as actividades programadas no âmbito das disciplinas representadas (dias 9, 13, 15, 16, 17, 20, 21 e 22).
Os trabalhos respeitam aos seguintes domínios: artes decorativas; azulejaria; bordados; costura; estanho; fotografia; gastronomia; oficina do papel; olaria; patchwork; pintura a aguarela e óleo; pintura em acrílico.
Deixei-me encantar por algumas coisas. Outras, ainda não aparecem aqui, hoje, mas não estão esquecidas. Contactos novos ocasionais também houve, para lá do meu interesse mais aturado pela fotografia, com o Sr. professor Casimiro (Estanho) e um senhor e uma senhora junto aos trabalhos de patchwork. Pareceram-me os responsáveis, mais, a senhora. As grandes peças de retalhos, geometria rigorosa de rectângulos e quadrados jogando em grupos com as mesmas dimensões, uns maiores outros menores. Nenhuma peça, ainda que cortada no mesmo pano, é exactamente igual. A paciência, as muitas horas a coser, paixão a lume brando, persistência, saber. Só quem faz o caminho todo sabe. Sabe o segredo. A obra depois de acabada é fascinante. Curiosamente, os extremos tocam-se. Artigos de vestuário feitos de uma peça só têm um prestígio tradicional no espírito das pessoas: capas e túnicas. O efeito que em mim causa a peça única feita de retalhos (e também as mantas coloridas alentejanas) é semelhante.
Outros dois sectores me fascinaram — é o termo! Foram a costura e a oficina do papel; da costura nada digo. Quem quiser ou puder sentir, que sinta. Alegra-me a capacidade, a autonomia, de as pessoas conseguirem fazer os vestidos e demais roupa de senhora ali perante os nossos olhos. Já uma vez tive ocasião de admirar uma exposição de alta costura de Laurinda Farmhouse, no meu concelho natal. No que vejo nas instalações da AUTITV, o essencial é o mesmo. Eu, se fosse mulher, apetecia-me pegar em qualquer coisa e levar. Qual será o destino de tudo? Podem vestir, as donas do que as suas mãos fizeram, podem vender ou dar, mas não guardem no armário. Quem vestir aquelas roupas, fica bonita se o não for muito e se já for, fica ainda mais.
Da oficina do papel, saiu como arte de ilusão, uma série de cestas, malas, colares, jóias, chapéus e não sei mais o quê de verga, vime, tubinhos muito bem enroladinhos e que nos enrolam por completo. Parece tudo menos papel.
Se só vale a pena fazer as coisas bem feitas, fazer o que tem de ser feito, bem feito, digo: isto está bem feito.
E assim foi. E assim está sendo. Esta exposição veio ajudar-me a alargar os horizontes do que é uma universidade sénior. Tenho nela frequentado os meus jardins, sem olhar muito à volta. Passei a assimilá-la mais, neste final de ano, e a exposição de trabalhos das Artes deu decidido impulso.

***
Depois do átrio
Passado o portão da entrada, a seguir à secretaria, esta peça em estilo naïf, espera-nos. Às vezes, nem a vemos. Ainda lá estará? Voltamos à universidade e... está lá. Então, olhamos, e gostamos dela. Respira alegria, apesar de ser a última ceia. Pelas cores, pelo jeito das pessoas e o seu ar anacrónico. São de agora, não nos conseguem enganar. Verdade que os doze, no seu tempo, também eram do agora deles..., mas estes de agora parecem uma turma de bons rapazes, com os guardanapos muito certinhos, do tempo de agora deles, que já não é exactamente o agora de nós. É uma última ceia bem humorada. Os Monty Python podiam estar ali sentados.
Não deixa de ser uma última ceia. Gostamos dela.





***
Espaço de acesso à sala da esquerda e ao salão, à direita

Os Palhaços
Logo a seguir à entrada, num dos lados menores do rectângulo

Parede do lado direito de quem entra
Ao fundo, a entrada para o salão

A outra parede, tendo ao fundo a porta por onde entrámos

Os Palhaços


Auto-retrato

***
Sala da esquerda

Parede à direita de quem entra

Grupo central

Parede de frente para a entrada
A parede da esquerda tem alguns quadros não exibidos aqui

Parede à esquerda de quem entra

***
Salão


Leitura

Comadres

Reflexos

Meiguice

Mesa de Arte em Estanho

Vista geral

Idem

Olaria

  


Arte Xávega, de Alda Baptista

Mesa da Oficina do Papel

Expositor da Oficina do Papel

Costura

Vista geral

Área de patchwork



Oficina da Fotografia



Artes Decorativas

Azulejaria e cerâmica decorativa

Painel de azulejos

 Gastronomia



*
http://actividadesenior.blogspot.pt/
Ver também os blogues de professores e alunos na barra lateral esquerda do blogue da AUTITV.
[Acrescentadas sete fotografias, em 18-06-2016; acrescentadas as fotos «Artes Decorativas», Arte Xávega, e «Gastronomia (duas)», em 23-06-2016.]

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Festa no Varatojo

Tarde, 16 horas. Entre a Rua do Vime e a Alameda Dr. José Pedro Ferreira, em pavilhão coberto de estrutura amovível, actuaram os ranchos Os Camponeses de Varatojo, de que me foi dado assistir a algumas danças guiadas pelo cantar da solista e acompanhamento musical, e um rancho do Furadouro, aldeia no sopé da serra da Archeira. Entre as peças que ouvi, conta-se o Vira do Furadouro, a Saloiinha e a derradeira, moda do Minho (se não erro), menos alegre, talvez, e mexida, com um tom algo sofrido que o amor sempre traz consigo (feito de medos e esperanças...). «Cantiga de amigo»... Disse menos alegre, mas o que vi foi mocidade contente e cheia de energia por estar convivendo na sua festa, uma assistência de velhos e novos, em comunidade..., família alargada.
A volta, hoje, foi relativamente breve e deixei de ver a actuação do rancho visitante. Fui saindo pela Rua do Vime, subi pela Rua do Olival até à estrada que me devolve a Torres (Rua da Mina/Rua da Liberdade/ Estrada de Santo António).
Desempenha papel de apresentador-animador-director-mandador um dos elementos em palco, cuja voz, quando me vinha aproximando do palco se fazia já ouvir e me pareceu a do Sr. Padre Vítor Melícias, provincial dos Franciscanos. Aqui, está em casa, tal como em Torres Vedras. Não foi assim, mas a maneira de falar, a voz, é muito semelhante. Digo eu.      [Texto que serve de descrição aos dois vídeos, abaixo inseridos.]
***
12 de Junho de 2016

Da sede da Associação Cultural e Beneficente de Santo António
começam a sair membros do Rancho Folclórico e Etnográfico Os Camponeses do Varatojo

A Associação foi fundada em 1955; no escudo, por sobre a bola, lê-se: mens sana in corpore sano. A parte inferior, subdividida, mostra a cruz e o livro
Instituição de utilidade pública: 1-8-85

As imagens vão indicando a sequência do nosso itinerário varatojano
Esta CASA DE SANTO ANTÓNIO, talvez desabitada, tem o seu encanto

Registo de azulejos na casa da imagem precedente. Rua Dona Edviges Costa

Rua Dona Edviges Costa

O mesmo

Bandeira de Santo António com o Menino

O mesmo

O mesmo

Brasão na Rua Dona Edviges Costa

Idem

Alameda Pe. Dr. José Pedro Ferreira
Ao lado esquerdo desta alameda começa a Rua do Vime. À esquerda, um pavilhão desmontável; em frente , um espaço de alvenaria, aberto. Ambos servem para apoio  e serviço de «comes e bebes». À direita, o pavilhão grande, com palco para a actuação dos ranchos

O segundo elemento no palco, a contar da nossa esquerda, é o apresentador-animador do espectáculo. A cantadeira é a quarta figura. Ao lado esquerdo (dela) está o acordeonista




A nossa saída é pela Rua do Vime (continuando o trajecto da Rua Dona Edviges Costa)
Ao fundo, toma-se a esquerda pela Rua do Olival chegando à Estrada da Mina, continuada pela Rua da Liberdade até chegar à Estrada de Santo António, no fim das habitações. Tudo diferentes nomeações (e estatuto viário) para a estrada que vem de Torres Vedras e atravessa o Varatojo, a caminho de Casais da Torre, Figueiras e São Mamede da Ventosa

 

 

Festa do Sarge 2016

Cartaz exposto no passeio em frente à sede da UDRCS
União Desportiva Recreativa e Cultural
Sarge

Por estes dias, podia ver-se este cartaz em locais apropriados das estradas nacionais 115-2, 9 e outras. Aqui se publica, para não deixar passar sem referência estes dias de festejos, cuja organização tantos esforços congrega. No dia 10 de Junho, pelas 13 horas, houve almoço-convívio comemorando o 53.º aniversário da fundação da UDRCS.
No domingo, 5 de Junho, missa celebrada pelo Padre Arsénio Isidoro, seguida de procissão pelas ruas da localidade. Uma miniatura da capela, à entrada, do lado esquerdo, como réplica filial, mostra-se agora à admiração dos visitantes. É da autoria de Fernando Bray.
A procissão foi solenizada pela Banda da Juventude Musical Ponterrolense, sob a direcção do Maestro Luís Pedro Carimbo.
Percurso da procissão deste ano:
Capela, Rua da Capela, EN 115-2, a descer até à Rua do Brejo, Rua do Brejo, Rua Luís de Camões, Rua da Boavista, EN 115-2, Rua da Escola, passagem para a Rua da Capela, Capela.

sábado, 11 de junho de 2016

Marta Roml expõe em Mafra

Na Casa de Cultura D. Pedro V

Para uma descrição mais completa, ler as minhas impressões da visita à exposição no dia 28 de Maio, um sábado. Deixei de referir aí a tela com o n.º 16 do catálogo, Oração. Quem quiser ler algumas linhas, aperceber-se-á da importância desta peça, também como literatura, depoimento. O texto é de difícil leitura na íntegra; a autora o divulgará se e quando entender. 
No final, houve «Improvisação realizada por Luís Filipe Rodrigues e Marta Roml no decorrer da inauguração da exposição "in.quietação", a partir dos poemas de José Mário Branco e Fernando Pessoa (filmado por Pedro Rodrigues)»
                [Do facebook de Marta Roml. Não perca aí, dia 29 de Maio p. p., o vídeo de 8 min. e 32 seg. ]

Lista das dezasseis telas, da esquerda para a direita


Parede da esquerda, vista do lado da entrada


Parede do fundo

       Parede do lado direito
*

domingo, 8 de maio de 2016

domingo, 1 de maio de 2016

Na Academia das Ciências

Quinta-feira, 28 de Abril de 2016, 15 horas
1
O que me trouxe ali foi testemunhar uma cerimónia, importante na vida de alguém que se consagrou ao estudo e à acção. Além do aspecto simbólico, releve-se o contributo substantivo presente nas comunicações: a do elogio histórico a quem, por razões de saúde, deixou de poder dar colaboração e presença assídua na Academia e a da saudação feita ao académico que lhe sucederá na cadeira n.º 25, da classe de Letras.
Tive o privilégio de estar presente num dia importante para Manuel Ferreira Patrício. Por sorte, pois tive muito gosto nisso, o homenageado foi Fernando Castelo-Branco, meu professor de Psicologia na Escola do Magistério Primário de Lisboa, quando fui aluno-mestre nos anos de 1963-1965. Uma vez nos disse o director, na aula, que Fernando Castelo-Branco era o maior arqueólogo português daquele tempo. Essa realidade, a compreensão exacta dela, escapava-nos quase totalmente, empenhados e limitados que estávamos na vivência escolar, no nosso pequeno mundo. Mas, registei a informação, assim, até hoje, sem embargo de alguma traição da memória; se não era o maior, era um dos maiores e nisto já há certeza.
Tenho alguns livros de Fernando Castelo-Branco: Lisboa Seiscentista, Breve História da Olisipografia, Aspectos e Canções da Apanha da Azeitona em Borba e Museus de Lisboa. Folheio o texto da comunicação apresentada ao I Congresso de Etnografia e Folclore resultante da sua permanência no mês de Dezembro de 1946 em Borba, publicado «apenas com ligeiras alterações formais e alguns acréscimos que vão indicados entre [ ]». O interesse vem de ter vivido alguns anos em Estremoz, bem perto de Borba, e ter gosto nas recolhas de poesia popular. O cancioneiro em apêndice á comunicação foi recolhido por Fernando Castelo-Branco e incorpora uma «valiosa colecção de poesias» recolhidas pelo Padre João de Deus, que lhas ofereceu depois de elaborado o estudo.
 Fernando Castelo Branco é um polígrafo, sendo numerosa e variada a sua bibliografia.
2
Britaldo Rodrigues — 4.ª Secção  Ciências da Terra e do Espaço
O seu elogio foi feito por Manuel Lemos de Sousa, que começou por fazer o historial da orgânica da Academia e da Classe de Ciências, desde a fundação. O número das cadeiras dos académicos foi aumentando com o decorrer do tempo e também houve rearrumação das formações. Assim, por exemplo, o Professor Joaquim de Carvalho, catedrático de Filosofia da Universidade de Coimbra, sentou-se na mesma cadeira que tem sido ocupada por Britaldo Rodrigues. O percurso de Britaldo Rodrigues como professor, investigador e político é muito denso e tudo poderá ser consultado, após a publicação do texto do elogio histórico em boletim da Academia, ainda com mais pormenor do que o que foi possível dizer no tempo concedido para a comunicação. Acompanhei a carreira de Britaldo Rodrigues apenas nos finais dos anos oitenta, na sua passagem pela Comissão de Reforma do Sistema Educativo, onde chegou a ocupar o lugar de presidente.
Fernando Castelo-Branco — 3.ª Secção – Filosofia, Psicologia e Ciências da Educação
O seu elogio foi feito por Manuel Ferreira Patrício, que referiu os principais trabalhos do homenageado e o seu percurso académico. Fez estágio para professor do ensino liceal no Liceu Normal de Pedro Nunes, tendo aí realizado o Exame de Estado. Foi, depois, professor nos liceus D. João de Castro e Passos Manuel, de Lisboa. Exerceu funções docentes na Escola do Magistério Primário de Lisboa. Foi sócio de várias instituições, além daquela onde nos encontrámos: a Academia de Marinha, a Academia Nacional de Belas Artes, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e a Academia Portuguesa de História. Colaborou com a Sociedade de Geografia, o Instituto de Investigação Científica Tropical e a Câmara Municipal de Lisboa.
Tem vasta obra dispersa, publicada e por publicar.
                                                                            *   
           António Braz Teixeira, com o conhecimento profundo que tem de Manuel Ferreira Patrício, expôs os aspectos principais da já longa actividade do seu confrade, no ensino, publicação de livros, colaboração em revistas, conferências, associações de teor cultural e científico. Fez-lhe votos de saúde para que possa proceder à selecção e reunião dos seus importantes textos filosóficos e antropagógicos, de modo a que sejam publicados: os mais de cem (centena e meia?) de cadernos azuis, conhecidos dos que com ele mais privam.
O presidente da Academia das Ciências e da Classe de Letras, Professor Artur Anselmo, agradece a Manuel Ferreira Patrício o elogio histórico de Fernando Castelo-Branco.
Artur Anselmo confessou quanto deve a Fernando Castelo-Branco, não só como amigo, mas também como leitor. «Meu Deus, porque é que este país não publica os Dispersos de Fernando Castelo-Branco? Venham os Dispersos de Fernando Castelo-Branco! A Academia dispõe-se desde já a apresentar à Fundação Calouste Gulbenkian a proposta de se publicação desta obra.»
            E também falou de Britaldo Rodrigues.                                                                   
*
Disse, acima, que a importância da cerimónia era não só simbólica, o que já é importante, mas substantiva, enriquecedora. Aprendeu-se. Foi útil o encontro de todos quantos ali estivemos, embora de maneiras diferentes. Foram úteis as vidas dos homenageados. Úteis, por terem fundamento, as comunicações. Vão ainda ser úteis à Academia, e à sociedade em geral, os que vão continuar a dar o seu contributo; vão continuar a fazer. Caso contrário, seria vã a sua glória.
Nisi utile est quod facimus stulta est gloria. É vã a glória se for inútil o que fizermos.  (Do sítio na internet da Academia)
 *

Na mesa: Manuel Lemos de Sousa, Carlos Salema (vice-presidente da Academia e presidente da Classe de Ciências), Artur Anselmo, (presidente da Academia e presidente da Classe de Letras), Maria Salomé Pais, (secretária-geral da academia), Soares Martínez, (decano da Classe de Letras)
Manuel Lemos de Sousa faz o elogio histórico de Britaldo Rodrigues; Miguel Telles Antunes saudou Manuel Lemos de Sousa

Manuel Ferreira Patrício faz o elogio histórico de Fernando Castelo-Branco; António Braz Teixeira saudou Manuel Ferreira Patrício


António Braz Teixeira saúda Manuel Ferreira Patrício


Salão Nobre 




Escola Secundária de Passos Manuel, visto de uma janela do Salão Nobre

A chaminé do jornal O SÈCULO, vista da mesma janela

*
Algumas quadras, escolhidas quase aleatoriamente do cancioneiro publicado  em apêndice ao estudo de Fernando Castelo-Branco

O meu peito é uma morada,
vem p'ra ela, meu amor:
de renda não pagas nada,
ainda te fico em favor.
(Pág. 30)
Quem me dera ter a vida
Que a rosinha tem no campo:
Nem eu tinha tanta lida,
nem em ti pensava tanto.
(Pág. 38)
Queria-te escrever uma carta,
mas não tenho papel branco,
nem o tinteiro tem tinta,
nem o nosso amor é tanto.
(Pág. 19)
Minha mãe já me tem dito:
Filho, não sejas maroto,
Desvia-te das mulheres,
Como a camisa do corpo.
(P. 19)

Da pena do pavão,
do sangue da cotovia,
foi escrever uma carta,
o meu amor de algum dia...
(Pág. 31)
Água de ladeira acima,
sem a levarem não vai.
Correr atrás de quem foge,
não vão filhas do meu pai.
(Pág. 20)
Senhora da Boa Nova,
tens a cruz numa ladeira,
a igreja numa cova,
lá mais abaixo a ribeira
(Pág. 48)
Subi ao céu por uma linha,
Desci por um fio lilás:
Eu já fui ao céu por ti,
Tu por mim não és capaz.
(P. 40)

*
Academia das Ciências, na wikipédia, página visitada em 01-05-2016.
Academia das Ciências, página oficial da Academia, visitada em 01-05-2016.
Academia das Ciências, sócios efectivos da Classe de Letras, página visitada em 01-05-2016, actualizada, em relação à anterior.

Rua Nova dos Mercadores

        Partilho um artigo cheio de interesse, sobre a aventura de duas historiadoras, na descoberta da cidade representada numa pintura renascentista. Com a ajuda de especialistas, descobriram.
        É a célebre Rua Nova, destruída pelo terramoto de 1755. Veja tudo,  aqui, onde era...
        Os resultados da pesquisa estão publicados no livro: The Global City: On the Streets of Renaissance Lisbon, pela Paul Holberton Publishing.