segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Torre Vedras. Largo da Praça

De novo, o café alado no Largo da Praça

Hoje, passei entre o café e a praça e pelos vidros olhei para dentro da sala. Estava cheia. Na parede, ao fundo, lia-se em letras bem visíveis: EDEN'S. Voltou a vida e acabou o anonimato.
Longa vida a esta gerência.

Rua Cândido dos Reis. Mármores e granitos

Outra vez no espaço dos mármores e granitos, Rua Cândido dos Reis

Voltei lá, hoje, de manhã.
Afinal, trata-se de duas firmas: a da fachada verde -- EDUARDO AUGUSTO MARTINS, LDA --  e a outra, SIMÕES, LDA. Na empena da EDUARDO AUGUSTO MARTINS que dá para o espaço da SIMÕES, lê-se Fábrica de Mosaicos Castelo. É só a esta firma que se aplica o VENDE-SE, ALUGA-SE anunciado na sua frontaria.
Tive a sorte de o Sr. Vladimiro Simões estar no recinto da sua oficina/fábrica, tendo-me acolhido com toda a simpatia, mostrando as instalações -- bastante amplas -- e explicando como tudo se faz, inclusive a técnica de reprodução dos moldes e a gravação de letras na pedra, feita à máquina. Há muita arte, por ali. Bem se justificava, se o Sr. Vladimiro estivesse na disposição, uma entrevista, onde ele pudesse mostrar à comunidade, por palavras e com algumas imagens, o que pude ver e ouvir.

Torres Vedras. Simões, Lda. Mármores e Granitos

Domingo, 24

Foi dia de ver a rua da SOERAD, quase limpa de carros, desafogada. O anúncio aos pneus usados tem graça e domina a paisagem. Num dos começos da Rua Cândido dos Reis, perto da ponte sobre o Sisandro,  
a oficina de serração e artefactos de mármore (e granito).  A estátua é linda; representa o trabalho da indústria transformadora, os e as artífices, com a mão, que guia a ferramenta e a máquina. Outras coisas surgem, mas é uma pena este estabelecimento e espaço estarem para venda ou aluguer.











domingo, 24 de fevereiro de 2013

Acordo Ortográfico, a opinião de M. Gaspar Martins

Outra opinião sobre o acordo ortográfico, na secção Cartas à Directora.
Ver o artigo, aqui referido, neste blogue, em 21 de Fevereiro.*


AO – Emoção não é razão
Prossegue o PÚBLICO a sua campanha contra o Acordo Ortográfico (AO). Desta feita com mais uma página disponibilizada em 21 de fevereiro de 2013 a uma professora catedrática que, infelizmente, também só se socorre de argumentos emotivos, mas sem razão. Continua a confundir ortografia com oralidade. Insisto que é esta que determina aquela, tal como não seria pelo facto de, por exemplo, os russos ou os gregos trocarem o alfabeto cirílico pelo latino que passariam a falar língua diferente. Argumentos como “línguas ameaçadas de extinção” não se aplicam ao português falado por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Tal como comparar “ato” ao correspondente inglês “act” é um embuste, porque os ingleses pronunciam o “c” e nós não. Salvo se queremos manter a subordinação à cultura britânica que faz com que muitos dos opositores do AO pronunciem à inglesa as nossas palavras como “mídia”, “Flórida”, “éme-ai-ti”, “rèiguebi”, etc. Do mesmo modo, não fica bem a uma catedrática invocar “fato” em lugar de “facto”, pois nós pronunciamos e portanto escrevemos “facto”. Assim como é lamentável o argumento de “regime totalitário” atribuído ao AO qualificado como “barbaridade”. Igual lógica legitimaria acusar do mesmo os opositores do AO ao insistirem na sua revogação. Ninguém os culpa por continuarem a escrever à moda antiga, salvo daqui a uns anos os adolescentes que lhes chamarão analfabetos… Como o PÚBLICO não gosta de oposição, já sei o destino deste comentário — a cesta secção (e não seção, porque pronuncio o “c”, ao contrário dos irmãos brasileiros).
M. Gaspar Martins, Porto
* Ver, aqui.

A coluna de Frei Bento Domingues

Um artigo interessante de Frei Bento Domingues, no Público de hoje.


 O Papa não é a cabeça da Igreja


1. Quando a anormalidade se torna normal, o reencontro com a mais pura normalidade surge como algo de extraordinário. É certamente essa secular situação que explica o espanto, ora sincero ora fictício, diante da clarividente renúncia de Bento XVI. Além disso, as canonizações rituais dos titulares de certas funções na Igreja e a intensa promoção do culto da personalidade acabam por se exprimir numa beata retórica de finados: “Que iria ocorrer agora? Como continuaria sem ele o Ano da Fé?”
É precisamente porque estamos no chamado Ano da Fé, que importa não a desfigurar com expressões ridículas resvalando para a idolatria. Os católicos sabem que o Papa não é a Igreja, nem a cabeça da Igreja e que a si próprio se designa como “servo dos servos de Deus”. Como diz S. Paulo, seguindo a verdade no amor, cresceremos em tudo em direcção Àquele que é a cabeça, Cristo; Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude daquele que plenifica tudo em todos (Ef. 4, 15; 1, 22-23 e par.).
O apóstolo escolheu e usou estas imagens para que ninguém, na Igreja, pretenda substituir Jesus Cristo, fundamento da unidade eclesial na pluralidade dos seus carismas, por qualquer culto idolátrico. Como os papas não são sucessores de Cristo, é de elementar decência teológica denunciar qualquer expressão de papolatria.
2. S. Tomás de Aquino teve o cuidado de lembrar que o terminal da Fé cristã não é o articulado do Credo, fruto das Igrejas cristãs, mas o próprio Mistério de Deus e, por isso, acrescentou que, em rigor, nem sequer é na Igreja que acreditamos, mas no Espírito Santo, que santifica a Igreja (Cf. ST II-II q. 1 a 1 ad 2; a. 9 ad 5).
Seria, no entanto, abusivo concluir: se o que importa é o Espírito Santo, então não se preocupem nem com a qualidade humana e espiritual da hierarquia eclesiástica, nem com as formulações da fé cristã. Deus providenciará!
 Um tal sobrenaturalismo seria uma ofensa à própria teologia de Tomás de Aquino. Bento XVI, no dia 27 do mês passado, véspera da festa deste santo, aludiu a uma das suas mais ousadas buscas de harmonia, embora carregada de tensões, sobretudo em momentos de grandes viragens culturais: a fé cristã não eclipsa a razão; oferece-lhe até, no seu interior, uma nova paisagem e novos campos de investigação. Como diz no seu hino eucarístico, de poética modernidade, quantum potes tantum aude (atreve-te quanto puderes).
A graça não substitui a natureza, nem a natureza dispensa a graça do infinito amor. Importa derrotar as representações que substituem uma tensão existencial por uma persistente rivalidade: se damos muito a Deus, roubamos o ser humano, se concedemos muito ao ser humano, roubamos a Deus. Yves Congar, no diagnóstico da situação religiosa dos anos 30 do século passado, escreveu de forma lapidar: a uma religião sem mundo, sucedeu um mundo sem religião. Jesus Cristo é a radical superação desta rivalidade. Ele incarna a abertura humana ao Mistério de Deus e a abertura divina ao Mistério do Mundo. O encontro da finitude humana, do não divino, com a infinita profundidade divina, faz parte da identidade cristã.
3. Como escreveu E. Schillebeeckx, um dos grandes teólogos do séc. XX: não existe automatismo da graça. Os católicos acreditam que o Espírito de Cristo actua no mundo, na vida da Igreja e na acção ministerial das suas lideranças, mas também sabem que o povo crente e, dentro dele, a hierarquia eclesiástica podem, de diversas formas, acolher ou recusar os dons do Espírito. Quem não está atento à multiforme mediação eclesial da acção do Espírito Santo — porque supõe que goza do monopólio da verdade — acaba por se subtrair à sua influência.
Sempre que o magistério oficial deixa de estar atento às diversas instâncias de mediação que estruturam, o povo cristão corre o perigo de não escutar os reais apelos do Espírito de Deus. Quem ignora estas mediações sucumbe à tentação do facilitismo ou da negligência e torna-se vítima de cegueira e de surdez ideológicas.
 Um apelo do Magistério ao Espírito Santo, sem ter em conta as mediações eclesiais, informando-se cuidadosamente antes de assumir as suas próprias responsabilidades, é um apelo em vão. Retirar-se para escutar os murmúrios do Espírito é, sem dúvida necessário, mas não basta nem dispensa o estudo das situações concretas de um mundo em mudança. A omnipresença do mistério da graça não suprime, automaticamente, a presença do mistério da iniquidade na história do mundo, das religiões e das Igrejas cristãs, no passado e na actualidade.
 O Estado do Vaticano não é a Igreja Católica. Na opinião pública, até parece que sim. As frequentes narrativas sobre a corrupção e o crime organizado que afectariam algumas das suas instâncias exigem uma informação limpa, acerca de tudo o que vem minando a sua credibilidade e a do papado. As comunidades católicas, espalhadas pelo mundo, têm direito a essa informação. Não se pode esquecer que, sem ética, as invocações místicas são mistificações. O Vaticano só se justifica como instrumento de liberdade da missão da Igreja. Atraiçoa se quando se deixa dominar pelo carreirismo e por endeusados negócios de banqueiros, nas suas vertigens criminosas.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Thomas Mann

A Morte em Veneza



     Acabei, ontem, de ler A Morte em Veneza, de Thomas Mann. Um escritor a começar a envelhecer, sóbrio, de prestígio seguro, num impulso de fuga, tentação inesperada de «uma errância vadia pelo mundo», resolve deixar o palco habitual do seu trabalho e vai à procura de um verão «suportável e proveitoso», «três ou quatro semanas numa estância balnear da moda no Sul amável...».
     Vê em Veneza, no hotel em que estava hospedado, um jovem polaco. O rapaz, um pouco esguio, pálido, nos caracóis dos cabelos, na maneira de andar, na maior liberdade e menos rígida disciplina que a imposta pela mãe às irmãs, no domínio formal dos pormenores, no olhar, causou a impressão de uma figura da mitologia, de uma divindade a «Gustav Aschenbach ou von Aschenbach, como passara oficialmente a chamar-se desde que fizera cinquenta anos». Inicia-se, assim, um dia-a-dia de seguimento, de aproximação mais ou menos furtiva, desde a sala de jantar do hotel, até à praia do Lido e pelas ruas da cidade dos doges.
     O artista, criador que é, busca a perfeição da forma; no esforço de precisão e disciplina, faz surgir do caos a beleza e nisso aproxima-se de um deus ou de Deus. Ou da Natureza. Aschenbach compara o seu trabalho no campo da linguagem, com o da natureza: «A disciplina, a precisão do pensamento que a perfeição daquele corpo juvenil e muito direito expressava! A vontade rigorosa e depurada que, trabalhando no escuro, consegue trazer à luz esta imagem divina -- não a conhecia ele, o artista, não lhe era familiar?» Com considerações sobre o inteligível e o sensível, o amor do belo, a partir das coisas sensíveis, somos introduzidos no universo de Platão e lembra-nos o Banquete. A leitura leva-nos a outro diálogo de Platão e assistimos na página 71, a Sócrates/Aschenbach  ensinando a Fedro o desejo e a virtude, o belo -- caminho do homem sensível para o espírito. Página e meia de prosa acabara de ser escrita.


***

     Morte em Veneza é o título de um filme de Luchino Visconti, 1971, baseado na obra homónima de Thomas Mann. Podemos ouvir aí o adagietto da 5.ª Sinfonia de Gustav Mahler, compositor em quem Visconti se terá inspirado para compor a personagem Gustav Aschenbach.
     Merece leitura o artigo de Pedro Mexia «Os Três Tadzios», publicado no suplemento Actual, do Expresso de 13Ao2011 e, incluído no livro O Mundo dos Vivos, do mesmo autor, Lisboa, Tinta da China, MMXII, p. 29 e segs.



             

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A Morte em Veneza é hoje tema de debate, em mais uma QUINTAS COM LIVROS, agora mesmo, na Biblioteca Municipal de Torres Vedras. Vou já para lá.

Palmeira-de-leque

     Ontem, surpreendi esta mais ou menos discreta palmeira, ela não é discreta, ela é bela, com uma das palmas, perfeito leque, de palmeira e de pavão. É como se fosse uma palmeira-pavão. Discreta, é a  nossa desatenção, pois a palmeira está lá sempre, no Bairro Arenes, pouco antes da Granja do Napoleão, a caminho do Sarge.


Há mesmo a palmeira-de-leque. Fui pesquisar e encontrei uma mensagem, que esclarece, a seguir:
http://arvoresdaminharua.blogspot.pt/2007/01/palmeira-de-leque-washingtonia-filifera.html

Eis um texto, hoje saído no Público


Eis um texto, hoje saído no Público, que vale a pena (de) ler.
 Eu sou dos que pensam que a ideia de acordo tem fundamento extralinguístico e «não havia necessidade», sem embargo de haver defensores dele de alto gabarito e honestidade. Lá mais para trás, não sei, mas a prática começou em 45.


O Manifesto de Girona
e os “fatos com-seus-medos”

Debate Dia Mundial da Língua Materna
Teresa R. Cadete*

Em Maio de 2011, os participantes do encontro anual do Comité de Tradução e Direitos Linguísticos do PEN Internacional, reunidos na cidade catalã de Girona, terminavam de redigir um pequeno manifesto que sintetizava em dez pontos o documento muito mais extenso, até então em vigor, de defesa dos direitos das línguas, sobretudo minoritárias, em particular daquelas que estavam — e estão — ameaçadas de extinção. Pela sua importância, transcrevemos aqui este texto, que condensa as preocupações de todos os que cuidam do tecido que nos conecta quando pensamos, comunicamos, criamos, sonhamos:
1. A diversidade linguística é um património da humanidade que deve ser valorizado e protegido.
2. O respeito por todas as línguas e culturas é fundamental no processo de construção e manutenção do diálogo e da paz no mundo.
3. Cada pessoa aprende a falar no seio de uma comunidade que lhe dá vida, língua, cultura e identidade.
 4. As diversas línguas e os diversos falares não são só instrumentos de comunicação; são também o meio em que os seres humanos crescem e as culturas se constroem.
 5. Qualquer comunidade linguística tem direito a que a sua língua seja utilizada oficialmente no seu território.
 6. O ensino escolar deve contribuir para prestigiar a língua falada pela comunidade linguística do território.
 7. O conhecimento generalizado de diversas línguas por parte dos cidadãos é um objectivo desejável, porque favorece a empatia e a abertura intelectual, ao mesmo tempo que contribui para um conhecimento profundo da língua própria.
 8. A tradução de textos — particularmente dos grandes textos das diversas culturas — representa um elemento muito importante no necessário processo de maior conhecimento e respeito entre os homens.
 9. Os meios de comunicação são amplificadores privilegiados quando se trata de tornar efectiva a diversidade linguística e de prestigiá-la com competência e rigor.
10. O direito ao uso e protecção da língua própria deve ser reconhecido pelas Nações Unidas como um dos direitos humanos fundamentais.
 Este manifesto encontra-se traduzido em numerosas línguas e foi ratificado na assembleia geral anual do PEN Internacional, que ocorreu em Belgrado no mês de Setembro desse mesmo ano. Como vemos, não se trata apenas de uma defesa da integridade das línguas, na sua qualidade de organismos vivos, que não só palpitam, mas fluem como rios. Note-se de passagem que a defesa do método directo de aprendizagem das línguas começou por ir a par da ideia de falar fluentemente uma língua. Num primeiro momento, tal método terá contribuído para libertar muitas pessoas do espartilho gramatical a que obrigava uma aprendizagem obsessivamente fixada em regras.
 Se a valorização da comunicabilidade imediata é importante num primeiro momento, porém o caminho para uma aprendizagem aprofundada — sustentada — passa pela interiorização de regras. Isso pode ser feito de numerosas maneiras e sempre com o suporte da leitura em voz alta de autores consagrados, da poesia musicada (sim, sim, vivam essas lyrics que nos acompanham no dia-a-dia, graças às novas tecnologias: e experimente-se cantar ao volante sobre as palavras de um dos nossos autores de culto, também como meio seguro para evitar o cansaço). Ora tal interiorização torna-se numa verdadeira descoberta quando se cria esse tecido, essa ponte imediata, sobretudo num registo de musicalidade. Não o advogavam já os teóricos clássicos da linguagem, de Rousseau a Herder e Humboldt?
 O mais profundo prazer com a língua materna, ou com outra língua que se aprende, ousaria afirmá-lo, pode sentir-se quando a sabemos integrada numa família de história e geografi a específicas. E essa família é grande e antiga. Dou um exemplo da aprendizagem do alemão, língua cuja dificuldade (mas nenhuma língua é “fácil” como mascar pastilha elástica) é sentida por quem não aprendeu latim e não treinou a suspensão da respiração até chegar, nas orações subordinadas, ao fi o condutor da frase e do pensamento: o verbo que exprime a acção. Aqui chegamos, quase sem nos apercebermos, ao domínio da filosofia da linguagem: toda a narrativa conseguida culmina num desfecho que terá entretanto mantido preso o ouvinte ou o leitor.
 Foi precisamente Wilhelm von Humboldt (1767-1835) que se opôs ao positivismo nascente que tratava a língua como um produto reversível (ergon) e não como “um ser individual, com carácter e configuração definidos, dotado de uma força que age sobre o ânimo, e que não é destituído da faculdade de se reproduzir” (Introdução ao Agamemnon, 1816, trad. de José Miranda Justo) — ou seja, uma forma de energeia que se vai moldando nesse fluir da aprendizagem e da prática da descoberta que é sempre uma forma de tradução, de auto-recriação, mesmo dentro da mesma língua e sobretudo dentro da língua materna.

Não existirão razões de sobra
que provam a barbaridade imposta
 pelo desacordo ortográfico?

Hoje, Dia Mundial da Língua Materna, é uma data que podemos celebrar de forma serena, reflectindo, questionando. Quererá, poderá um professor privar os seus alunos de descobrir a familiaridade dessas percepções — e isso porque a terão perceBido nesse entrosamento encantatório de intuição, mnemónica, ritmo e reflexão? Quererá, poderá um tradutor — sobretudo numa edição bilingue de texto — decepar a raiz indoeuropeia CT e colocar, numa linha paralela ao inglês aCt, um mísero ato que nem sequer tem a graça explosiva que ficámos a conhecer do filme de Almodovar? Quem poderá censurar aqueles que porventura, munidos de uma caneta correctora (de preferência para escrever em acetatos), tentam reparar um mal que contudo é remediável, bastando que deputados e governantes tenham a humildade de reconhecer um erro que ficou à vista de todos o mais tardar desde o adiamento da entrada em vigor de um recorte ortográfico (sim, porque “acordo” é pura ficção)? E sabemos que os brasileiros, a fazerem um “acordo”, fá-lo-ão uma vez mais à sua maneira, como em 1955?
 Em Setembro de 2012, no congresso do PEN Internacional na Coreia do Sul, os delegados dos 89 centros presentes aprovaram por unanimidade a resolução redigida pelo Comité de Tradução e Direitos Linguísticos. Devo sublinhar que o centro português não tomou parte na redacção da mesma – apenas apresentou o problema, sobre o qual os redactores se debruçaram, e traduziu o texto. Este pode ser lido através do link http://proximidade.penclubeportugues. org. Interessante foi, neste contexto, a incredulidade dos presentes — anglófonos, francófonos, hispanófonos e outros — e a veemência com que afi rmaram que tal ocorrência seria impossível nos seus países. Vamos acreditar que estamos num regime totalitário, como um discurso acordista fundamentalista, usando tortamente o programa Lince já em si uma máquina de produzir erros? Tratando a língua como um ergon, alega-se “factos consumados”, quando na realidade se joga com receios atávicos, com “fatos com-seus-medos” por parte de pessoas que não gostam “daquilo”, mas acham que têm de aplicar “aquilo” no quotidiano, sem saberem os seus direitos constitucionais? Não existirão razões de sobra, expostas por especialistas qualificados, que provam a barbaridade imposta pelo desacordo ortográfico? Não estará aberta a possibilidade de usar meios jurídicos para o travar, mas não seria preferível uma corajosa vontade política que o revogasse?
*Professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e presidente do PEN Clube Português
Público, pág. 47, 21-2-2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Bento XVI

2.ª-feira, 11 de Fevereiro: o Papa resigna
Fiquei com alguma tristeza, quando soube que o Papa anunciou publicamente a sua resignação. Tristeza, por ele, por ter de abandonar. E alegria, por o saber liberto de um peso grande de mais; um alívio. E pensa servir, assim, a Igreja e as pessoas.

Évora, 2

Simpósio Internacional de Escultura em Pedra
Évora, 1981

     O simpósio decorreu entre 10 de Maio e 7 de Junho, formalmente, no Palácio de D. Manuel, organizado por

 AR.CO -- Centro e Arte e Comunicação Visual, Lisboa
e UTILPEDRA -- Centro Técnico de Estudo e utilização da Pedra, S. C. R. L.
 ao cuidado do Fundo de Fomento de Exportação, Lisboa

     O evento teve, entre outros, o apoio da Câmara Municipal de Évora -- entendendo esta que, na cidade, «surgem as condições para que o trabalho do artista resulte na afirmação da sua liberdade criadora»*, podendo como ser humano integrado na sociedade traduzir a sua «visão do Mundo», «assumindo muitas vezes um papel de intervenção na defesa do progresso social e cultural» -- e a Direcção do Museu de Évora declara:

     «O faco de, uma vez terminadas, algumas das esculturas virem a ser expostas no Museu, constitui um motivo de reflexão museológica pelo que resultar da sua integração num espaço onde a «convivência» com peças de outras épocas é já em si uma transfiguração da obra criada.

     «Expandindo-se a exposição fora do Museu, em contacto mais estreito com o «homem da rua» e, posteriormente, colocadas as esculturas em diversos pontos da cidade, julgamos que este Simpósio contribuirá para a valorização da Arquitectura pois que, numa ambiência estética e urbana na qual o ser humano vive e se desloca, o absoluto e a abstracção podem coexistir.»

     Na prática, o essencial de um simpósio com estas características ocorre ao ar livre, onde o escultor constrói a sua obra, mas deixemos falar os organizadores:

     «[...] Experiências várias de formação em cursos e atelier livres precederam este simpósio de escultura em pedra.
     «Quisemos com este simpósio, em 4 semans de trabalho diário, que se pudesse estabelecer o diálogo entre os jovens escultores portugueses presentes e os mestres convidados, e que se mobilizassem à volta deste projecto entidades normalmente tão distantes entre si, como as instituições e organismos ligados às "coisas da cultura" e a indústria. Dos resultados obtidos, fica-nos o propósito de continuar.»

     Ao local de onde hoje irradiam arte e vida, algumas obras têm chegado num esforço de conquista, às vezes, em percurso de mais de uma estação. É uma luta em que o público, as pessoas, a gente nem sempre se deixa seduzir.

* As transcrições são do catálogo do simpósio, que pode ser consultado na Biblioteca Nacional, na Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian, e em fotocópias , no Centro de Documentação e Informação da Câmara Municipal de Évora.


Artistas participantes, a(s) correspondente(s) obra(s) criada(s) e local onde se encontra(m)


ESCULTORES CONVIDADOS
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Sergi Aguilar                          Transit N.º 7                       Inicialmente no Jardim de Diana
Barcelona, ESPANHA                                                      Em 1984 foi restaurada, depois de ter
Nasceu em Barcelona, em                                                 sido totalmente destruída  
1946                                                                                 Parque de Viaturas da Câmara Municipal
                                                                                         de Évora                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    
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Andrea Cascella
Milão, ITÁLIA
Nasceu em Pescara, em
1920
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João Cutileiro                         Évora Revisitada               Praça de Giraldo
Lagos, PORTUGAL              A Vestal de Diana              «Construída em 1981 no decorrer do
Nasceu em Lisboa, a 26                                                     simpósio da pedra. Esteve inicialmen-
de Junho de 1937.                                                              te no Largo do Conde de Vila Flor,
                                                                                          junto à Pousada dos Lóios, e,
                                                                                          posteriormente, junto ao Jardim de
                                                                                          Diana.
                                                                                          Foi restaurada.
                                                                                          Esteve patente em Lisboa, na Funda-
                                                                                          Calouste Gulbenkian retrospectiva
                                                                                          do autor em 1990.»**
                                                                                          Convento dos Remédios, Páteo das
                                                                                          Romãs
                                                                                                                                                          
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Syoho Kitagawa                  La Pleine Lune S'Abîme       Tanque do Jardim de Diana
Nagoya, JAPÃO                 dans la Mer Agitée                        
Nasceu em Gifu-Shi, em
1947.
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Minoru Niizuma                    The Castle of the Eye           Inicialmente, no Largo do Conde
Nova Iorque, E. U. A.                                                        de Vila Flor, junto ao Templo de
Nasceu em Tóquio, em                                                       Diana
1930.                                                                                 Jardim dos Colegiais
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Ulrich Rückriem                       Sem título                            Páteo de entrada para o claustro
Colónia, ALEMANHA                                                       grande da Universidade de Évora
Nasceu em Düsseldorf,
em 30 de Setembro de 1938.
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Pierre Székely
Paris, FRANÇA
Nasceu em Budapeste, em
1923.
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JOVENS ESCULTORES PORTUGUESES PARTICIPANTES
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Rui ANAHORY

Porto

Nasceu em 1946, em

Grijó, Vila Nova de Gaia.

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Brígida AREZ                              Escultura                        Esteve no Jardim de Diana

Lisboa                                                                                 Não é dito onde se encontra 

Nasceu em Lisboa, em

1959. 

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Pedro CROFT                           Canção da América          Largo do Conde de Vila Flor,

Lisboa                                                                                  junto ao Palácio da Inquisição

Nasceu no Porto, em 1957.                                                  «Construída em 1981 no decurso

                                                                                            do simpósio da pedra. Esteve pa-

                                                                                             tente em 1992 no Porto, na expo-

                                                                                             sição retrospectiva do autor na

                                                                                             Casa Serralves»**

                                                                                                        

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Amaral da CUNHA

Porto

Nasceu em 1954, em Vilar do

Paraíso, Vila Nova de Gaia.

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Pedro FAZENDA                          Escultura                         Jardim de Diana

Lisboa                                                                                     «A base da escultura foi enterrada
Nasceu em Coimbra, em 1957.                                               conforme indicações do autor»**

                                                                                                                                     
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Luísa PERIENES                           A Lua                                Inicialmente, no Largo Conde de
Nasceu em Setúbal, em 1956.                                                  Vila Flor, junto à Pousada dos Lóios
                                                                                                Jardim de Diana
                                                                                                A Base onde foi colocada perten-
                                                                                                cia a escultura de Rui Anahory, cu-
                                                                                                jo local após a retirada desta escul-
                                                                                                tura foi ocupado pelo actual»**
________________________________________________________________________________                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Pedro RAMOS                 Monumento  Megalítico                 Jardim de Diana
Lisboa                                                                    
Nasceu em 1952, em
Lisboa
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Manuel ROSA                              Afloramentos                        Jardim dos Colegiais
Lisboa                                                                                        À obra que se apresenta na vertical,
Nasceu em Beja, em 1953.                                                         com 5 módulos, parece continuar a
                                                                                                   faltar a última peça
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António ROSADO
Lisboa
Nasceu em 1952, em Lisboa.
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 **Da ficha técnica existente no Centro de Documentação e Informação da Câmara Municipal de Évora

     Para não tornar demasiado pesada esta mensagem, não se indica os materiais usados em cada obra, nem a variedade de espécies do mesmo material, na peça. Também propostas de localização não concretizadas, não são referidas no quadro acima.

     Nas fichas técnicas, de uma objectividade concisa, é indicada na ficha respectiva a menção: «construído em 1981 no decurso do simpósio da pedra». Isso acontece com Pedro Ramos, Syoho Kitagawa, Brígida Arez, Luísa Perienes, Minoru Niizuma, Pedro Fazenda, Manuel Rosa, Pedro Croft, Sergi Aguilar, João Cutileiro (A Vestal de Diana).

     De Ulrich Rückriem, escultor convidado, é dito que a sua obra foi realizada em granito nas pedreiras de Alpalhão, e que, por razões de saúde só se deslocou ao nosso país, em Julho de 1981, não constando do catálogo.

     Escultores não incluídos nas fichas técnicas: Andrea Cascella, Pierre Székely, Rui Anahory (é dito na ficha de Luísa Perienes -- ver no quadro acima em Luísa Perienes -- que a escultura de Rui Anahory chegou a estar exposta; o seu pedestal serve de base à escultura de Luísa Perienes) e António Rosado.
     São dezasseis escultores; onze, com ficha técnica, e doze obras descritas em ficha (João Cutileiro tem duas).
                                                                                       


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013



A Revista Papel online
Conheci-a, hoje, através da crónica habitual de MEC, no Público.  Depois de uma vista geral, li o artigo «Peixinhos da Planície», dedicado ao Fluviário de Mora, mas com vários e importantes      focos de interesse. O linque para os peixinhos está aqui e a crónica vem abaixo.

Miguel Esteves Cardoso
Ainda ontem
O Papel
da Lucy
Ontem saiu a segunda edição
da melhor revista online de
sempre. Chama-se Papel, é
dirigida pela ilustradora e escritora
Lucy Pepper, encontra-
se em papelonline.pt e sai
às quintas-feiras. É feita por
um grupo gigante de escritores,
jornalistas, ilustradores e
fotógrafos profissionais (não
sendo apenas os fotógrafos que são profissionais)
que tem a novidade de querer pagar
as colaborações se, daqui a três meses,
conseguir ganhar umas massas. Tem muita
coisa boa para ler, ver e descobrir.
No editorial, a directora declara que
“há um Portugal que quase não se vê
na imprensa ou na Net portuguesa, um
Portugal que não é obcecado pela política
e pelo futebol, por compras e desgraças e
saudades e crises. O Papel vai falar deste
Portugal e do outro, para português ler”.
É preciso um toque de génio para
fazer a lista “política, futebol, compras,
desgraças, saudades e crises”. Como
resumo é impossível de melhorar. O Papel
não tem nada de parco, melancólico ou
zangado. É endiabrado e divertido. Se
não parece coisa feita por portugueses
é porque a Lucy tem mais do que uma
costela britânica. Se apenas a conhece
das ilustrações – de apurado humor, com
uma observação ternamente impiedosa
da sociedade e da fi sionomia portuguesas
– está in for a treat (“dentro para um
tratar”).
Ler o Papel é mesmo como ter, de
graça, num Portugal ideal feito real, uma
novíssima revista semanal, sumarenta,
vistosa, elegante e subversiva.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Évora



Évora, cidade


4 de Fevereiro
Estive na «mui nobre e sempre leal», à procura das estátuas espalhadas por vários lugares da cidade e construídas durante o Simpósio Internacional de Escultura em Pedra, que ali teve lugar em 1981. E, de caminho, visitei pessoa de família.
7 h e 11 minutos — partida de Torres Vedras, estação do caminho-de-ferro;
8 h e 59 minutos — partida de Entrecampos, estação de caminho-de-ferro;
10 h e 25 minutos — chegada a Évora.
Almoço na Pipa Redonda — Restauração Unipessoal, Lda, Rua de Serpa Pinto, 28 A, passe a publicidade. 
Descanso no jardim.
Fotografias no jardim e na mata, zona envolvente da Rotunda do Raimundo, Convento dos Remédios, Praça de Giraldo, Jardim de Diana, jardim do Largo dos Colegiais. Por fim, já quase não havia luz. Estava saturado.


5 de Fevereiro
7 h e 2 minutos — depois de fotografar os painéis de azulejos da parede interior, frente à via férrea, ainda era de noite, partida. Ao iniciar a marcha, ouve-se pelo sistema de som do comboio: «Bem-vindo a bordo! …      …»
***
Tive alguma dificuldade em cumprir logo o que me tinha proposto, o registo fotográfico das peças referidas, pois fiquei preso na estação e na avenida da estação (do Dr. Barahona) e na ermida de São Brás e no Rossio do mesmo nome. O mesmo aconteceu no Jardim Público, onde não pude deixar de me repetir e cercar Bela e tirar-lhe mais uma vez o retrato. O Jardim e a Mata têm algumas pequenas porções de terra batida a precisar de atenção, sobretudo na Mata crescem espontaneamente espécies vegetais, já com 20 e 30 cm. É sabido que a Câmara Municipal tem dificuldades de orçamento; no entanto, havia zeladores a limpar as árvores, cortando galhos e chamiços.

A estátua de Vasco da Gama, o cedro caído, o repuxo do lago dos cisnes, a antiga arena, a Rua de Bernardo Matos
 A estátua de Vasco da Gama foi derrubada por um cedro, o que estava à entrada do jardim, do lado esquerdo de quem entra pela zona do Mercado. Diz-me uma senhora que o cedro do outro lado também cedeu, mas foi amparado pela mui pequena casinha que ali está de guarda. Vendo bem, não parece ter sido assim. Tudo trabalho dos ventos muito fortes do passado dia 19 de Janeiro, pelas dez e meia, que atingiram a velocidade de 120 Km/h.
O repuxo do lago dos cisnes, perto da estante de alvenaria, toda de branco e hoje sem porta, biblioteca de Verão, em que um funcionário emprestava livros para leitura no jardim, está violento. Que barulheira! Era impossível os cisnes aguentarem. Na água, nenhum. Pouco depois, ao dar a volta, para espanto meu, vi dois, um branco e outro nem tanto, em terra. Sem aquele tamanho e sem a graciosidade majestosa dos antigos cisnes deslizando na água. Diz-me o senhor que limpava as árvores, sobre o repuxo, da largura de uma boca de incêndio larga dos bombeiros e subindo no ar cinco, seis metros, ser ele preciso, para arejar a água.
Ao fundo da Rua do Raimundo, onde era a oficina da Citroen e um celeiro (ao que creio), andam em obras. Do lado de dentro nascem aqueles tufos de ferro armado para levar cimento. Por dentro, tudo novo, o miolo é todo novo. Perguntei a um jovem dos seus trinta, trinta e cinco anos o que tinha sido aquele espaço e ele: «praça de touros». Por acaso, tinha-me vindo à cabeça a semelhança da curvatura da parede com o redondel de uma praça de touros. Acontece que pessoas já idosas, de setenta anos e mais, sempre conheceram a arena de Évora, onde ela está agora.
Perguntei a um passante, pessoa despachada, na casa dos quarenta e tal, bem apessoado, o nome da rua em que estávamos. A via em questão está perto da Rua de Romão Ramalho, do Beco do Chantre e liga à Praça de Giraldo. O senhor, homem da cidade, também não sabia. Passa um homem novo, quase alto e um pouco delgado, chinês, de um estabelecimento chinês, ali perto, e, sem lhe perguntarmos, diz, sem se deter, continuando o seu caminho: «Rua Bernardo Matos.» E a pessoa, a quem eu perguntara, bem humorada: «Ao que nós chegámos!» Foi preciso vir uma pessoa lá da China para nos dizer o nome da rua, de nós bem conhecida. Sabida e ressabida.
Tanta rua, travessa, beco, pormenor esquecido ou em que nunca tínhamos atentado.
Quanto ao resto do percurso, deixemos algumas fotografias falar.

 1 - Estação do caminho-de-ferro

 2 - Ermida de São Brás

3 - Diana de Liz, que foi mulher de Ferreira de Castro

 4 


5

6 - Aqui, descansei

 7 - A mesma cadeira; o Guilhas gravou nome e data: 11/1/011

8 - Florbela

9 - Pedestal do monumento a Vasco da Gama, oferecido a Portugal pela província do Natal, África do Sul, comemorativo dos 500 anos do seu nascimento

10 - O que sobrou do cedro, depois de cortado

11 - O cedro supérstite

              12 - Casa de guarda


13 - Vista do coreto; será esta a árvore, que não caiu porque teve algo a que se apoiar?
  
14 - Muro em reparação; separa do antigo quartel de Artilharia 3

15 - Recanto da mata


16 - A Rotunda do Raimundo, o Arco do Triunfo e começo da Rua de Viana

 17 - Recanto da mata, sobranceiro à Porta do Raimundo

 18 - Belas pedras, que nos devolvem aos afloramentos graníticos da paisagem da região

19 - A Rotunda do Raimundo, com a fonte cibernética


20 - Fonte cibernética


21

   
22 - Rua de Viana, antiga estada de Viana do Alentejo


  
23 

24 - O Arco do Triunfo, de João Cutileiro



25 - A arena


26

  
27 - Fachada do Convento dos Remédios

28 - Páteo das Romãs, no Convento dos Remédios


29 - Outra vista do Páteo

 30 - A Vestal de Diana (figura bífida), de João Cutileiro

31 - Cemitério dos Remédios, entrada monumental, que pertenceu ao demolido Convento de S. Domingos

32 - Évora Revisitada I, de João Cutileiro

33 - A mesma obra, foto tirada em 5-2-2012

34 - Jardim de Diana

35 - Outra vista do mesmo jardim


36- No Jardim de Diana, monumento ao Dr. Barahona. «Évora reconhecida»

37 - Escultura, de Pedro Fazenda

38 - Escultura, outro aspecto

39 - E outro


40 - E outro


41 - A Lua, de Luísa Perienes


42 - O outro lado d' A Lua
      
43 - Monumento Megalítico, de Pedro Ramos


44 

45 - La Pleine Lune S'Abîme dans la Mer Agitée, de Syoho Kitagawa 

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 48 - Quiosque, no Jardim de Diana

 49 - Estela, junto ao Buraco dos Colegiais

50 - Buraco dos Colegiais

 51 - Afloramentos, de Manuel Rosa, no Jardim dos Colegiais

 52 - The Castle of the Eye, de Minoru Niizuma, no Jardim dos Colegiais

53

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Aspecto do largo dos Colegiais antes da intervenção. Em Novembro de 1953 a Casa Cadaval doou ao município o terreno adjacente ao Buraco dos Colegiais para arranjo e ajardinamento, reservando essa passagem a peões, obra que ficou pronta em 1955.

       Autor David Freitas; Data Fotografia 1953 ant. -; Legenda Largo dos Colegiais antes da intervenção; Cota DFT2711 -                  

       Propriedade  Arquivo Fotográfico CME5.

       (Fotografia e legenda, tirados da internet - viverevora.blogspot.pt/2011/11/evora-perdida-no-tempo-largo-dos.html)


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55 - Os Meninos da Graça, na estação do caminho-de-ferro, lado junto à linha




56 - Quadro das Alterações de Évora, no mesmo local


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     As esculturas/construções escultóricas com os números 16, 19, 20, 23, 24 -- o Arco do Triunfo, de João Cutileiro, e a fonte cibernética, do arq. paisagista Caldeira Cabral, são posteriores em cerca de duas décadas às obras aqui apresentadas como pertencentes ao ano de 1981, salvo uma ou outra, que nem é preciso identificar. Falta ainda mostrar imagem da obra de Pedro Croft, junto ao Palácio da Inquisição, e da peça que se encontra colocada no pátio de entrada para o claustro da Universidade de Évora, da autoria de Ulrich Ruckriem.

     Em próxima mensagem, farei a legenda das imagens aqui apresentadas e indicarei os nomes dos intervenientes no Simpósio Internacional de Escultura em Pedra, Évora, 1981, e das peças por eles criadas no decorrer desse evento.

     Nota: A legendagem foi incluída nesta mensagem, em 14-02-2013; para o que se prometeu dizer do Simpósio, nomes dos intervenientes e peças por eles criadas, ver mensagem de 16 de Fevereiro.