Desejo a todos um BOM NATAL.
Vejam só a belezura deste boneco da minha árvore. Foi-me dado há dias numa reunião de amadores de livros. O que se faz de uma meia, dividida em duas.
JL
domingo, 21 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
O túnel avança depressa
9 de Dezembro
18:18
... se não houver chuva.
À direita, a anterior ligação à linha de água que vem do lado de lá e vai desaguar no Sisandro, depois de atravessar o Choupal a céu aberto.
sábado, 6 de dezembro de 2014
Poemas perdidos da vila antiga. Torres Vedras, tão feia e tão bela
Hoje, no auditório municipal, à avenida 5 de Outubro, sessão de
lançamento de um livro, cuja leitura bastante apreciei. Confesso que pude
obtê-lo, há algum tempo.
O que é antigo continua a ser moderno, a
fazer parte do nosso convívio. Como não pude viver aqui de criança, vou
procurando recriar a minha Torres, a partir de testemunhos pessoais e de livros
e imprensa que me possam matar a sede. Foi este o caso.
POEMAS PERDIDOS DA VILA ANTIGA é uma
evocação, um chamamento pela memória de vivências e histórias de outros tempos,
alguns ainda próximos de nós. Esta Torres
Vedras... impõe-se-nos, é sentida e faz-nos entrar na Praça da Jorna,
dos Homens, na Praça do Município, ouvir a história de Maria da Purificação
(Maria Cachucha), conhecer os campos em redor da «vila».
Tudo isto, que transpira autenticidade,
não é vestido com as galas de uma poesia perfeita. Disso, o autor tem
consciência e afirma-o. É um livro útil e com qualidade literária, conseguindo
prender o leitor.
Uma descoberta foi a leitura de tantos
versos, feita por Luís Filipe Rodrigues. O interesse e valia substancial dos
versos vem à tona, compreendemos melhor a sua verdade e carga humana, são de
algum modo transcendidos pela belíssima leitura que Luís Filipe Rodrigues deles
foi fazendo, para acompanhar a exposição que o autor apresentou à assembleia.
POEMAS PERDIDOS DA VILA ANTIGA teve,
assim, dois ilustradores: o, também, poeta Luís Filipe Rodrigues e o mesmo
autor, que, com os numerosos desenhos que fez para esta edição, deixou um
trabalho bastante didáctico. Agradável.
*
A Câmara Municipal esteve representada pela vereadora da Cultura,
Dr.ª Ana Umbelino, que considerou oportuno fazer um convite para nova sessão de
apresentação da obra nas futuras instalações da Biblioteca Municipal, no
edifício da «Moagem Clemente», o que se afigura breve. A directora da
biblioteca, Dr.ª Goretti, presente na mesa, sugeriu, então, uma sala
desse edifício, com o castelo em pano de fundo; a vista é muito bela.
Aguardamos. É que
a sessão a que acabo de assistir merece mais testemunhas.
*
O autor
Joaquim Jorge da Costa Paulino Pereira é Professor no Instituto
Superior Técnico, Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e
Georrecursos. Consultor. Mestre, pela Universidade Nova de Lisboa, com
dissertação sobre Mecânica dos Solos.
Além de publicações sobre a sua
especialidade, é também autor de vários livros sobre a maçonaria em Torres
Vedras, como se pode ver, aqui.
Em 2013, publicou a Série «Poesia dos
Tempos Livres. Poemas sobre tudo e sobre nada»:
Vol 1 - Poemas dispersos em 100 páginas;
vol. 2 - Poemas
perdidos da vila antiga. Torres Vedras, tão feia e tão bela;
vol. 3 - Uma tragédia marítima,. O
naufrágio da minha nau no ano do Senhor de 1559;
vol. 4 - Castell de Ferro (Granada) - Andaluzia, Espanha;
vol. 5 -. Fernando Pessoa (1888-1935;
vol. 6 - Ensaios em verso.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Hino da Restauração
Acordei no 1.º de Dezembro e senti falta do feriado. E saudade da
festa que havia nas ruas de Montargil, com a Banda a tocar a Introdução ao Hino
da Restauração e o Hino da Restauração. Os músicos e entre eles o meu pai nas
pausas entravam nalgumas casas e fraternizavam. A que lembro é a casa do Sr.
David (dizíamos apenas «Davi»), quase em frente da nossa, depois de descer umas
escadinhas. Nessa casa está hoje o pequeno e aconchegante café LAREIRA, mais
realmente, o «café do Manel», sobrinho-neto do Sr. Davi.
Esta parece-me a mais importante e primeira memória que tenho da
Banda de Música. Vieram outras actuações, em dias de festa, a banda pela «Rua
Grande» e os gaiatos atrás. Entre os outros, os trompetistas, Sr. José Arlindo,
o meu pai e o Sr. António Nogueira.
Em Évora, a partir de 1956, pude
viver o dia 1.º de Dezembro como estudante do liceu. Para o essencial, a
vivência relatada pelo Professor Galopim de Carvalho era a mesma que lá
encontrei. Podemos lê-lo, aqui.
Letra
Portugueses
celebremos
O dia da Redenção
Em que valentes
guerreiros
Nos deram livre a
Nação.
A Fé dos Campos de
Ourique
Coragem deu e
valor
Aos famosos de
Quarenta
Que lutaram com
ardor.
Pra frente ! Pra
frente !
Repetir saberemos
As proezas
portuguesas.
Avante ! Avante !
É voz que soará
triunfal
Vá avante mocidade
de Portugal !
Vá avante mocidade de Portugal !
Vá avante mocidade de Portugal !
EUPHORIA
Hoje -- Decorações de Natal
Meia dúzia de castanhas quentes. Troca de palavras com uma colega,
em encontro fortuito de fruidores da cidade... E começamos a ver os enormes
vasos da decoração de Natal, em toda a Rua 1.º de Dezembro, até à Euphoria.
A colega já
sabia. Vim confirmar em casa, depois de rápida pesquisa. Alguém teve uma
brincadeira de mau gosto com os vasos. Ver, aqui.
Hoje
CCCChic -- V Feira de Natal
CCCChic - V Feira de Natal .: Mostra e Mercado de Artesanato Alternativo e Artigos em 2ª Mão
Organização da Cooperativa de Comunicação e Cultura -- Torres Vedras
De 24 Nov. a 30 Dez.
Nas instalações da antiga FIAT, Av. 5 de Outubro
Organização da Cooperativa de Comunicação e Cultura -- Torres Vedras
De 24 Nov. a 30 Dez.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Granada. Em homenagem a um companheiro de viagem a terras andaluzas
Ia ficando esquecida esta interpretação, aconselhada por JE,
quando lhe falei na célebre canção. Comecemos por dizer que fomos a Córdova e a
Granada, num périplo de três dias (21, 22 e 23 de Novembro).
Aqui vai.
Elīna Garanča
Silvesterkonzert der Berliner Philharmoniker 2010
Direcção de Gustavo Dudamel
Elīna Garanča, Mezzosoprano
Direcção de Gustavo Dudamel
Elīna Garanča, Mezzosoprano
Granada
Granada, tierra soñada por mi
mi cantar se vuelve gitano
cuando es para ti
mi cantar hecho de fantasia
mi cantar, flor de melancolia
que you te vengo a dar
mi cantar se vuelve gitano
cuando es para ti
mi cantar hecho de fantasia
mi cantar, flor de melancolia
que you te vengo a dar
Granada,
tierra ensangrentada
en tardes de toros
Mujer que conserva el embrujo
de los ojos moros
de sueño rebelde y gitana
cubierta de flores
y beso tu boca de grana
jugosa manzana
que me habla de amores
tierra ensangrentada
en tardes de toros
Mujer que conserva el embrujo
de los ojos moros
de sueño rebelde y gitana
cubierta de flores
y beso tu boca de grana
jugosa manzana
que me habla de amores
Granada Manola
cantada en coplas preciosas
no tengo otra cosa que darte
que un ramo de rosas
de rosas de suave fragancia
que le dieran marco
a la Virgen Morena
cantada en coplas preciosas
no tengo otra cosa que darte
que un ramo de rosas
de rosas de suave fragancia
que le dieran marco
a la Virgen Morena
Granada
tu tierra está llena de lindas mujeres
de sangre y de sol
tu tierra está llena de lindas mujeres
de sangre y de sol
Granada, tierra soñada por mi
Granada
Granada, tierra soñada por mi
mi cantar se vuelve gitano
cuando es para ti
mi cantar hecho de fantasia
mi cantar, flor de melancolia
que you te vengo a dar
mi cantar se vuelve gitano
cuando es para ti
mi cantar hecho de fantasia
mi cantar, flor de melancolia
que you te vengo a dar
Granada,
tierra ensangrentada
en tardes de toros
Mujer que conserva el embrujo
de los ojos moros
de sueño rebelde y gitana
cubierta de flores
y beso tu boca de grana
jugosa manzana
que me habla de amores
tierra ensangrentada
en tardes de toros
Mujer que conserva el embrujo
de los ojos moros
de sueño rebelde y gitana
cubierta de flores
y beso tu boca de grana
jugosa manzana
que me habla de amores
Granada Manola
cantada en coplas preciosas
no tengo otra cosa que darte
que un ramo de rosas
de rosas de suave fragancia
que le dieran marco
a la Virgen Morena
cantada en coplas preciosas
no tengo otra cosa que darte
que un ramo de rosas
de rosas de suave fragancia
que le dieran marco
a la Virgen Morena
Granada
tu tierra está llena de lindas mujeres
de sangre y de sol
tu tierra está llena de lindas mujeres
de sangre y de sol
Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras
Granada, de Agustín Lara – solo de
guitarra.
Vão sendo apresentadas belas vistas de Granada.
*
Toda a minha geração foi crescendo a ouvir
Granada. Por poucas vezes que tenha sido, a canção, e o mundo que fazia
imaginar quase inconscientemente, ficou gravada de maneira indelével. A vibração do
cantor era tanta, que inebriava. Ninguém pensava em definir a cidade amada,
porque não?, era uma força de bem querer. Quem cantaria? Mario Lanza?
Não era preciso ver Granada-mulher, apenas
se ouvia. Afinal, sabemos agora que o mexicano Agustín Lara, o compositor da
imortal canção, quando a escreveu, nunca tinha posto os pés na cidade andaluza.
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