domingo, 25 de setembro de 2016

Montargil

 24 de Setembro
Nas últimas semanas, Montargil foi vítima de incêndios em Vale de Vilão, zona da Farinha Branca e Vale de Carvalhoso (margem esquerda). Um terceiro ocorreu no Vale da Faia. Dos dias 6 e 9 do corrente deixamos ligação para duas notícias.

 Vista dos campos e albufeira, da zona da Casa do Povo e do Dom Café 
Ao fundo, à esquerda, área ardida na margem esquerda do Vale de Carvalhoso


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No regresso a casa pela estrada marginal do rio Sor, pouco depois do Porto Velho e já muito perto de Santa Justa e Couço, vimos um enfardamento ocupando uma vasta chã, em formato um pouco diferente do habitual. Parámos para «tirar» algumas fotos.

 Eira, numa das extremidades da chã




 Couço, do outro lado do Sorraia


 Ainda foi preciso andar bastante. Em alguns pontos, parecia capim a afundar debaixo dos pés.
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domingo, 11 de setembro de 2016

A fidelidade nas aves — O exemplo da ferreirinha-comum

10 de Setembro, sábado
[Attenborough / 60 anos na Natureza (Attenborough / 60 Years in the Wild)]
No café, ainda ao balcão, começo a ver na televisão um documentário sobre a vida selvagem. Tocou-me de imediato, por analogia «maliciosa» com os humanos…, mas antes disso, David Attenborough apresentava-nos as suricatas do deserto de Calaári, minhas antigas amigas há já uns bons anos, por quem tenho particular estima… Dito isto, vamos ao assunto. Tocou-me de imediato, por analogia «maliciosa» com os humanos, a cena do Alfa, do Beta e da de algum modo consorte dos dois. A distância que nos separa destas aves, não tão raras afinal, que se podem encontrar nos jardins suburbanos de Inglaterra, é enorme. Todavia, não infinita…
A fracção de segundo do ápice do encontro furtivo consuma-se como um passo de dança, seguido por um afastamento alado, qual meneio de dança galante. Logo depois, «o senhor dança?», o «marido» é convidado, num rodopio menos alado e «on the open», à vista de todos», Alfa, sem o saber, imita Beto, afastando-se também no mesmo meneio rápido de fuga galante.
O documentário leva-nos com outras espécies animais ao Minnesota, a África, a uma ilha australiana e… — no Arco-Íris, já o nome nos transporta à fantasia, o dono do café, J., compartilha o gosto pela série que dá aos sábados na SIC — ao arquipélago Malaio, NOVA GUINÉ, onde David Attenborough nos dá a conhecer as aves-do-paraíso. Desde o século XIX aos anos noventa do XX apreciamos a evolução da descoberta e conhecimento cada vez mais pormenorizado da vida destas aves. No princípio, era uma floresta praticamente impenetrável.
Neste episódio é nuclear o tema dos genes e a descoberta da estrutura do ADN. Em baixo, a azul, num apontamento quase em tosco se reproduz em palavras a parte do documentário sobre a ferreirinha-comum (a nossa ídola de hoje, cerca do meio-dia no café do Jorge) e a parte que a precede, bem como a que imediatamente lhe sucede.
D. A.: E há estudos de longa duração que esclareceram a nossa evolução e ascendência. Em especial, os de Jane Goodall, que começou o seu trabalho na década de 1960, na Tanzânia, com chimpanzés.
No final, para não crescer água na boca, quem quiser pode clicar no endereço electrónico e visionar um episódio completo sobre as aves-do-paraíso, igualmente concebido, dirigido e interpretado por David Attenborough.
NB – As legendas foram quase integralmente transcritas ipsis verbis. Traduzi directamente um ou outro pormenor.

NB 2 – Não foi possível reproduzir o vídeo gravado, por questão de direitos de autor no YouTube e por ser demasiado extenso para o blogue (apenas autorizados até 100 MB).

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Suricatas. Só o par dominante se reproduz - os transmissores da estrutura dos genes.
1953, Francis Crick e James Watson, a estrutura de uma molécula complexa que existe nos genes de todos os animais: o ADN.
Hoje, um novo romance da genética molecular. Mais recentemente, o ADN ajudou-nos a perceber melhor as relações familiares entre animais, usando a técnica chamada «a impressão digital do ADN». Foi desenvolvida por Sir Alec Jeffreys, da Universidade de Leicester, em 1884, e usando uma simples mancha de sangue é possível, não apenas identificar um determinado indivíduo, mas estabelecer se está ou não aparentado com outro.
Locutor: «Antigamente, pensava-se que a maioria das aves tinha apenas um parceiro; pela observação dos rituais, do acasalamento e dos cuidados com as crias, deduziu-se que eram fiéis, mas a impressão digital de ADN veio mostrar que estávamos enganados...»
Nos jardins suburbanos de Inglaterra... «Uma fêmea de ferreirinha-comum está pretes a pôr os ovos.    ...    ...    ... Este é o seu parceiro, Alfa, que chilreia energicamente, declarando que o ninho é seu, como como o território à volta dele, de onde recolhe alimento. É habitual o par alimentar-se em conjunto, não há casal mais dedicado. Ele raramente a perde de vista, porque ela não é propriamente fiel.    ...    ...    ...    ... Há outra ave por perto, o Beta. É um macho mais jovem. Alfa não gosta muito dele e estão sempre a discutir. Por vezes, as lutas são violentas e perdem penas. Mas, apesar disso, Beta mantém-se por perto. Esconde-se na sebe. Parece que o Alfa ficou com a fêmea só para ele, mais uma vez. Mas ela está de olho arregalado. Beta continua na sebe e chama-a baixinho. A fêmea vai ter com ele e, agora, enquanto Alfa se alimenta, ela e Beta podem estar juntos. Ela roda a cauda, em sinal de convite... e eles acasalam numa fracção de segundo. Beta voa para longe. Mas, agora, à vista de todos, ela atrai Alfa com o mesmo rodopiar da cauda. E, agora, é ela que acasala com ele. Ela satisfez dois machos, que vão ajudar a alimentar as crias, quando elas nascerem.
A impressão genética de ADN revelou que apenas um quinto das aves aparentemente monogâmicas são realmente fiéis umas às outras.
Jane Goodall e os chimpanzés. As aves-do-paraíso
David Attenborough: Quando eu tinha cerca de nove anos, li um livro que me deliciou. É este: chama-se O Arquipélago Malaio / Terra da Ave-do-Paraíso, de Alfred Russel Wallace. E tinha uma ilustração especialmente empolgante. É esta. Mostra membros de tribos nativas a caçar aves-do-paraíso, que estão empoleiradas na árvore. E eu sonhei que, um dia, ia até lá ver com os meus próprios olhos.
David Attenborough: Quando eu tinha cerca de nove anos, li um livro que me deliciou. É este: chama-se O Arquipélago Malaio / Terra da Ave-do-Paraíso, de Alfred Russel Wallace. E tinha uma ilustração especialmente empolgante. É esta. Mostra membros de tribos nativas a caçar aves-do-paraíso, que estão empoleiradas na árvore. E eu sonhei que, um dia, ia até lá ver com os meus próprios olhos.

https://www.youtube.com/watch?v=LL30QtTSz9U (Um episódio de programa de David Attenborough sobre as aves-do-paraíso)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A não perder - Fragmentos de cor

Há uma exposição em Lisboa sobre azulejos só até ao dia 25 deste mês... Dentro do seu campo de escolha é uma história do azulejo em Portugal (e outras peças de cerâmica decorativa), do século XVI aos nossos dias.
No «Museu da Cidade», agora renomeado Museu de Lisboa / Palácio Pimenta, e incluindo, ainda, outros núcleos: Teatro Romano, Santo António, Torreão Poente e Casa dos Bicos.
Para chegar aos FRAGMENTOS DE COR / Azulejos do Museu de Lisboa, passa pelo parque ou jardim, vê pavões e respectivos filhotes, a estátua de Eça sobre a Verdade e seu manto de fantasia.
Ao fim de tudo, o Pavilhão Preto, de construção recente. É entrar...