domingo, 21 de dezembro de 2014

BOM NATAL

Desejo a todos um BOM NATAL.
Vejam só a belezura deste boneco da minha árvore. Foi-me dado há dias numa reunião de amadores de livros. O que se faz de uma meia, dividida em duas.

JL

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Lojas no Largo de S. Pedro

      9 de Dezembro, terça-feira

18:07

18:07

O túnel avança depressa

      9 de Dezembro

18:18
... se não houver chuva. 
      À direita, a anterior ligação à linha de água que vem do lado de lá e vai desaguar no Sisandro, depois de atravessar o Choupal a céu aberto.

TORRES DE NATAL - COM O COMÉRCIO TRADICIONAL

      9 de Dezembro, terça-feira

 14:51

 14:52

14:55

 14:56

16:56

16:56

 18:02

 18:04

18:02

sábado, 6 de dezembro de 2014

Poemas perdidos da vila antiga. Torres Vedras, tão feia e tão bela

 Sábado, 6 de Dezembro, 16 horas


Hoje, no auditório municipal, à avenida 5 de Outubro, sessão de lançamento de um livro, cuja leitura bastante apreciei. Confesso que pude obtê-lo, há algum tempo. 
O que é antigo continua a ser moderno, a fazer parte do nosso convívio. Como não pude viver aqui de criança, vou procurando recriar a minha Torres, a partir de testemunhos pessoais e de livros e imprensa que me possam matar a sede. Foi este o caso.
POEMAS PERDIDOS DA VILA ANTIGA é uma evocação, um chamamento pela memória de vivências e histórias de outros tempos, alguns ainda próximos de nós. Esta Torres Vedras... impõe-se-nos, é sentida e faz-nos entrar na Praça da Jorna, dos Homens, na Praça do Município, ouvir a história de Maria da Purificação (Maria Cachucha), conhecer os campos em redor da «vila». 
Tudo isto, que transpira autenticidade, não é vestido com as galas de uma poesia perfeita. Disso, o autor tem consciência e afirma-o. É um livro útil e com qualidade literária, conseguindo prender o leitor.
Uma descoberta foi a leitura de tantos versos, feita por Luís Filipe Rodrigues. O interesse e valia substancial dos versos vem à tona, compreendemos melhor a sua verdade e carga humana, são de algum modo transcendidos pela belíssima leitura que Luís Filipe Rodrigues deles foi fazendo, para acompanhar a exposição que o autor apresentou à assembleia. 
POEMAS PERDIDOS DA VILA ANTIGA teve, assim, dois ilustradores: o, também, poeta Luís Filipe Rodrigues e o mesmo autor, que,  com os numerosos desenhos que fez para esta edição, deixou um trabalho bastante didáctico. Agradável.
*
A Câmara Municipal esteve representada pela vereadora da Cultura, Dr.ª Ana Umbelino, que considerou oportuno fazer um convite para nova sessão de apresentação da obra nas futuras instalações da Biblioteca Municipal, no edifício da «Moagem Clemente», o que se afigura breve. A directora da biblioteca, Dr.ª Goretti, presente na mesa, sugeriu, então,  uma sala desse edifício, com o castelo em pano de fundo; a vista é muito bela. 
Aguardamos. É que  a sessão a que acabo de assistir merece mais testemunhas.
*
O autor


Joaquim Jorge da Costa Paulino Pereira é Professor no Instituto Superior Técnico, Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e Georrecursos. Consultor. Mestre, pela Universidade Nova de Lisboa, com dissertação sobre Mecânica dos Solos.
Além de publicações sobre a sua especialidade, é também autor de vários livros sobre a maçonaria em Torres Vedras, como se pode ver, aqui.
Em 2013, publicou a Série «Poesia dos Tempos Livres. Poemas sobre tudo e sobre nada»:
Vol 1 - Poemas dispersos em 100 páginas;
vol. 2 - Poemas perdidos da vila antiga. Torres Vedras, tão feia e tão bela;
vol. 3 - Uma tragédia marítima,. O naufrágio da minha nau no ano do Senhor de 1559;
vol. 4 - Castell de Ferro (Granada) - Andaluzia, Espanha;
vol. 5 -. Fernando Pessoa (1888-1935;
vol. 6 - Ensaios em verso.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Hino da Restauração

Acordei no 1.º de Dezembro e senti falta do feriado. E saudade da festa que havia nas ruas de Montargil, com a Banda a tocar a Introdução ao Hino da Restauração e o Hino da Restauração. Os músicos e entre eles o meu pai nas pausas entravam nalgumas casas e fraternizavam. A que lembro é a casa do Sr. David (dizíamos apenas «Davi»), quase em frente da nossa, depois de descer umas escadinhas. Nessa casa está hoje o pequeno e aconchegante café LAREIRA, mais realmente, o «café do Manel», sobrinho-neto do Sr. Davi.
Esta parece-me a mais importante e primeira memória que tenho da Banda de Música. Vieram outras actuações, em dias de festa, a banda pela «Rua Grande» e os gaiatos atrás. Entre os outros, os trompetistas, Sr. José Arlindo, o meu pai e o Sr. António Nogueira.
Em  Évora, a partir de 1956, pude viver o dia 1.º de Dezembro como estudante do liceu. Para o essencial, a vivência relatada pelo Professor Galopim de Carvalho era a mesma que lá encontrei. Podemos lê-lo, aqui.


Letra

Portugueses celebremos
O dia da Redenção
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.

A Fé dos Campos de Ourique
Coragem deu e valor
Aos famosos de Quarenta
Que lutaram com ardor.

Pra frente ! Pra frente !
Repetir saberemos
As proezas portuguesas.

Avante ! Avante !
É voz que soará triunfal
Vá avante mocidade de Portugal !
           Vá avante mocidade de Portugal !

EUPHORIA

Hoje -- Decorações de Natal




     Meia dúzia de castanhas quentes. Troca de palavras com uma colega, em encontro fortuito de fruidores da cidade... E começamos a ver os enormes vasos da decoração de Natal, em toda a Rua 1.º de Dezembro, até à Euphoria.
 A colega já sabia. Vim confirmar em casa, depois de rápida pesquisa. Alguém teve uma brincadeira de mau gosto com os vasos. Ver, aqui.

Hoje

CCCChic -- V Feira de Natal

Nas instalações da antiga FIAT, Av. 5 de Outubro



 CCCChic - V Feira de Natal .: Mostra e Mercado de Artesanato Alternativo e Artigos em 2ª Mão
Organização da Cooperativa de Comunicação e Cultura -- Torres Vedras
De 24 Nov. a 30 Dez.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Granada. Em homenagem a um companheiro de viagem a terras andaluzas

Ia ficando esquecida esta interpretação, aconselhada por JE, quando lhe falei na célebre canção. Comecemos por dizer que fomos a Córdova e a Granada, num périplo de três dias (21, 22 e 23 de Novembro).
Aqui vai.

Elīna Garanča
Silvesterkonzert der Berliner Philharmoniker 2010
Direcção de Gustavo Dudamel
Elīna Garanča, Mezzosoprano

Granada 
Granada, tierra soñada por mi
mi cantar se vuelve gitano
cuando es para ti
mi cantar hecho de fantasia
mi cantar, flor de melancolia
que you te vengo a dar
Granada,
tierra ensangrentada
en tardes de toros
Mujer que conserva el embrujo
de los ojos moros
de sueño rebelde y gitana
cubierta de flores
y beso tu boca de grana
jugosa manzana
que me habla de amores
Granada Manola
cantada en coplas preciosas
no tengo otra cosa que darte
que un ramo de rosas
de rosas de suave fragancia
que le dieran marco
a la Virgen Morena
Granada
tu tierra está llena de lindas mujeres
de sangre y de sol

Granada, tierra soñada por mi

Granada
Granada, tierra soñada por mi
mi cantar se vuelve gitano
cuando es para ti
mi cantar hecho de fantasia
mi cantar, flor de melancolia
que you te vengo a dar
Granada,
tierra ensangrentada
en tardes de toros
Mujer que conserva el embrujo
de los ojos moros
de sueño rebelde y gitana
cubierta de flores
y beso tu boca de grana
jugosa manzana
que me habla de amores
Granada Manola
cantada en coplas preciosas
no tengo otra cosa que darte
que un ramo de rosas
de rosas de suave fragancia
que le dieran marco
a la Virgen Morena
Granada
tu tierra está llena de lindas mujeres
de sangre y de sol


 Mario Lanza

Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras

 Granada, de Agustín Lara – solo de guitarra.
Vão sendo apresentadas belas vistas de Granada.

*
Toda a minha geração foi crescendo a ouvir Granada. Por poucas vezes que tenha sido, a canção, e o mundo que  fazia imaginar quase inconscientemente, ficou gravada de maneira indelével. A vibração do cantor era tanta, que inebriava. Ninguém pensava em definir a cidade amada, porque não?, era uma força de bem querer. Quem cantaria? Mario Lanza? 
Não era preciso ver Granada-mulher, apenas se ouvia. Afinal, sabemos agora que o mexicano Agustín Lara, o compositor da imortal canção, quando a escreveu, nunca tinha posto os pés na cidade andaluza.