domingo, 30 de junho de 2013

Mudança de bispo na diocese de Lisboa

       D. José Policarpo despede-se do patriarcado de Lisboa; ordenação de seis padres, na igreja dos Jerónimos. Ver aqui e aqui.
       D. Manuel Clemente recebeu pálio e jura obediência ao Papa. Ver aqui e aqui.
*
       [Voz de jornalista]  D. Manuel Clemente foi o primeiro de trinta e quatro arcebispos a receber o pálio. A insígnia foi colocada pelo Papa Francisco; a cerimónia realizou-se na Basílica de S. Pedro, no Vaticano.
       [P.e António Rego, explicando.] O pálio é uma insígnia litúrgica, que é aquele veuzinho, aquela tira de lã que tem seis cruzes. É lã, para significar que quem a usa é o bom pastor e tem as cruzes para significar que ele dá a vida pelas ovelhas. Já há muitos séculos, na igreja, que se usa. quem é que usa essas insígnias? São os chamados metropolitas.
       [Voz da jornalista e imagens de S. Pedro.] Em Portugal, são três: Braga, Évora e Lisboa.
      [P.e António Rego] No caso do arcebispo de Lisboa, é patriarca e, por isso mesmo, traz já, ainda antes de entrar solenemente na sé de Lisboa, ou na diocese, traz já essa insígnia. É mais um símbolo do poder e do serviço [imagens de S. Pedro] que compete a um bispo metropolita.
    [Voz da jornalista] Neste grupo de arcebispos, estava também o sucessor de Bergoglio à frente da arquidiocese de Buenos Aires.
       (Este texto reproduz o que foi dito no vídeo incluso na peça  de que acima damos o endereço -- Público on line.)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Divulgação

Carta aberta a Henrique Raposo
«Avós, Pais e Netos»

José Manuel Catarino Soares
(Professor Coordenador Aposentado do ensino superior politécnico)

*
             A 

O LUGAR NO TEMPO (aorodardotempo.blogspot.com/) 

devo ter conhecimento do importante texto, que merece ser lido, clicando em
       E vem aí, pela segunda vez (a primeira foi com José Sócrates), a compra de dívida pública portuguesa pelo Fundo de Estabilização da Segurança Social. E muito mais. Leia.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Albano Martins - O haiku

Vem de Évora, pelo menos, o interesse, conhecimento e prática desta forma poética, com origem no Japão. Fica-me a suspeita de que havemos de ter cá, na tradição ocidental, formas muito concisas na expressão poética, mas é possível que o haiku tenha uma maior necessidade de chegar ou quase ao instante do sentir e do dizer, do pensar. Podemos-lhe chamar fulguração.
A tradição ocidental existe, no entanto, e faz parte do seu complexo rosto o diálogo com o mundo todo, incluindo o Oriente. Somos, até, orientais (1).
Se quisesse exagerar, diria: somos os orientais do ocidente e já estaríamos na tradição ocidental, de novo.
O caso é que, ao ir lendo — o livro lê-se depressa — Estão agora floridas as magnólias, dei comigo a pensar naquela paixão antiga, e cultivo, do haiku, da parte de Albano Martins.
(1) Ex oriente, lux. Do Oriente, a luz. A luz vem-nos do Oriente.
O primeiro terceto, chamemos-lhe assim, é o que tive mais dificuldade em perceber. É apenas isto:





Espaço
                  em branco: a porta
                  de acesso ao vazio.






       O que parece liberdade é miragem ou menos.
*
       Estão agora floridas as magnólias. A leitura sugeriu-me:
     Tempo, morte, fugacidade*, deuses, Deus (Dês), ausência de deuses e de Deus, Razão, lançados no infinito da razão, da razão das coisas; têm a sua razão íntima, a sua razão de ser. Um sopro clássico. Aproveita o dia**, cumpre-te em cada dia. Vida, sangue***. Tudo o que fazemos ou sofremos (connosco dentro) é transformado em sangue, o nosso. Transformamos tudo em alimento, que se tornará sangue. Aos outros daremos este sangue. 
       Tudo deuses, tudo Deus: manhã, dia, a terra, o céu, estrelas, lua, cosmogonia****.
      Paganismo; Deus, Dia, Luz confundem-se. O nome de Júpiter é composição de pai e dia ou luz (por diu+pater).
       Vemos com olhos humanos. Criamos Deus? Seja, se não podemos viver sem ele!...

       (*)                                                        Tão frágil
                                                                    como a morada das formigas
                                                                    é a casa dos homens.


       (**)                                                       Sim, não, talvez.
                                                                     Enquanto decides
                                                                     o fruto apodrece.

     
       (***)                                                    Admirável
                                                                    é o sangue: nunca muda
                                                                    de cor.

                                                                     Corrijo agora: só uma vez
                                                                     o sangue muda de cor: quando se veste
                                                                     da tinta com que escreves.
     
       (****)                                                   Do casamento da noite
                                                                    com o dia é que nasceram
                                                                    as estrelas.                                                                  
                                               
       O último poema:
                                                                     


                                                                    Se ao princípio                                                                      
                                                                    era o verbo, ao fim será,
                                                                    ainda que o não queiras, o silêncio.





                                                                                *
       Em http://www.prof2000.pt, pode abrir a página inicial e ir clicando em «página seguinte». A parte que nos poderá interessar mais, agora, é «O Haiku Ocidental», com referências a autores portugueses (e Albano Martins). Em «Outras Vias», divirta-se, clicando para sortear haiku, um e outro e outro. É uma brincadeira.
                                                                                *
                                                                                 *
                                                                                 *
       Mais:
       http://haikuportugal.blogspot.pt
       http://expresso.sapo.pt/de-frente-para-o-mar=f626390

Sinopse
       Os poemas de Estão agora floridas as magnólias, em seu carácter sentencioso e, formalmente, ao jeito do haiku japonês, traduzem uma outra forma de conhecimento do mundo e da vida. Como para o haiku querem os estudiosos, os poemas deste livro são explosões, instantes de luz, fulgurações. Ou, na definição de Blyth, são "uma espécie de satori ou iluminação". Os poemas deste livro estão ainda próximos do haiku japonês pela relação que estabelecem com o mundo natural, designadamente com as plantas e as flores, na roda das estações. 
         (De www.wook.pt. Ver aqui)

*





























domingo, 23 de junho de 2013

Noite de S. João
A Lua, mais perto da Terra, Super Lua Cheia


Do quintal do Sarge, com Matacães ao fundo

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Um «conto moral» bem contado
              O problema é mudar de conto.
      Acrescentei a seguinte hiperligação, para melhor leitura: 23-6-2013.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

SERVIDÕES

Novo livro de Herberto Helder

         Damos aqui algumas primícias do novo livro de Herberto Helder, para ler e ouvir.  

PARA LER

        até cada objecto se encher de luz e ser apanhado
por todos os lados hábeis, e ser ímpar,
ser escolhido,
e lampejando do ar à volta,
na ordem do mundo aquela fracção real dos dedos juntos
como para escrever cada palavra:
pegar ao alto numa coisa em estado de milagre: seja:
um copo de água,
tudo pronto para que a luz estremeça:
o terror da beleza, isso, o terror da beleza delicadíssima
tão súbito e implacável na vida administrativa
(Da internet.)
                                              *
Servidões. E visões e vozes. Mas sem alma, nada há a salvar. E a 
música, a música, quando, como, em que termos...

 e a música, a música, quando, como, em que termos
                                                                   extremos
a ouvirei eu,
e ela me salvará da perda da terra, águas que a percorrem,
tão primeiras para o corpo mergulhado,
magníficas,
desmoronadas,
marítimas,
e que eu desapareça na luz delas -
só música ao mesmo tempo nos instrumentos todos,
curto poema completo,
com o autor cá fora salvo no derradeiro instante
numa poalha luminosa?
(Com a devida vénia ao blogue Servidões. E visões e vozes. Mas sem alma, nada há a salvar. E a música, a música, quando, como, em que termos...

 e a música, a música, quando, como, em que termos
                                                                   extremos
a ouvirei eu,
e ela me salvará da perda da terra, águas que a percorrem,
tão primeiras para o corpo mergulhado,
magníficas,
desmoronadas,
marítimas,
e que eu desapareça na luz delas -
só música ao mesmo tempo nos instrumentos todos,
curto poema completo,
com o autor cá fora salvo no derradeiro instante
numa poalha luminosa?
Servidões, de Herberto Helder, Assírio&Alvim, p. 55.
(Com a devida vénia ao blogue  omeuinstante.blogs.sapo.pt/399277.html)

*
PARA OUVIR 
Sete poemas de Servidões
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3241601
(Com a devida vénia à TSF.)

SERVIDÕES, novo livro de Herberto Helder

Li há semanas que o novo livro de Herberto Helder ficaria (quase) logo esgotado, pois havia alfarrabistas a açambarcá-lo, para mais tarde o vender a preço muito superior ao de agora, que já é um bocadinho caro. Fico a pensar que esta obra não fica esgotada, é apreendida, tirada da circulação.
Na Livrododia dizem-me que está esgotado, mas creio que ainda se pode obter na internet.
A primeira vez que contactei com Herberto Helder foi num passeio a Monsaraz, em 1967 ou 68, em que um de nós leu o texto em prosa «O Coelacanto», de Os Passos em Volta. Foi o Manel quem leu, diga-se, já então grande admirador do poeta, à entrada da povoação, com a planície e o Guadiana em baixo e sol e calor.
«Um poeta está sentado na Holanda.» É como um padrão, uma bandeira, uma toada encantatória. Nem Ulisses resistiria a esta sereia. Fica o universo transmudado e nós, presos. Continua: «Pensa na tradição. Diz para si: eu sou alimentado pelos séculos, vivo afogado na história de outros homens. E a sua alma é atravessada pelo sopro primordial. Mas tem a alma perdida: é um inocente que maneja o fogo dos infernos.» ...   ... Devo parar.

Confesso que me é difícil esta poesia, mas fico sabendo perante quem estou.
*
A MÁQUINA DE EMARANHAR PAISAGENS,
em OU O POEMA CONTÍNUO.
E chamou Deus à luz Dia: e às trevas chamou noite; e fez-se a tarde, e fez-se a manhã, dia primeiro.
... e fez a separação entre as águas que estavam debaixo do firmamento e as águas que estavam por cima do firmamento. (Génesis).
… e eis que havia um grande terramoto: e o sol tornou-se negro como um saco de silício: e a lua tornou-se como sangue.
E as estrelas do céu caíram na terra, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento:
E o céu retirou-se como um livro que se enrola: e todos os montes e ilhas se moveram dos seus lugares.
E vi os mortos, pequenos e grandes, ... e foram abertos os livros. (Apocalipse).
Irmãos Humanos que depois de nós vivereis, não nos guardeis ódio em vossos corações.(François Villon).
Ah, como custa falar desta selvagem floresta tão áspera e inextricável, cuja simples lembrança basta para despertar o terror.
Denso granizo, águas negras e neves caíam do espaço tenebroso.(Dante).
Maravilha fatal da nossa idade.(Camões).

Rasgou os limbos a antiga luz das fábulas, luz terrível que os homens e as mulheres beijavam cegamente e a que ficavam presos pela boca, arrastados, violentamente brancos -- mortos. E essa colina subia e girava, puxando pelos lábios os seres deslumbrados e aniquilados. E dentro desta luz e desta morte, os sons amadureciam. Em baixo, vermelhas, estalavam as cúpulas.(Autor).

       E as estrelas do céu caíram na terra, como quando a figueira lança os seus figos verdes, abalada de um grande vento. E eis que havia um grande terramoto, e o sol tornou-se negro como um saco de cilício e a lua tornou-se como sangue. E fez-se a separação entre as águas que estavam debaixo do firmamento e as águas que estavm por cima do firmamento. E o céu retirou-se como um livro que se enrola e todos os montes e ilhas se moveram dos seus lugares. Denso granizo, águas negras e neves caíam do espaço tenebroso. Rasgou os limbos a antiga luz das fábulas, luz terível que os homens e as mulheres beijavam cegamente e a que ficavam presos pela boca, arrastados, violentamente brancos -- mortos. E essa colina subia e girava, puxando pelos lábios os seres deslumbrados e aniquilados. E dentro desta luz e desta morte, os sons amadureciam. Em baixo, vermelhas, estalavam as cúpulas. E vi os mortos, pequenos e grandes, e foram abertos os livros. Ah, como custa falar desta selvagem floresta tão áspera e inextricável -- maravilha fatal da nossa idade --, cuja simples lembrança basta para despertar o terror. Irmãos Humanos que depois de nós vivereis não nos guardeis ódio em vossos corações.

       ...   E chamou Deus à luz Dia: e às trevas chamou Noite; e fez-se a tarde, e fez-se a manhã, dia primeiro...

       Ah, como custa falar desta selvagem floresta tão áspera e inextricável, cuja simples lembrança basta para despertar o terror.
       E vi os mortos, como quando a figueira lança os seus figos verdes, entre as águas que estavam debaixo do firmamento, águas negras, e a lua como sangue, denso granizo e neves do espaço tenebroso. E as estrelas do céu e as águas que estavam por cima do firmamento caíram na terra, e eis que havia um grande terramoto, e rasgou os limbos a antiga luz das fábulas, e foram abertos os livros. E dentro desta luz e desta morte, os sons amadureciam. Os homens e as mulheres caíam cegamente pela boca, e o sol tornou-se negro como um livro que se enrola, e todos os pequenos e grandes montes e ilhas se moveram dos seus lugares. Abalada de um grande vento, a luz terrível subia e girava, puxando violentamente os mortos brancos que ficavam presos pelos deslumbrados e arrastados lábios ao céu que se tornou como um saco de cilício. E os seres aniquilados beijavam essa colina, e em baixo o céu retirou-se, e fez-se a separação, e estalavam as cúpulas vermelhas.
       Maravilha fatal da nossa idade.

       ...   E chamou Deus à luz Dia; e às trevas chamou Noite; e fez-se a tarde, e fez-se a manhã, dia primeiro...

       Irmãos Humanos que depois de nós vivereis, não nos guardeis ódio em vossos corações.
       Na maravilha desta luz inextricável, vi os homens e as mulheres que estalavam como estrelas, como figos deslumbrados. E o sol negro e a lua de sangue caíram no vento, nas águas, na terra, caíam da selvagem figueira por cima do firmamento que subia e girava como um livro terrível, uma colina que se enrola. E eis que se rasgou um grande terramoto de águas verdes no céu de silício violentamente baixo. E os seres moveram-se dos seus lugares pelo granizo tenebroso, puxando as cúpulas, os sons, os mortos abertos. E havia águas negras na luz abalada, na áspera floresta dos limbos, e as ilhas vermelhas e os montes arrastados amadureciam no terror da nossa idade. No espaço das fábulas os mortos, cegamente presos, estavam aniquilados pelos lábios e beijavam a grande luz, a grande morte. E fez-se a separação entre a boca e os livros. E quando as águas e as neves estavam dentro do céu, de cuja antiga lembrança custa falar, eu vi os mortos brancos despertar debaixo do céu fatal, e ficavam pequenos e grandes. E estavam todos mortos. Denso granizo, águas negras e neves caíam do espaço tenebroso.

       ...E chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite; e fez-se a tarde, e fez-se a manhã, dia primeiro...

       ...   presos pela boca violentamente brancos os mortos amadureciam
e
       dentro desta luz ficavam as mulheres puxando as fábulas vermelhas
e
       a terrível colina subia pelos sons deslumbrados
e
       os limbos estalavam
e
       a luz rasgou cegamente os seres aniquilados
e
       cúpulas beijavam os lábios arratados na luz
e
       a morte antiga girava em baixo com homens...

       ... E chamou Deus à luz Dia; e às trevas chamou Noite; e fez-se a tarde, e fez-se a manhã, dia primeiro...

       ... luz selvagem... e terramoto que se enrola de estrelas... e água abalada... inextricável... o sol num saco de vento... e a lua debaixo das ilhas que se moveram... e livros em silício dentro dos mortos verdes... e coração dos figos abertos... maravilha nos grandes lugares por cima... e montes como dentro das águas negras... espaço... separação... e mulheres vermelhas com cúpulas... a antiga colina do firmamento... e homens violentamente... sons cegamente... e seres arrastados do céu da boca para... luz selvagem...

       ... E chamou Deus à luz Dia; e às trevas chamou Noite; e fez-se a tarde, e fez-se a manhã, dia primeiro...

                                                                                                                                 1963.
       
*
O coelacanto






                                                                                                                            (De Os Passos em Volta)
*

«como se atira o dardo com o corpo todo,
com a eternidade em não mais que nada,
e depois a abolição do tempo,
e então o que respira no corpo passa à vara,
e o que respira na vara passa depois à ponta,
tu não, tu já respiraste tudo pelo dardo fora,
mudo e cego e surdo,
e és um só ponto do alvo onde respiras todo,
e tudo respira nesse ponto,
em ti, veia da terra, oh
sangue sensível»   (De Servidões)

*

       Ver, abaixo, na última hiperligação, «São claras as crianças, como candeias sem vento,[...]»,  Elegia Múltipla VI, de A Colher na Boca, em OU O POEMA CONTÍNUO, pp. 69-71. Depois, voltar à primeira hiperligação.
http://www.escreveretriste.com/2013/06/servidoes-herberto-helder/
http://www.publico.pt/cultura/noticia/herberto-helder-publica-servidoes-1595214
http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=3242636
http://thoughloversbelostloveshallnot.blogspot.com/2013/05/servidoes-de-herberto-helder.html#more

quarta-feira, 19 de junho de 2013

E pensava eu
que a América se estava a afastar da Europa, a partir daquela grande sutura ou ruptura, que vemos nos mapas do relevo submarino percorrer o fundo do Atlântico, de norte a sul, com a ilha do Corvo, na placa americana, a afastar-se das outras ilhas do arquipélago dos Açores. Julgava saber, também, que a Península Ibérica se vai separar da França, pelos Pirinéus, possivelmente em concordância com o afastamento americano.
       Saramago tem a visão da «jangada de pedra» ibérica, à deriva no oceano.
     Um cientista português, filho de um conterrâneo e amigo nosso e filho de Torres Vedras, vem agora dizer ou futurar, com a sua equipa: a jangada de pedra vai mesmo existir e a Europa ligar-se-à  à América. 

       A descoberta de uma zona de subducção nas suas primeiríssimas fases de formação, ao largo da costa de Portugal, acaba de ser anunciada por um grupo internacional de cientistas liderados por João Duarte, geólogo português a trabalhar na Universidade de Monash, na Austrália.
       A confirmar-se que o fenómeno, em que uma placa tectónica da Terra mergulha debaixo de outra, está mesmo a começar a acontecer, como concluem estes cientistas num artigo publicado online pela revista Geology, isso significa que, daqui a uns 200 milhões de anos, o oceano Atlântico poderá vir a desaparecer e as massas continentais da Europa e América a juntar-se num novo supercontinente. (Público on line, 19-6-2013)



Ver mais:
http://lisbonstructuralgeologist.blogspot.pt/2013/06/are-subduction-zones-invading-atlantic.html
Nesta hiperligação, tem acesso a outras quatro, uma delas, entrevista de João Duarte. Ver, ainda:
http://lisbonstructuralgeologist.blogspot.pt/
O primeiro contacto com este assunto surgiu, através do feliz pai de João Duarte, na sua página do facebook, há dias, onde tive oportunidade de ler a entrevista, de 2010.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

É importante conhecer
e o texto que se abre aos nossos olhos, clicando neste endereço, ajuda a conhecer; convido a entrar.

João Villaret
       João Henrique Pereira Villaret nasceu em Lisboa, em 10 de Maio de 1913 e veio a falecer em 21 de Janeiro de 1961 na mesma cidade. Filho do médico, Dr. Frederico Villaret, e de Josefina Gouveia da Silva Pereira. As suas tendências artísticas, que desde cedo revelou, não eram levadas muito a sério na família e passaram mais ou menos despercebidas no colégio inglês que frequentou, na Rua do Marquês de Abrantes. No Liceu de Passos Manuel, bom estudante, continuou com o bichinho da arte, à espera da idade de frequentar o Conservatório, 15 anos. Mas, também ali, não teve destaque especial. Até que...
       «Na verdade, uma noite, pela mão de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, abriram-se-lhe as portas do Teatro e começava a vertiginosa ascensão de Villaret.  Em 1930 tinha o seu curso concluído e a 16 de Outubro de 1931 estreava-se interpretando um papel na peça Leonor Teles, de Marcelino Mesquita.» (Do In Memoriam, A Biografia de João Villaret)
       Trabalhou no teatro, cinema e foi grande declamador. Fez várias digressões a África e ao Brasil, onde esteve sete vezes, tendo merecido um artigo muito elogioso de Carlos Lacerda, chamando-lhe este o «domador da voz». Nos últimos anos, aos domingos, tinha um programa na RTP, de que se pode fazer uma ideia pela descrição de dois deles, emitidos em 17 de Julho  e em 14 de Agosto de 2011, no canal Memória, da RTP,  e que se pode ler aqui e  aqui. Nestes programas, tratava-se, segundo o próprio autor,  de literatura, poesia e também de histórias.

       A morte precoce
       «João Villaret era diabético e era rebelde a tratamentos e dietas severas. Quando em 1958 esteve em África, consultou um calista em Nova Lisboa e, ao extrair-lhe uma calosidade, teve o infortúnio de lhe fazer sangue no dedo do pé.» (Do In Memoriam, A Doença e a Morte de João Villaret) 
*
     Dou, para uma informação genérica complementar, um artigo da wikipedia e outro, do jornal ionline, comemorando os 100 anos do seu nascimento. Ainda, imagens do In Memoriam.


                Da secção «Poemas Populares»







    Epílogo

                                                                               Cólofon

                                                                           Uma errata