segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Castelo de Torres Vedras — Centro de Interpretação

     Em dia de feriado municipal, dia de S. Martinho, integrei-me na visita guiada ao Castelo de Torres Vedras (15 h) e assisti à inauguração do Centro de Interpretação do Castelo de Torres Vedras (15 h. 30 min.).

     Antes de entrarmos no Centro de Interpretação, a senhora vereadora da Cultura, Dr.ª Ana Umbelino, disse as necessárias palavras esclarecedoras sobre o que ali nos trazia a todos, na presença dos senhores presidentes, da Câmara Municipal, Dr. Carlos Miguel, e da  Assembleia Municipal, Dr. Alberto Avelino, e de outras entidades com funções de direcção, actuais e antigos.
  
     No torreão manuelino, deparamo-nos com uma exposição permanente, sendo exibidos painéis informativos sobre várias épocas e acontecimentos históricos que se ligam ao castelo de Torres Vedras, bem como achados arqueológicos encontrados no recinto por ele ocupado. Muito bem concebido e realizado, o vídeo que é oferecido ao visitante, quer pelas imagens de mapas, plantas, desenhos, quer pelo que nos vai sendo dito, tudo tendo fazendo nascer o desejo de o adquirir, se possível. Ficámos no entanto a saber que irá «sair» uma pequena publicação ou brochura com o essencial da informação. 

     Tivemos a impressão,  e nisso fomos confirmados por um amigo, de que o recinto do castelo é muito dependente e marcado pela acção de D. Manuel I, com a reparação da cerca oval, a construção do Palácio dos Alcaides. O segundo piso, com as salas nobres, era residência do alcaide-mor. À entrada do castelo, a esfera armilar, na faixa oblíqua que a envolve, ostenta as letras (mal se percebem?) 

M       O        R        E


que significarão

Manuel Orbis Rex Est

Manuel é rei do orbe (= mundo, o círculo ou roda do mundo).   

NB -- Clicando nas imagens, vê-se em ecrã inteiro.




























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Desdobrável facultado ao visitante;
uma folha A3, dobrada duas vezes.





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domingo, 10 de novembro de 2013

João Bettencourt da Câmara

     É a segunda vez que assisto a um espectáculo deste pianista. A primeira foi em 2010, no recital comemorativo do bicentenário do nascimento de Chopin e de Schumann, integrado no Festival de Sintra. A interpretação teve lugar numa quinta, em sala de casa solarenga, com vista sobranceira para a paisagem larga, árvores e verde e frescura. Tocou de cor, igualando o ambiente mágico envolvente.

     Hoje tive a confirmação, no CCB. 

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CCB
10 de Novembro 2013
Sala Luís de Freitas Branco / 11h / Duração aprox.  1 h s/intervalo
(Notas de programa - André Cunha Leal)
NB - Clique nas imagens para ver um pouco melhor.




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     Ver o programa do espectáculo e notícia da Ípsilon, sobre o 45.º Festival de Sintra, 2010, com referência a João Bettencourt da Câmara.
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     A propósito de gente jovem, a propósito de João Bettencourt da Câmara, recordo Domingos António, de quem vi dois espectáculos, um ao vivo no São Luís, em Lisboa, e outro, pela televisão.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Merenda do Acordeão na Casa da Avó Gama...

...com Catarina Brilha e José Cláudio, às 17 h 30 min.  Estava anunciada a presença de Eugénia Lima, que, por motivos de saúde, não pôde comparecer.

     Uma hora antes, já o espaço estava totalmente preenchido, mormente por senhoras. Senhoras prevenidas e amigas do seu pé de dança, como se verá.  O espaço disponível é um pouco limitado para este tipo de eventos. Ganhou-se em concentração e intensidade. Na rua ficaram outros tantos e não se ouviu muito bem. A meu lado, um companheiro disse: «Era melhor ser ali no largo» (Praça do Município).

     Dos acordeões saíam músicas que estão no ouvido da gente, corridinhos e outras, marchas dos santos populares; a certa altura, uma rapsódia, cosendo uns atrás dos outros, vários panos musicais, da Aldeia da Roupa Branca, de Simone de Oliveira...

    Pareceu-me que José Cláudio era quem conduzia a melodia, sendo o acompanhamento de Catarina Brilha, não linear, com textura algo densa.

     Umas senhoras levadas pelo contágio da música de acordeão (bem alegre) começam a dançar, uma delas com um senhor já de idade. Foi bonito ver ambos.

     Também se trocou opiniões, conviveu-se. Os cálices de vinho estavam à disposição. Quase sempre cá fora, servi-me dum pequeno bolo, porque mais não quis. Duas pequenas mesinhas, na rua, apoiavam quem teve a tarefa de oferecer «pão» e vinho, tarefa muito bem desempenhada.
     Clique nas imagens, para verem ecrã grande.
     
     
 16 h. e 30 min. Já se vê a Casa Avó Gama

 Praça do Município

Belo edifício revestido a azulejos.
No rés-do-chão, o café Kenia e uma loja de produtos alimentares.








Na Casa Avó Gama, os vinhos são das Caves Bonifácio.

A festa está quase a acabar.

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       Veja Casa Avó Gama no facebook.
     Consulte, também, o programa do Festival Internacional de Acordeão de Torres Vedras World Accordion Festival, aqui, a notícia de RadiOeste97.8FM e texto do director artístico do festival, desenhando a sua identidade.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Nenhum dia sem linha

     A expressão vem-nos numa forma aproximada a esta, da antiguidade, atribuída ao pintor grego Apeles, que mesmo quando cheio de outras ocupações, sempre arranjava tempo para uns traços ou pinceladas, enfim, para pintar. Fixou-se, como a conhecemos, na Idade Média, na forma latina Nulla dies sine linea, querendo aqui significar a escrita. Aplicamo-la à fotografia. Tenho de mostrar uma fotografia tirada, hoje, sem motivo, talvez as tenha colhido melhores. Mas as outras não têm a estradinha à beira da água que rodeia o obelisco, onde as crianças caminham quando são bebés, seguradas pelo pai ou pela mãe.

Na estradinha à beira da água, estão os pombos.

Hospital da SOERAD

   
 Campo de Jogos Manuel Marques
do
Sport Club União Torreense

 HOSPITAL SOERAD
Ao lado, os dois edifícios onde tem funcionado a empresa.


     Logo a seguir ao campo do Torreense, o novo Hospital da SOERAD; está aberto ao público há uma semana, mais ou menos. A seguir, um edifício, usado pela SOERAD para análises clínicas, e as instalações onde a empresa vinha e continua exercendo as suas actividades no campo da saúde.
     O Hospital da SOERAD tem um parque de estacionamento subterrâneo, grátis na primeira hora e a 1€ na segunda; comunicação interna com as primeiras instalações.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Um cágado não é algo malcheiroso

     O juiz julga.

     O maior proveito é a própria língua, sem pensar no dinheiro que dela se possa tirar. A língua somos nós, a nossa maneira de ver o mundo. O resto, que venha e venham coisas boas... Não podem deixar de vir. É que só virão, se formos nós mesmos.


     Grande juiz, este! Ah, grande Rui!


     Hoje, no Público.

domingo, 3 de novembro de 2013

Posto da PVT -- Polícia de Viação e Trânsito 2

O posto da PVT*






O (ant)igo — o que veio antes ou, vivido por nós, já está no antes de agora — dá maior largueza, fundura e riqueza ao presente. Para ilustrar o que digo, fotos bem bonitas. Numa, a porta do posto da PVT está aberta; em duas delas, o agente caminha em direcções opostas. Parece ler-se a palavra GASCIDLA, na bomba de gasolina. Exercício para os mais velhos. A terceira foto, de postal, tem carimbo de 1953. O posto está discretamente, ao lado direito, mas já não há coreto.
Em 10 de Outubro de 1954 é inaugurado o obelisco comemorativo da Guerra Peninsular, mas o vazio mantém-se. O coreto continua a fazer ali falta.
Em data que desconheço, novo posto da PVT é construído, junto ao Choupal, onde ainda hoje se encontra, com outras funções, sendo património municipal. Pode ver-se muita informação sobre o Largo da Graça, no seguinte endereço, na mensagem publicada às 00:12, de 25-5-2009: http://vedrografias2.blogspot.pt/search/label/Largo%20da%20Graça.

*Ver neste blogue, sobre o posto da PVT, a mensagem de 31-10-2013. 

sábado, 2 de novembro de 2013

Acolhimento ao Patriarca de Lisboa na sua terra e Missa em honra de São Gonçalo 2

Ficou-me por dizer, embora o quisesse, mas a evocação de tudo o que vi e ouvi já estava terminada, que o Sr. padre Joaquim Pedro foi condiscípulo de Dom Manuel Clemente, durante 5 anos, no Seminário dos Olivais. Isso foi afirmado, e senti como relevante o companheirismo e amizade de ambos, hoje, um, pároco in solidum da cidade, com o Sr. padre Alfredo Dionísio, e o outro, «filho ilustre desta cidade», patriarca de Lisboa.
A saudação a Dom Manuel Clemente proferida pelo padre Joaquim Pedro vem transcrita na pág. 2 do semanário Badaladas, n.º 3017, de 1 de Novembro. Também transcritas as palavras de Eduardo Frutuoso (página 3 da mesma edição de Badaladas).

Pertenceu a Pedro de Moura e Sá


     Várias vezes, na sala de leitura da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, na área de Filosofia, sobretudo, se não erro, na Filosofia Antiga, me vinham ter às mãos livros com o carimbo: Pertenceu a Pedro de Moura e Sá. Achei interessante, ou intrigante (com um sentimento de admiração pelo benemérito), em relativamente numerosas consultas, lá chegar e dizer presente, em cima da mesa, o livro que «pertenceu a Pedro de Moura e Sá». A memória prega-nos partidas. Será que não foi exactamente assim? No livro que tenho entre mãos, Mau Tempo no Canal, se vê pelo carimbo que há ligeira diferença nos dizeres. Por acaso, já o li e é um grande romance. Daqueles que se deve ler, pela nossa saúde, logo que haja oportunidade, como a oportunidade que espera o aconselhado por um amigo, Moby Dick, de Hermann Melville e que, não por acaso, oferece matéria para uma das epígrafes a anteceder o capítulo primeiro:       

   O MARINHEIRO DOS AÇORES (subindo do porão
e atirando o tambor pela escotilha) —Toma, Pip;
e aqui estão as abitas do cabrestante. Arreia!
Ala, rapazes!
   HERMAN MELVILLE, MOBY DICK,
MEIA-NOITE NO RANCHO DE PROA.
Vem isto a propósito da colecção de dezasseis livros que a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra agora disponibiliza, para edição fac-símile comemorativa dos seus 500 anos. © 2013, A Bela e o Monstro, Edições; distribuição, às terças-feiras, com o jornal Público.
                (Clicar nas imagens, para ver melhor.)





Os espólios e livrarias integrados no acervo da Biblioteca são relativamente poucos, estando Moura e Sá em óptima companhia.

 Vou tentar saber mais qualquer coisa sobre Pedro de Moura e Sá. Pura curiosidade.

Ver sobre Moura e Sá, os espólios e livrarias pertencentes à BGUC, o vídeo de apresentação da colecção no salão nobre da biblioteca joanina da Universidade de Coimbra   e  http://static.publico.pt/coleccoes/edicoes_facsimiladas/.