segunda-feira, 17 de abril de 2017

Café Dubai

Nas Varandas de Arenes
Do café Dubai, fechado há uns tantos meses, lembro momentos, horas lá passadas…, não tenho visto o Miguel Papança, alentejano de Aldeia da Serra (Redondo), o Edgar, distinto fotógrafo, que voa sempre mais alto (refiro-me ao uso de drone, em que já se mostra altamente habilitado). Outros frequentadores, dois ou três, que como eu ali iam esporadicamente, continuo a encontrar aqui onde habito, com alguma regularidade.
Curiosamente, não tenho fotografias, por algum acaso ou pudor, do café Dubai, visto do exterior. Ou não encontro.
As fotos da rapariga do anúncio, pelo visto, centralizaram o meu interesse e serviram para exercício, desde Fevereiro de 2013. Foi difícil, principalmente a da faixa preta, vertical, com o fundo em contra-luz.

(Ver a mensagem anterior) 
14-03-2013

31-07-2015

19-02-2013

19-02-2013

 30-06-2013

 30-06-2013

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O seu lugar, nas Varandas de Arenes

Já abriu...
Vindo do Centro Comercial Arena, pela E N 115-2, pouco depois de passada a rotunda, olho à esquerda para o Dubai, café fechado há alguns meses... A porta está aberta. E sigo...
Dias depois, faço uma visita. Atende-nos uma senhora, nova responsável do estabelecimento, agora com mais oferta de produtos, como o postal publicitário de que se apresenta as duas faces indica.
Falta ainda colocar o toldo a fornecer pelo novo fornecedor do café, cadeiras e mesas para a esplanada, bem como algum cartaz no interior. Entretanto, há novos clientes em perspectiva, quando o novo bloco de apartamentos já erguido em tosco começar a ser habitado.
Levei para casa uma boa porção de favas por 1,20 €.

Felicidades à nova gerência!
*
Hoje, 13 de Abril, voltei para tomar um café e já temos toldo...
A imagem de marca do Lugar continua a ser esta - a cidade do Dubai, no emirado do mesmo nome, dos Emirados Árabes Unidos







Três imagens são do dia 8 e a tirada ao escurecer é de 11 de Abril.




(13-04-2017)

Visita a Cheleiros



Fotos de 20-02-2017, da esquerda para a direita e de cima para baixo: 
As duas pontes vistas do lado montante do rio Lisandro; a ponte romana, vista do lado da povoação; idem.

Fotos de 12-04-2017: A ponte moderna, ao fundo,  vendo-se à esquerda, em parte, o Café da Manhã. As outras duas fotografias são vistas de Cheleiros, a partir de Rebanque  (pequena aldeia da freguesia de Montalavar - Sintra)

***
12-04-2017
Visita a Cheleiros
Primeiro estive em Mafra, na Biblioteca Municipal, depois do almoço.
Em Cheleiros. Estive algum tempo no Café da Manhã, Café da Rampa, para um senhor (pastor) com quem falei um pouco vinha ele de apascentar duas ovelhas, uma grande e outra pequena (a filha?). E um carneiro grande. Todos castanhos-escuro. A ovelha chama-se Nini. O carneiro não tem nome, «é para matar». Já levou com uma cajadada (talvez cajado reforçado na ponta) na cabeça por ter dado uma marrada no dono. Quando o sr. se afastou, ralhou com ele, ameaçando-o com uma paulada na cabeça. Pastor e gado que se entendam.
Este encontro deu-se no alto da encosta que fica na margem esquerda do Lisandro, com o cemitério de Cheleiros a meia encosta. À parte que escolhi para tirar fotos panorâmicas acede-se a partir de Rebanque, de que é uma das extremidades.
No Café da Manhã troquei impressões com um senhor que me disse da coluna que era para vir para o convento de Mafra, mas não foi aproveitada. Esteve muitos anos, mais de duzentos, deitada no chão em Venda do Pinheiro. Está agora erecta. O pastor também me falou nela, dizendo que foi rejeitada por ter menos de vinte centímetros do que deveria ter. Sempre pensei que a coluna tinha ali sido deixada, por ter caído do carro de bois em que era transportada.
O café onde estive, da vez que me desloquei a Cheleiros há coisa de um mês, chama-se Cristo e fica um pouco mais abaixo e mais perto da ponte por onde passa a estrada. O pastor chama-lhe Café da Ponte.
Para este senhor, o convento de Mafra é anterior à ponte romana de Cheleiros, que lhe digo poder ter 2000 anos. Concordámos em que o convento irá fazer 300 anos em 2038*, conferindo com a data da inauguração que tenho na mente. Certamente, conhece algo da existência dos romanos, pelo menos, através da história sagrada ensinada nas missas e por ocasião da Páscoa, nas cerimónias da Semana Santa.
Foi no alto dos panoramas da beira da encosta, junto a Rebanque, que, ao manifestar a minha surpresa-espanto de ver a ponte romana tão pequenina, ao lado, perto da ponte-estrada, em baixo, sobre o Lisandro…, me disse que por ela foram transportadas as colunas para o convento de Mafra. Muita competência era preciso ter no acondicionamento e transporte para não haver acidente e estragos em monumento tão precioso. Acontece que quem passou por ela a pé sabe que a ideia de pequenez se desvanece. Pequena é, mas agiganta-se em solidez e nobreza. A dificuldade que imaginei haveria na passagem da pesada carga de grossas e compridas colunas tem a ver com a conformação em arco, com acentuada subida e descida. Arco que faz lembrar as ogivas das igrejas, segredo da sustentação destas pontes pelos séculos fora…, penso eu.
Mais coisas me contou o senhor no café, a propósito de uma fotografia antiga de Cheleiros exposta na parede — anos vinte? —, sobre o adro da igreja, o cemitério...;  actualmente, muito alargado, um, deslocado para a meia encosta, o outro…
Café da Manhã, Café da Rampa, na rampa do café da manhã, na rampa da manhã do café, na rampa na tarde do café da manhã…, no café, de tarde…
***
Voltei para Torres, pelas sete da tarde, uma tarde que começou num como fumo ténue para os lados do poente, tarde de muito sol. A certa altura, em pouco tempo, quase sem se dar por isso, a neblina vinda ao que parecia do mar transformou-se em cobertura cinzenta-clara que preencheu todo o céu. O sol ainda se mostrou uns momentos, num forte e sitiado fulgor de luz, como uma hóstia. Foi sol de pouca dura, como costuma dizer-se, com outros sentidos. 
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* A idade do convento de Mafra – A primeira pedra foi lançada em 1717; a sagração da basílica, em 22 de Outubro de 1730, dia do aniversário do rei, faltando ainda o zimbório. As obras no palácio só terminaram em 1737. Estão a decorrer as Comemorações dos 300 Anos do Palácio de Mafra, iniciadas em 17 de Novembro de 2016 e terminando em 17 de Novembro de 2017, dia aniversário do lançamento da primeira pedra. Vale a pena visitar Mafra no âmbito destas celebrações, já no dia 14 de Abril.  O dia de encerramento incluirá, a partir das 14 horas, conferência, inauguração de exposição, grande concerto comemorativo e espectáculo evocativo do lançamento da 1.ª pedra da Basílica de Mafra: Música e fogo de artifício. Veja, aqui, o Programa das Comemorações.
                          Acrescentado em 17-04-2017: na tarde de 14, voltei a Rebanque com a I. e, mais cedo que dois dias antes, já o mesmo senhor vinha subindo, no final do giro quotidiano. Do que fica acima, do que conversámos, nada mudo e passa a registo de ficção. Ao dizer-lhe que não tínhamos dado conta da contradição (como podia ser o convento mais antigo que a ponte romana, se por ela passaram as colunas para a sua construção?), negou. A ponte – disse  foi feita para a passagem das colunas, por isso, é anterior. E mais, mas aqui o erro é meu. A ovelha, mãe, chama-se Nina, o que pode ser apenas substantivo comum, de (me)nina, e a filha também é chamada Nina. A cor do carneiro é o branco-creme de ovelha e não preto. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Contra a menorização da humanidade - um artigo de José Pacheco Pereira

Com a nossa língua, sonhamos. Por ela somos mais, somos pessoas. Destruí-la, empaneá-la, manu militari ou outra, é crime de lesa-povo. É o que ponho em primeiro lugar neste artigo de PP, partilhado hoje no facebook - Tradutores contra o Acordo Ortográfico. O resto, que é preciso ler, decorre daqui. Elogio da inutilidade. Muito útil.

Não nos devemos iludir quanto ao valor que a escola, a universidade, a sociedade, a comunicação – já para não falar das chamadas “redes sociais” – e a política hoje dão às humanidades e aos estudos clássicos. Esse valor é quase nulo. Pelo contrário, é entendido como um conhecimento inútil, que justifica o corte de financiamentos, a colocação no último lugar da fila, quando não da extinção curricular, das disciplinas do Latim e do Grego, que conseguem ficar atrás da Filosofia. E não é só este cerco às humanidades clássicas — em bom rigor a todas as humanidades — é a sua desvalorização pública implícita em muito documento, declaração política, e em acto. Ler tudo... em «Nó Górdio», no suplemento Ípsilon, Público on-line, 3-04-2017.

sexta-feira, 17 de março de 2017

O bem acabar, tema para pessoas de todas as idades

                                                O bem acabar, tema para pessoas de todas as idades
À volta dos dezoito anos fui aconselhado a ler as Histórias, de Heródoto, na edição em francês da Garnier. Li os primeiros três livros, de nove. Todos os livros são titulados por uma musa, a abrir com Clio, a da História. E é precisamente neste livro que está a grande lição de Sólon a Creso, rei da Lídia. Esta história exemplar acompanha-me até hoje. É a única que me ficou, depois de tudo o que esqueci. É uma lição de vida que entrou no sangue. No meio dos acontecimentos, costumes, e dos longos excursos do pai da História em que quase nos perdemos. Mas, Heródoto nunca perde o fio da sua meada e a ele voltamos sempre.
O poderoso e rico rei da Lídia queria saber da boca de Sólon, um dos sete sábios da Grécia antiga, de passagem pela sua corte, quem era o homem mais feliz do mundo. «Espelho meu, espelho meu…» O desejo de ser o melhor, o mais belo, o mais rico é universal, mas… melhor, mais belo e mais rico em quê? Creso queria ouvir de Sólon que o homem mais feliz era — ele mesmo, Creso, rei dos Lídios.
— Desejo saber qual é o homem mais feliz que tendes visto. — Sólon: — É Telo de Atenas. (H., I, 30)
Mas, depois deste, queria saber Creso, esperando que… Sólon: — Cléobis e Bíton. (H.,I, 31). O rei ficou em cólera, ao perder para dois simples privados. E Sólon:
Convenhamos, senhor, o homem mais não é que vicissitude. Tendes certamente riquezas consideráveis e reinais sobre um povo numeroso; mas não posso responder à vossa pergunta sem saber se acabastes os vossos dias na prosperidade; porque o homem cumulado de riquezas não é mais feliz que o que apenas tem o essencial necessário […]. (H., I, 32) E explica porquê. Nenhum homem se basta em tudo; o que reúne um maior número de vantagens e as conserva até ao fim conhece uma bela morte, quer morra gloriosamente em combate ou saia desta vida da maneira mais serena.
Heródoto descreve a história da Grécia, com contornos um pouco lendários e as actividades de Creso para se aliar com Lacedemónios (Esparta) e Atenienses, entre outros. Vemos os seus esforços diplomáticos e estratégicos, na tentativa de vencer os Persas. Deixemos essas contingências, com episódios muito interessantes e acompanhemo-lo na pira levantada por Ciro para o queimar, como vítima agradável aos deuses. Então, Creso, cheio de abatimento e dor, lembrou as palavras de Sólon. Caiu em si e saiu do seu longo silêncio com um grande suspiro, gritando:
Sólon! Sólon! Sólon!
Ciro quis saber quem era aquele que Creso invocava. Vem a saber.
«Vencido pelos seus pedidos importunos, respondeu que noutro tempo Sólon de Atenas tinha vindo à sua corte; que tendo contemplado todas as suas riquezas, não tinha feito caso delas; que tudo o que lhe tinha dito se achava confirmado pelo acontecido e que as advertências deste filósofo não lhe diziam mais respeito a ele em particular, que a todos os homens em geral, e principalmente aos que se criam felizes. Assim falou Creso.» O fogo estava ateado e era grande a violência das chamas. Ciro, conhecendo então a instabilidade das coisas humanas, vendo que é um homem prestes a queimar outro homem que não tinha sido menos feliz do que ele, arrepende-se. Grande azáfama, mas já não é possível debelar o fogo. (H., I, 56)
Creso compreende a situação e suplica em lágrimas a Apolo (pelas muitas dádivas que lhe fez no oráculo de Delfos) que o socorra e salve naquele perigo. «De repente, no meio de um céu puro e sereno, juntam-se nuvens, estoira uma trovoada, uma chuva a cântaros extingue a fogueira. Este prodígio ensinou a Ciro quanto Creso era querido dos deuses pela sua virtude.»
Para completar esta secção 57 não há espaço. Fique a certeza de que esta história encerra uma grande moralidade e grande actualidade. Não pudemos relatar as vidas de Telo, Cléobis e Bíton, sem as quais a pintura fica menos valiosa. Jovens, menos jovens e seniores temos aqui uma bela lição a meditar.
(Texto reproduzido de CAMINHAR, revista da AUTITV – Universidade Sénior de Torres Vedras, n.º 18, Dezembro de 2016, com pequenas alterações.)
[Ver, também, textos de Heródoto utilizados, em http://novoestaleiro.blogspot.com/2017/03/o-bem-acabar.html.]

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sirol, Festa da Apresentação do Senhor

2 de Fevereiro de 2017
5.ª-feira, dia 2, Festa da Apresentação do Senhor, Sirol, (Procissão e missa), 15 h, seguindo-se a actuação do Coro da Universidade Sénior de Torres Vedras e lanche-convívio
[Programa afixado na porta da capela]

Festa da Apresentação do Senhor, Sirol, freguesia de Dois Portos, Torres Vedras, numa das mais bonitas capelas de Portugal. Houve procissão em pequeno circuito, seguida de missa. Bonita homilia. A seguir, actuou o Coro da Universidade Sénior de Torres Vedras. O vídeo mostra parte do momento de canto, por um filho da terra, cheio de vibração e amor; a surpresa deste momento de fado, um hino ao Sirol e à amada capela, impediu-nos de captá-lo por inteiro. Agradeço ao cantor.
[Texto da descrição do vídeo no YouTube]

Entre outras canções, foi cantado o Hino da AUTITV, de que transcrevo:

És um verso de poema
Cantando ao entardecer
...................................
Toda de branco vestida
E amarelo à mistura
Acenando a quem passava
Com sorriso de ternura

A AUTITV acena aos passantes..., acena..., acena..., convida... para «um futuro cheio de esperança». A AUTITV dá, oferece..., redescobrimos futuro no entardecer. O entardecer tornado amanhecer..., dia a dia nasce manhã.

Caminho para o Sirol

«Indo de Torres, chega-se a Dois Portos e a seguir à ponte sobre o Sisandro, toma-se a esquerda e continua-se, passando ao lado da Estação Vitivinícola Nacional. Sirol fica a mil, mil e quinhentos metros (?). Indo pela outra extremidade de Dois Portos, pode visitar-se a igreja paroquial de S. Pedro, num alto, também perto, formando um triângulo com a sede da freguesia. Esta última igreja também é bastante interessante.» [Esclarecimento a amigo no facebook]

2-02-2017
Todas as fotos são desta data, menos as três seguintes.

 10-07-2016

 10-07-2016

10-07-2016
Ermida de Nossa Senhora da Purificação Benta a 26 de Julho de 1749
























[Estas imagens de 1 de Abril de 2015, são do google earth, com a devida vénia]
*
HINO DA AUTITV

AUTITV tu és encontro
És vida, calor, saber
És um verso de poema
Cantando ao entardecer

Chegaste um dia...
Toda de branco vestida
E amarelo à mistura
Acenando a quem passava
Com sorrisos de ternura

Chegaste um dia...
E no mar largo da vida
Foste porto de acolher
Acenando a quem passava
Nunca é tarde para aprender

Chegaste um dia...E do passado distante
Apagaste uma lembrança
Acenando a quem passava
Um futuro cheio de esperança

Maria do Espírito Santo
(Daqui, barra lateral.)
*
http://www.liturgia.pt/leccionarios/santoral/7_02_Fev.pdf (Leituras do dia 2 de Fevereiro de 2017)
2de Fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor (Contém algumas gralhas, facilmente detectáveis)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Padaria TI ODETE

Outubro de 2016
Em sete de Outubro, p. p., dei por o PAPAGAIO já não existir. Agora, há a PADARIA TI ODETE. 
«Muitos copos de vinho lá bebi.» — diz o Sr. M., distinto chefe de conceituada oficina de automóveis, em seu tempo.
O reclame vai para sandes de cozido e sandes de mão de vaca. Sandes de presunto. Prato rápido para almoço. «Há dobradinha.» «Sopa de grão.» Pão de vária dimensão e formato, bolos e... bebidas.
Conserva o carácter...
Um papagaio estava pendurado em efígie na parede da direita de quem entra, já para os lados do balcão. Fio-me no que me diz um frequentador habitual, que das três ou quatro vezes que lá terei entrado o bicho de papel não deixou marca gravada no registo consciente. Na parede da esquerda em bonitas placas de vidro acrílico mantêm-se o preçário impresso a preto, quase caligrafado, de alto a baixo, os dados administrativos passados pela Câmara Municipal em 1970 e em 2008 e o logótipo do lugar, nos seus tons vermelho. verde e azul. Oxalá ali continue a presença amigável e de lembrança palavrosa. Ele não pode falar, mas falam os clientes por ele.
O tempo tem assistido a mudanças. Em 70 era presidente da Câmara António Teixeira de Figueiredo e gerente do espaço Júlio Inácio Grazina. Em 2008, presidente, Carlos Manuel Soares Miguel e responsável pela gestão Vasco Manuel da Silva Santos. Sobre a porta, o número de polícia também mudou, 57 em 1970 e 11 actualmente.
Do outro lado da rua, onde esteve até há pouco o laboratório de análises (direcção técnica da Dr.ª Isabel Tinoco), descobre-se agora o nome de anterior estabelecimento: PADARIA TRIUNFO. A «Ti Odete» tem ali um cúmplice de todas as horas. «Eu já fui o que tu és agora!» Os tempos mudam, mas a oferta de pão para todos continua. (1)
A Padaria Ti Odete tem a casa-mãe em A dos Cunhados.
*
«A outra ermida fica também perto de Tôrres Vedras, no caminho das termas dos Cucos; teve alpendre, que perdeu quando se fêz a estrada nova. É ermida muito antiga, feita pela confraria dos sapateiros de Tôrres, para albergaria de gente pobre. Conserva o seu tipo primitivo. Em redor de Tôrres havia outras albergarias, antigas, dos séculos XIII e XIV, construídas por confrarias da vila, com fins piedosos e altruistas inspirados pelo cristianismo.»
(Gabriel Pereira, em Estudos Diversos, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1934, p. 403. «ALPENDRES», artigo de três páginas, foi publicado inicialmente em Arquitectura Portuguesa, 1909. «A outra ermida» referida no extracto supra é a da Senhora do Ameal.)
*
Curiosidade: para o espaço do que foi sacristia pode entrar-se pela porta à esquerda, logo depois da entrada.
Curiosidade 2: fotografias da fachada e do interior podem ver-se, clicando na hiperligação infra. «Sítio acolhedor, comida caseira e fantástica, bom atendimento e bom ambiente, antiga tasca portuguesa recuperada modernamente junto ao campo de futebol e clinica soerad.» – comentário de 2005. Ao proprietário do sítio, agradecemos.

Obs.: Esta mensagem precisa, ainda, de ser completada, o que espero fazer em breve. Ver abaixo espólio da antiga ermida no Museu Municipal de Leonel Trindade. Uma das pedras da frontaria, que Gabriel Pereira reproduz em desenho que aqui deixo, existe em depósito no mesmo museu.
_________________

(1) Entretanto, as letras em relevo -- PADARIA TRIUNFO -- desapareceram de vez. Não se encontram mais, debaixo do nome do novo estabelecimento que ali tomou o lugar.
09-10-2016

09-10-2016

09-10-2016

09-10-2016

09-10-2016

13-03-2014, 19:.59

09-10-2016

09-10-2016

09-10-2016

11-10-2016

14-10-2016, 07:10

Do livro Estudos Dispersos, de Gabriel Pereira,
 ilustrando o seu artigo «Alpendres» (páginas 400-403),
 dado à estampa primeiramente em Arquitectura Portuguesa, 1909.

11-10-2016
Onde estará a cabeça do santo?

11-10-2016

24-04-2014

11-10-2016

11-10-2016

11-10-2016

10-10-2016

10-10-2016


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https://www.zomato.com/es/grande-lisboa/snack-bar-o-papagaio-torres-vedras-centro-lisboa/photos#tabtop (cinco fotos – exterior e interior, antes da mudança de gerência)