terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Hoje

CCCChic -- V Feira de Natal

Nas instalações da antiga FIAT, Av. 5 de Outubro



 CCCChic - V Feira de Natal .: Mostra e Mercado de Artesanato Alternativo e Artigos em 2ª Mão
Organização da Cooperativa de Comunicação e Cultura -- Torres Vedras
De 24 Nov. a 30 Dez.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Granada. Em homenagem a um companheiro de viagem a terras andaluzas

Ia ficando esquecida esta interpretação, aconselhada por JE, quando lhe falei na célebre canção. Comecemos por dizer que fomos a Córdova e a Granada, num périplo de três dias (21, 22 e 23 de Novembro).
Aqui vai.

Elīna Garanča
Silvesterkonzert der Berliner Philharmoniker 2010
Direcção de Gustavo Dudamel
Elīna Garanča, Mezzosoprano

Granada 
Granada, tierra soñada por mi
mi cantar se vuelve gitano
cuando es para ti
mi cantar hecho de fantasia
mi cantar, flor de melancolia
que you te vengo a dar
Granada,
tierra ensangrentada
en tardes de toros
Mujer que conserva el embrujo
de los ojos moros
de sueño rebelde y gitana
cubierta de flores
y beso tu boca de grana
jugosa manzana
que me habla de amores
Granada Manola
cantada en coplas preciosas
no tengo otra cosa que darte
que un ramo de rosas
de rosas de suave fragancia
que le dieran marco
a la Virgen Morena
Granada
tu tierra está llena de lindas mujeres
de sangre y de sol

Granada, tierra soñada por mi

Granada
Granada, tierra soñada por mi
mi cantar se vuelve gitano
cuando es para ti
mi cantar hecho de fantasia
mi cantar, flor de melancolia
que you te vengo a dar
Granada,
tierra ensangrentada
en tardes de toros
Mujer que conserva el embrujo
de los ojos moros
de sueño rebelde y gitana
cubierta de flores
y beso tu boca de grana
jugosa manzana
que me habla de amores
Granada Manola
cantada en coplas preciosas
no tengo otra cosa que darte
que un ramo de rosas
de rosas de suave fragancia
que le dieran marco
a la Virgen Morena
Granada
tu tierra está llena de lindas mujeres
de sangre y de sol


 Mario Lanza

Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras

 Granada, de Agustín Lara – solo de guitarra.
Vão sendo apresentadas belas vistas de Granada.

*
Toda a minha geração foi crescendo a ouvir Granada. Por poucas vezes que tenha sido, a canção, e o mundo que  fazia imaginar quase inconscientemente, ficou gravada de maneira indelével. A vibração do cantor era tanta, que inebriava. Ninguém pensava em definir a cidade amada, porque não?, era uma força de bem querer. Quem cantaria? Mario Lanza? 
Não era preciso ver Granada-mulher, apenas se ouvia. Afinal, sabemos agora que o mexicano Agustín Lara, o compositor da imortal canção, quando a escreveu, nunca tinha posto os pés na cidade andaluza.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Cante Alentejano. Serpa em Paris

        27 de Novembro de 2014, dia em que o cante alentejano foi declarado pela UNESCO Património Cultural Imaterial da Humanidade. Estamos todos contentes.
        Em baixo, além do vídeo, informação consultável, da UNESCO e do Público.


http://www.unesco.org/culture/ich/RL/01007 (ver Identification, Slideshow e Video)

Descrição:

Cante Alentejano is a genre of traditional two-part singing performed by amateur choral groups in southern Portugal, characterized by distinctive melodies, lyrics and vocal styles, and performed without instrumentation. Groups consist of up to thirty singers divided into groups. The ponto, in the lower range, starts the singing, followed by the alto, in the higher range, which duplicates the melody a third or a tenth above, often adding ornaments. The entire choral group then takes over, singing the remaining stanzas in parallel thirds. The alto is the guiding voice heard above the group throughout the song. A vast repertoire of traditional poetry is set to existing or newly created melodies. Lyrics explore both traditional themes such as rural life, nature, love, motherhood and religion, and changes in the cultural and social context. Cante is a fundamental aspect of social life throughout Alentejano communities, permeating social gatherings in both public and private spaces. Transmission occurs principally at choral group rehearsals between older and younger members. For its practitioners and aficionados, cante embodies a strong sense of identity and belonging. It also reinforces dialogue between different generations, genders and individuals from different backgrounds, thereby contributing to social cohesion.
O Cante Alentejano é um género de canto tradicional a duas vozes interpretado por grupos corais amadores no sul de Portugal, caracterizado por melodias, letras e estilos vocais característicos, e sem instrumentação. Os grupos têm até trinta cantores, assim divididos: o ponto, no registo inferior, começa o canto, seguido pelo alto, no registo superior, que reproduz a melodia uma terça ou uma décima acima, muitas vezes acrescentando ornamentos. Todo o grupo coral entra depois em acção, cantando as restantes estrofes em terças paralelas. O alto é a voz guia ouvida por sobre o grupo, ao longo de todo o canto. Um vasto repertório de poesia tradicional é adaptado a melodias existentes ou criadas de novo. As letras exploram não só temas tradicionais, como a vida rural, a natureza, o amor, maternidade e religião, mas também mudanças no contexto cultural e social. O cante é um aspecto fundamental da vida social nas comunidades alentejanas, permeando encontros sociais tanto em espaços públicos como privados. A transmissão ocorre principalmente nos ensaios do grupo coral, entre os membros mais velhos e os mais novos.  Para os praticantes e aficionados, o cante incorpora um forte sentido identitário e de pertença. Reforça, ainda, o diálogo entre diferentes gerações, géneros e indivíduos de diferentes estratos, daí contribuindo para a coesão social.

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-cante-do-alentejo-ja-e-patrimonio-mundial-1677527

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cante Alentejano, Património Cultural Imaterial da Humanidade

           «Já la vem a bela aurora!...»  e mais..., e mais... se cantou uma vez em Portel (ou numa saída de professores a Alvito), em jantar de convívio (1980/1981). 
No «Gaudeamus» cantámos a «Laranja da China». Eu e o Mário entrávamos bravamente em solo no verso «Olh'à laranja da China». Para mim, difícil, diga-se. Logo o coro nos acompanhava, socorria: «Criada no arvoredo/ Não te ponhas à esquina/Que eu passo e não tenho medo».



Em dia de classificação do cante alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade, ouçamos o Grupo Coral de Cantares de Portel.
           P. S. Notar o casticismo da pronúncia e, concretamente, a maneira popular de dizer a palavra «arvoredo». É dito «alvoredo», pronúncia aberta no «a» e «l», em vez de «r». Manter estas diferenças, é bom. É plural. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Nella Maïssa

  Morreu Nella Maïssa, de quem tinha ouvido entrevista(s) dada(s) a Jorge Rodrigues, no Ritornello da Antena 2. Hoje, a mesma estação dedicou tempo à pianista e ouvimos uma conversa-entrevista dela com Alexandre Delgado. Muito interessante. Tocou obras de compositores portugueses, Domingos Bontempo, em especial.
Nascida em Turim, veio para Portugal, devido à situação que se vivia em Itália, com Mussolini no poder.

A vida dos judeus em Itália era tranquila e eles estavam bem integrados com a população antes da subida de Mussolini ao poder em 1925. Aliás, os problemas de restrições à liberdade só começam mesmo em 1938, altura em que os judeus começam a sentir a necessidade de sair do país devido à aprovação de leis antissemitas em Itália (leis relativas ao casamento; declaração sobre quem devia ser considerado de raça judaica; lei sobre a disciplina do exercício das profissões por parte dos cidadãos de raça judaica; limites impostos à propriedade imobiliária e à actividade industrial e comercial aos cidadãos italianos de raça judaica; exclusão dos elementos judaicos do campo dos espectáculos). «Deixamos de ser gente», afirma Nella Maissa sobre esta situação, «Não podíamos ter propriedades, não podíamos mandar os nossos filhos à escola, não podíamos ter empregadas domésticas católicas, não tínhamos direitos. Qualquer pessoa podia matar-nos, porque nós judeus nem sequer éramos considerados gente. Foi nesta situação horrorosa que decidimos partir de Itália.»
(Ver, aqui, JUDEUS EM PORTUGAL DURANTE A II GUERRA MUNDIAL, - MEMÓRIAS DE UM PARAÍSO EM TEMPO DE GUERRA. Catálogo da exposição, Fundação Calouste Gulbenkian, donde se tira o texto transcrito.)

Portuguesa ou italiana, como se sente?, perguntou Alexandre Delgado. Em três meses, aprendeu a falar português, mas a partir daí a sua maneira de falar não evoluiu, deixando sempre transparecer o passado, a origem e substância complexa do seu ser. Como se falar perfeitamente outra língua extinguisse nela partes de si. Sente-se europeia. Acaba por decidir-se portuguesa. Mas não precisa de se decidir. É Nella Maïssa.
Nota: Escrevo Maïssa, para não ter que estar a dizer como se deve ler o nome. Não devia.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

SAMPAIO BRUNO

José Pereira de Sampaio
Finou-se no Porto o ilustre republicano José Pereira de Sampaio, mais conhecido no mundo das letras pelo pseudonimo de Bruno.
Republicano autêntico, desde os tempos da mocidade, tomou parte na preparação da revolta do 31 de Janeiro, pelo que foi perseguido pelas autoridades da monarquia.
José Pereira de Sampaio era uma das mais lucidas inteligencias da nossa terra e possuia um verdadeiro caracter e uma sã energia moral.
A sua morte foi bastante sentida, sendo a sua figura uma daquelas que se não apagam da historia.
Ultimamente, desgostoso da vida pública, vivia no convivio dos seus livros que eram a maior paixão do seu espirito culto.
Paz á sua memoria.
(D'A VINHA DE TORRES VEDRAS, N.º 1 137, 18 Nov. 1915, p. 1.)

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José Pereira de Sampaio (30 de Novembro de 1857 — 6 de Novembro de 1915). Sobre a sua vida e obra, ver, AQUI.
Publica-se, em jeito de efeméride, esta notícia, publicada no dia de hoje, pel'A Vinha..., embora o falecimento de Bruno tenha ocorrido doze dias antes.
Bruno foi um «portuense ilustre»*; este artigo, na primeira página do jornal dirigido por Júlio Vieira, diz alguma coisa sobre a orientação, a sensibilidade político-social-cultural, humana, enfim, d'A VINHA DE TORRES VEDRAS.
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* Escreveu, entre muitas outras obras, Portuenses Ilustres.

sábado, 15 de novembro de 2014

MEGASTORE

            Dentro da biblioteca, ouvia-se o ensaio...
Saí, para tomar qualquer coisa no Pacar. No regresso, vejo muita gente e um grupo coral, acompanhado de música.
Bela função...
Tratava-se de assinalar a abertura do MEGASTORE, na Avenida 5 de Outubro, mesmo em frente da entrada da Câmara Municipal.
Ainda ouvi a última peça. Cantavam belissimamente, em inglês.

           Fim do interlúdio.

*

           Não percam, no próximo Sábado, 3 excelentes concertos para inauguração da nova loja dos nossos queridos amigos Pax Óptica. 
           Nós lá estaremos.

           (Da página da Camerata Vocal de Torres Vedras, no Facebook, em 12-11-2014.)


16:54


16:54

21:24

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Merenda do Acordeão no EL MANADAS

     
            Foi a última merenda do acordeão deste ano, no dia em que terminaram as festas da cidade.
No EL MANADAS, Torres Vedras, em 11-11-2014, com o acordeonista TINO COSTA, algarvio que está em Torres Vedras há 10 anos. Faz-lhe companhia numa espécie de desgarrada o amigo e amador Hermano, que diz e canta com uma vibração extraordinária. Tino Costa, nesta sessão, de que estes vídeos são um pequeno exemplo, contacta com a assistência, explica pormenores dos instrumentos: a concertina e o acordeão, fala da vida, o amor, a liberdade... Enfim, pessoa muito conhecida e estimada em Torres Vedras. Dividindo-se pelas duas salas do EL MANADAS, cativou os que o ouviram durante pouco mais de 1 hora e 30 minutos. que foi quando me retirei. E ainda lá ficou...
Numa pausa da actuação de Tino Costa, acordeonista, pequena intervenção de publicitação de uma garrafa de branco e outra de tinto, dos vinhos-bandeira da Quinta da Folgorosa. As duas salas de EL MANADAS, restaurante e adega de inspiração tauromáquica, estavam cheias. Tino Costa actuava, ora numa, ora noutra. Vale a pena visitar EL MANADAS, um verdadeiro lugar de culto à festa brava. A decoração, com as pinturas, cartazes, vestes de toureiro, as cores vermelhas nos arcos, portas, pormenores, lembranças, constitui-se num perfeito museu vivo, onde qualquer pessoa mesmo não aficionada se sente à vontade e em ambiente agradável.




Hermano e Tino Costa


Mercado antigo de Torres

        11 de Novembro
        Pelo meio dia, deparo com nova intervenção artística nas ruas de Torres. Há mais, mas foi a primeira que encontrei e vai ser a única a ficar por aqui, embora tenha curiosidade de ver as outras. Este trabalho é de Inês Mourão, sobre fotografia de Ezequiel. O mercado antigo de Torres, no sítio do actual.