quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

O carrossel

Natal de 2019
A empresa Jubilo Carrossel aluga «carrosséis e equipamentos nostálgicos e vintage». Com vários modelos de carrossel, esteve em Torres Vedras, na Praça Wellington, o «Alphonse Mucha», 30 lugares, 5,5 metros, estilo Arte Nova. Nostalgia, para os adultos, magia para as crianças.
Yan Bustamante começou a trabalhar num teatro aos 18 anos, como decorador, e aí aprendeu a desenhar e conheceu o carpinteiro alemão Hugo Huyng, de quem ficou amigo.  Veio a Portugal com amigos aos 26 anos, terminando a viagem em Lagos, na Páscoa, estranhando «não existirem artistas na rua».
Acaba por convidar o amigo alemão a vir para Portugal, associam-se, e Bustamante confessa em entrevista desejar vir a ter um carrossel em cada cidade portuguesa.
(Ver, aqui.)

9Dez2019, 21:06, 2.ª-feira

10Dez2019, 18:23, 3.ª-feira


15Dez2019, 19:35, Domingo

15Dez2019, 19:38, Domingo

19Dez2019, 15:41, 5.ª-feira

19Dez2019, 15:53

21Dez2019, 16:44, Sábado

 21Dez2019, 16:44



18 de Dezembro

18Dez2019, 14:40, 4.ª-feira












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Interior da cobertura do carrossel

18Dez, 14:49

14:49

14:50

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14:57

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14:59
 O carrossel está a ser fechado. Alerta amarelo
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Dia 27, passei para fotografar o carrossel, pelas 16 horas, com luz do sol, mas já lá não estava...
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

André Rieu na Altice Arena

26 de Novembro de 2019
Natal com André
Ao aproximarmo-nos da Altice Arena, começamos por ver os muitos camiões que transportam a caravana da Orquestra Johann Strauss. Estão (10, 20?) estacionados em espinha, significando a grandeza desta família musical.
O edifício a semelhar um OVNI, «Pavilhão da Utopia» de seu primeiro nome, está cheio. No decorrer do espectáculo, sucedem-se os alegres, grandes, coloridos cenários de cidades, da Grécia, do Kremlin, Zorba, Kalinka, valsa de Strauss. Terras de neve e terras de sol... Para fazer o pleno no coração da assistência, também compareceu uma canção portuguesa, bem cantada na nossa língua... O coro no vestuário leve e no número lembra as nove musas da Grécia antiga.
Cai neve na plateia...
Na escuridão própria dos momentos de maior comunhão e mistério iluminaram-se os telemóveis, como velas...

André, o jovem de 70 anos, dirige e toca no Stradivarius de 1732, dirige-se à multidão, dialoga, puxa por ela, e no final, pedem-lhe um brinde, outro... E ele mesmo oferece mais... e mais e mais...
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Doniij van Doorn
Leia o que sobre esta soprano nos disse em inglês André Rieu; foram praticamente as mesmas palavras.





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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

O Vocabulário Ortográfico segundo um acordo que não devia ter nascido morre e ressuscita 14 dias depois

Transcrevo, com a devida vénia, um artigo do Público. 
A grande falácia do acordo é que não devia haver acordo nenhum… Não havia necessidade... O Congresso brasileiro não aprovou o Acordo de 1945... Durante muito tempo, não entendi e julguei mal a reforma ortográfica de 1911, por unilateral, em relação ao Brasil. Hoje, a minha compreensão é outra. Afinal, em 1911 Portugal esteve certo; a rejeição em 1945, da parte do Brasil, também... Certos, só na medida em que a língua que se fala dos dois lados do Atlântico pelos dois povos, sendo ainda a mesma, não é a mesma e está em lenta, constante evolução. Como tal, não vale a pena querer enclausurar uma delas (o que parece ser o caso) ou as duas numa lógica sufocante complexamente simplificadora. A mutabilidade das línguas está fora de questão, mas não urge acelerá-la. E reformas ortográficas certas não há, pois subsistem formas aceitas como  excepção à regra, por consagradas pelo uso. Nas decisões, o convencional está presente...
O VOC ressuscitou ao fim de 14 dias de silêncio, sem comentários. Nuno Pacheco diz que não os haverá, para que os haja, pois «eles» gostam de contrariar. Ver o P. S.
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O vocabulário oficial do Acordo Ortográfico está morto há dias e ninguém deu por nada!
Depois da anunciada penúria do IILP, agora foi o VOC. Quem tentava lá entrar, recebia uma resposta em inglês: “Congratulations!” Catorze dias depois, reagindo a este texto, ressuscitaram-no.
23 de Janeiro de 2020, 7:30 actualizada às 12:21
Sinto-me honrado. Nunca me deram os parabéns tantas vezes e em tão pouco tempo. Por algum texto? Por fazer anos? Nada disso. A história é mais bizarra. Começa numa mania que mantenho com regularidade: consultar o chamado Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (dito VOC) do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), de nome pomposo e misérrimas vestes, para ver se algo mudou ou para confirmar o monumental absurdo de tal “empresa”. Devo ser, aliás, um dos raríssimos visitantes daquela inutilidade, criada na sequência do enorme embuste que foi o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90).
Mas no dia 13, ao clicar no VOC, deram-me os parabéns. E em inglês: “Congratulations!” Como naquelas mensagens que nos dizem, matreiramente, que ganhámos qualquer coisa para depois nos levarem à certa. Pensei que era um erro e insisti: parabéns outra vez. Não podia ser. Tentei mais tarde e a coisa repetiu-se. Nesse dia e nos seguintes. Até ontem. Esteve assim durante semana e meia e ninguém deu por nada. Nenhuma explicação, nenhum pedido de desculpas (género “estamos a remodelar o VOC, voltaremos em breve”). Silêncio total.
Só a mensagem ali continuava a repetir-se, impassível. Soube, entretanto, que já no dia 9 alguém tentara entrar no VOC e tivera a mesma resposta. Primeiro, um “Congratulations!” em letras grandes. Depois isto: “You’ve successfully started the Nginx Proxy Manager. If you’re seeing this site then you’re trying to access a host that isn’t set up yet. Log in to the Admin panel to get started.” Pois. Trocando em miúdos: isto não está configurado; ou o lugar onde esta coisa estava alojada fechou-lhe as portas. Pelos vistos, o cheque “extraordinário” de 200 mil euros enviado por Portugal chegou tarde… Adeus!
Quem não chegou a conhecer o defunto, ainda pode espreitar uma “foto” esquecida algures no infinito espaço virtual. Basta carregar em iilp.cplp.org/voc/ e lá aparece a Página Inicial do dito VOC, mas sem nenhum préstimo, pois apesar de ainda ter algumas ligações activas, nenhuma delas vai dar ao vocabulário. Lá estão, à esquerda, as nove bandeirinhas, mas de nada vale tentar clicar nelas. Antigamente, lia-se: “Selecione [sic] a versão do VOC a usar”. Isto significava carregar numa das oito bandeirinhas correspondentes aos países da CPLP ou então numa outra, a nona, que era uma espécie de saco-de-gatos com todas as variantes lá dentro. Quando funcionava, clicava-se em três bandeiras e não dava nada: Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe (os dois primeiros países não ratificaram o AO90; e São Tomé ratificou-o, em condições mais que duvidosas, mas não tem vocabulário que se veja). As restantes conduziam a cinco vocabulários com nomes diferentes: Vocabulário Ortográfico Cabo-Verdiano da Língua Portuguesa, Vocabulário Ortográfico Moçambicano da Língua Portuguesa, Vocabulário Ortográfico de Timor-Leste, todos eles incorporando o nome dos respectivos países, e os dois restantes sem identificação nacional: Vocabulário Ortográfico do Português (o de Portugal) e Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (o do Brasil). Para quem prometia um Vocabulário Ortográfico Comum, esta multiplicação é patética.
Quanto ao defunto, e depois de várias buscas, eis que surge em linha uma luz: um “Concurso Internacional de Design de Projetos do IILP”, pretendendo dar “a oportunidade a um talento do design de criar duas marcas para dois projetos” [sic], sendo um deles o VOC. Ora aqui está: o vocabulário vai ser remodelado, e ainda que péssimo vai ter nova cara. Puro engano: o anúncio é de 2013 e diz isto [sic]: “O projeto VOC – Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, visa implementar em uma plataforma digital o vocabulário oficial da Língua Portuguesa, constituído de forma inovadora pela soma dos diversos Vocabulários Ortográficos Nacionais (VON), dos países da CPLP. A partir dos Vocabulários Nacionais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, o Vocabulário Comum da Língua Portuguesa, pela primeira vez, incluirá numa grande base de dados lexicais de gestão comum, o vocabulário de todos os países escrito na nova ortografia, com inúmeras utilidades, o que abrirá uma fase nova para a língua portuguesa.” Vírgulas fora do sítio e o “esquecimento” da Guiné-Bissau são mesmo do texto, aqui em transcrição literal.
É duvidoso que algum “talento do design” tenha arriscado nome e tempo em tal façanha, pois o resultado, tanto gráfico como utilitário, sempre foi miserável. A “fase nova” para a língua portuguesa também está à vista e não se recomenda. O que vão fazer, então, as baixíssimas “altas instâncias”? Passar mais cheques? Ou aceitar de vez o funeral, levando por arrasto no féretro o IILP (que sem VOC deixa de ter qualquer justificação) e o Acordo Ortográfico de má memória, que desuniu em vez de unir o amplo espaço da Língua Portuguesa? Decidam depressa, que o cadáver começa a entrar em decomposição e urge o respectivo enterro. E desactivem lá o “congratulations” – ao menos ali, dêem-nos os parabéns em português!
P.S.: – Anotem esta data: ao 14.º dia de silêncio, o VOC ressuscitou do seu estado publicamente cadavérico: precisamente às 12 horas e 4 minutos de 23 de Janeiro de 2020, quatro horas e 34 minutos após a publicação desta crónica. Percebe-se: no estado declarado de penúria em que se encontra, o IILP não devia ter dinheiro para o funeral. Só que o morto ressuscitou tal qual fenecera – ou seja, mau. Podiam ter aproveitado os 14 dias para melhorar alguma coisinha. Mas isso dá muito trabalho. Fácil é repor o que não presta. E de preferência sem comentários, porque não há nem haverá (escrevo isto para que haja, já que eles são muito mais rápidos a contrariar os outros), em todo o sítio do IILP, uma explicação, mais do que devida, para esta falha anormal e aberrante. Enquanto isso, entretêm-se a fingir que propagam a língua portuguesa aos quatro ventos no Universo. Pobres de nós... 
https://www.publico.pt/2020/01/23/culturaipsilon/opiniao/vocabulario-oficial-acordo-ortografico-morto-ha-dias-ninguem-deu-nada-1901129

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Entre Montalvo e o Rasquete na marginal de Montargil

28Out2019
Albufeira seca, uma ponte ou pontão de que tinha perdido completamente a memória..., regresso ao antigo pelo rebanho de ovelhas..., o monte da herdade de Montalvo a parecer aguarela...
Chovia.
(Do facebook)


Ponte do Rasquete




 A ponte do Rasquete velha, substituída, bem como o anterior traçado da E N 2, na sequência da construção da barragem de Montargil, inaugurada em 1958. Quando a albufeira está cheia, só se vê a crista dos arcos






Já se vê o pontão



Vista para o lado da estrada nacional. À direita se vê túnel para passagem das águas

Pedras do piso da estrada, junto ao pontão...


A outra banda
Agora, menos acessível, desde que a albufeira cobriu as hortas, o arrozal da Tojeirinha..., a ponte de madeira, bem perto da vila...

Do lado de cá, zona de Montalvo; em frente, terras de Montargil e Aldeia Velha, por onde corre a ribeira de Santa Margarida. Aflui à ribeira de Sor um pouco mais para jusante (é o vale da Sagolga, dizemos, os de Montargil)

Montalvo

Montalvo


É a parte superior da imagem que lembra uma aguarela, uma pintura de Turner...


De regresso ao ponto de partida, entre Vale de Vilão e Rasquete. Vislumbra-se o pontão, que serviu no anterior traçado da E N 2

Continua a ver-se o pontão, entre duas ramadas da árvore, à direita

Há ligação destas águas por túnel, para a albufeira, como foi indicado atrás e se percebe também na imagem antecedente