quinta-feira, 5 de março de 2015

Os Alves

     Este texto vem depois dos que aqui escrevi sobre o espaço cultural Coisa e a sua envolvência: Rua Dias Neiva, Travessa Madeira Torres e Rua Mousinho de Albuquerque. A partir de Raul Alves, fui chegando aos seus irmãos. Recolhi alguns depoimentos, incompletos, mas que resolvi apresentar, mesmo assim. Hoje, aqui fica o do Sr. Jorge Santos, que comigo peregrinou pelos locais abaixo referidos: Dias Neiva, Mousinho de Albuquerque, Largo do Terreirinho... Os dos Srs. Ricardo Lopes e Jorge Gomes estão registados em anterior mensagem

OS ALVES
              [Eram irmãos muito unidos. Quando tocava a reunir...]
Depoimento do Sr. Jorge Santos
                 (A preto e a verde.)
O pai dos Alves era o Sr. Francisco Alves. Era ele o dono de tudo. Os filhos do Sr. Francisco Alves: Anselmo, António, Jaime, José e Raul.
Anselmo Alves — Solteiro. Padaria, em frente ao posto da Polícia de Segurança Pública, Rua Roque Ferreira Lobo. Foi comandante dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras.
António Alves — Morava na Rua Mousinho de Albuquerque; mercearia e padaria, nesta rua. Havia outra padaria do outro lado da rua, nas traseiras da Tuna, dos senhores Campos e Sousa, ao lado da Adega Miranda. [O edifício da Adega Miranda lá está, com os n.ºs 5, 5 A, 5 B e 5 C.] Havia outra padaria no Quebra-Costas, do José Vilaverde. O Sr. António Alves tinha uma filha, Maria Lucília [?]; casou com Nini Alves, filho de outro José Alves, tinha uma casa de ferragens em frente de onde era o Ventura, antes de chegar à Singer, do mesmo lado, em frente da Hipoloeste (dantes, Casa Hipólito). Maria Lucília ainda era prima do marido, pelo lado da mãe [?]. [Na Rua Mousinho de Albuquerque, confrontava com os armazéns do Sr. Feliciano Brilha,  actual Residencial S. Pedro]
[O ciclo do pão
NB - A entrada da padaria era pela primeira porta de quem vai da Rua Dias Neiva. Ainda lá entrei e vi as pinturas na parede, sobre o ciclo do pão. Espero que alguém publique as fotografias, pois de certeza existem.]
Jaime Alves — Morava no Beco, que é nem mais nem menos a Travessa Madeira Torres. Mais tarde virá morar para um andar no edifício da Rua Henriques Nogueira, por ele mandado construir e que se mantém na posse da sua descendência. O Sr. Jaime Alves foi durante muitos anos rainha do Carnaval de Torres. [Há curtas metragens dos anos 30, em que figura nos corsos de então, como se pode ver no fim, depois das imagens*.]
José Alves — Teve uma filha e um filho. Tinha uma padaria no Largo do Terreirinho, em prédio que foi demolido, tendo sido construído outro, em seu lugar.
Raul AlvesDele já temos falado. Era dono ou estava à sua responsabilidade todo o espaço entre a actual Residencial S. Pedro (foi, antes, armazém da firma Fonseca & Lisboa, tendo o Sr. Feliciano Brilha acabado por ficar o único proprietário) e a Caféeira de Torres, do Sr. Firmino Francisco Figueira, na Rua Dias Neiva.

Padarias dos Alves, em Torres Vedras

Anselmo Alves — na Rua Roque Ferreira Lobo, n.º  4;
António Alves — na Rua Mousinho de Albuquerque;
Jaime Alves — na Rua 9 de Abril, n.º  11 A;
José Alves — no Largo do Terreirinho.

Outras padarias
Na Rua do Quebra-Costas, do José Vilaverde; dos senhores Campos [José] e Sousa, na Rua Mouzinho de Albuquerque, nas traseiras da Tuna. Existia também a padaria Central, do Sr. Augusto Gomes, na Rua Cândido dos Reis. É o edifício de análises clínicas, entre o Hospital SOERAD e as primeiras instalações desta empresa, pertencendo ao mesmo conjunto.

*
A Rua Mousinho de Albuquerque, quase porta a porta
13 A – sapataria do «Vai para a Vila». É do Verino; era do pai, mas o filho é que estava lá. O pai dele era sapateiro no Beco. [Travessa Madeira Torres]
11 A – era uma mercearia, a loja do Sr. Jerónimo, pai do Chico Jerónimo (jornalista). [Agora, é a drogaria do Sr. Augusto Mota [Ver texto de José Batista, no n. 1 de Mila Gaipa, jornal do centro histórico de Torres Vedras, 2014.]
9 A e 9 B – era uma loja de sapatos; o Sr. José Cândido era sapateiro e tinha sapataria.
5 – Adega Miranda. Fica nas traseiras da Casa Primavera. A Casa Primavera tinha acesso à Rua Mousinho de Albuquerque, apenas pelo corredor que leva ao portão, com o n.º 7.
3 – Padaria dos Srs. Campos e Sousa.

Edifício onde está a residencial S. Pedro – Sr. Brilha, firma Fonsecas & Lisboa.

A Quica nasceu na casa por cima da padaria e a mercearia (Rua Mousinho de Albuquerque). Os pais dos Alves viviam numa casa lá dentro do quintal. O velho (pai dos Alves) tinha muito jeito para o negócio e deixava-os lá pôr as carroças.
O prédio onde está a SOTOPAL foi vendido ao Carlos Miguel e ao Nuno Amado (filho da mulher da pensão que está em frente do Teatro-Cine). Venderam ao Dr. Sardinha.


Sr. Francisco Alves, pai dos Alves
1933
É referido o «importante industrial de padaria de Torres Vedras», Sr. Francisco Alves, no artigo UM ALVITRE QUE DÁ BELOS FRUTOS.../ Uma linda festa de caridade no Parque de Torres Vedras, na Alta Extremadura, Ano I, n.º 14, 1933, 20 de Abril de 1933, p. 6. É descrita a festa.


1946
Anúncio na pág. 8 de O Torreense, n.º 33, 1 Set. 1946

1948

Após terminado este inquérito, encontrámos o nosso prezado amigo e assinante, Sr. Francisco Alves, da importante firma da nossa praça Francisco Alves & Filhos, e, após os cumprimentos, perguntámos-lhe:
— O amigo Francisco «concorda que se voltem a fazer as grandes festas carnavalescas em Torres Vedras como se faziam?
— Se estou de acordo?... Claro que estou. Já estou velho, é certo, nada posso fazer… No entanto…
E com um sorriso e aqueles seus modos de sempre bem humorado, disse-nos:
— Olhem, inscrevam-me e ponham o meu nome à cabeça com um conto de réis!
Nada mais perguntámos, nem nada mais precisámos de ouvir. Despedimo-nos e quando nos retirávamos ainda nos disse:
— Contem comigo com um conto de réis!...
Portanto, torrienses, moços e velhos, foliões e simples espectadores, mas todos amigos de Torres Vedras, vamos a fazer novamente as grandes festas carnavalescas na nossa vila, que chegaram a ser tradicionais e que bastante podem contribuir para o progresso desta linda terra.
Publicamos algumas gravuras dos carros do cortejo de Carnaval de 1937 e constate-se com a do Carnaval deste ano. Temos a certeza que não deve ficar no olvido o apelo da comissão que se nos dirigiu.
As nossas colunas cá ficam ao dispor desse grande empreendimento.

(O Torreense, n.º 64, 22 Fev. 1948, parte final do artigo «As festas carnavalescas em Torres Vedras / devem continuar a fazer-se como antigamente!», p. 4 )

***
Em passeio pelas padarias dos Alves, com o Sr. Jorge Santos
Como o Sr. Raul não vai figurar no passeio pelas padarias dos Alves, aqui deixo umas breves palavras, para o incluir na galeria. Foi connosco, em espírito.

A padaria que foi do Sr. António Alves fechou as portas há alguns anos. Resta a da Rua 9 de Abril, mas o pão já não é ali fabricado. É agora uma boutique pão quente e temos lá visto na mesinha da janela meninas a tomarem o seu lanche, bolo, café ou outra bebida, calmamente, com vagar. A mesa é ideal para duas pessoas. A rua, muito bonita. A vida é bela.

Sr. Raul Alves
Tinha um armazém muito grande de depósito, com mercearia, como é hoje o Recheio, para abastecimento das lojas de Torres e das aldeias, incluindo produtos para a agricultura. Sogro de José Afonso Torres, que foi muitos anos responsável pela ourivesaria Anselmo. Avô materno de Clara Torres.
Sr. José Alves
Saímos d'A Brasileira. Um pouco à frente, começa a Rua do Terreirinho

Rua do Terreirinho

O mesmo

Edifício d'A Pérola de Torres, hoje devoluto. Também dá para a Rua dos Celeiros de Santa Maria

Era aqui a padaria do Sr. José Alves. O edifício já não existe. Em seu lugar, está este prédio de gaveto, com fachada para as ruas do Dr. Aleixo Ferreira, a da esquerda,  e Francisco Xavier de Melo. O sítio onde está a empresa Ambiprodígio é  sentido como pertencendo ao «Largo do Terreirinho»


Badaladas, 7 de Agosto de 1992, p. 15


*
Sr. Anselmo Alves
Além do que é dito, a seguir, em legenda às fotografias e nos jornais reproduzidos, diga-se que Anselmo Alves figura entre os elementos da Comissão Pró Festejos Carnavalescos em Torres Vedras. Era o ano de 1948 e queria-se retomar a tradição, interrompida pela situação que se tinha vivido decorrente da II Guerra Mundial. A comissão:
Luís Brandão Pereira de Melo, Anselmo Alves, António Augusto Baptista, Joaquim Alfredo Gomes dos Reis e José Gregório Lourenço Júnior
(Ver O Torreense, Ano XIII, n.º 64, 22-02-1948)

Rua de Serpa Pinto

Aqui termina a Rua de Serpa Pinto
À esquerda, a Travessa de Luís Cardoso; à direita, a Praça do Município; e em frente, a Rua de Roque Ferreira Lobo






Por esta porta, 4 A, se entrava para a padaria de Anselmo Alves. O edifício foi comprado pela Câmara Municipal e tem inquilino(s); o rés-do-chão é utilizado como galeria de arte, albergando exposições. O acesso do público é feito, a partir da Praça do Município, pois foi aberta uma porta interior de ligação aos Paços do Concelho. 




                                


O Torreense, 12 de Outubro de 1947


22.º aniversário da Banda dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras
A Banda percorreu a vila e apresentou cumprimentos na Câmara Municipal. No regresso ao quartel, aos membros da direcção, chefe da banda e um executante foi oferecida uma moldura  com os seus retratos. Uma homenagem de surpresa, prestada pelos elementos da banda. 
(O Torreense, 12 de Outubro de 1947)


Em cima, a direcção da Banda dos BVTV: Anselmo Alves (secretário), Joaquim Marques dos Reis (presidente) e Luís Albino (tesoureiro); em baixo: António de Amorim Pereira (chefe) e José Rodrigues da Silva (executante)
(O Torreense, 12 de Outubro de 1947)

 O Torreense, 4 de Abril de 1948. 
Ver toda a reportagem, aqui. É interessante.



Carta dirigida a Luís Augusto Albino, da direcção da Banda dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras (Tesoureiro), na página 5 da reportagem sobre o concerto da Banda e a actuação do Orfeon, no dia 16 de Março, publicada no n.º 66 do jornal, em 4 de Abril de 1948. A referência a Anselmo Alves, no terceiro parágrafo. O comandante Anselmo Alves ficou com certeza satisfeito.

*
Sr. António Alves

 Rua Mousinho de Albuquerque, vista do Largo Frei Eugénio Trigueiros (Largo do Grilo)
Neste largo desemboca a Rua de Roque Ferreira Lobo

 O mesmo
Em frente, a Rua de Mousinho de Albuquerque

Um pouco à frente, do lado esquerdo, a casa com o cunhal amarelo que foi do Sr. António Alves



Padieira esculturada, constituindo uma bela peça artística

A casa também tem frente para a Travessa de Madeira Torres

O mesmo, visto do lado oposto
O Sr. António Alves tinha padaria e mercearia. A primeira porta, à direita, é a da padaria
«Quando alguém precisava de ir comprar pão à padaria do senhor António Alves, essa mesma pessoa passava antes de sair do bairro, ia de porta em porta saber quem precisava de pão [...]»
(Gilda Ferreira, em «A vida no meu bairro, 2.ª parte», Badaladas, n.º 3044, de 9 de Maio de 2014; pode ler-se, também, em Patrimónios 60É do Bairro Bonifácio que se trata, na encosta poente do castelo.)


A padaria que foi do Sr. António Alves
 Foto do livro Torres Vedras por Eduardo Gageiro | uma viagem no centro histórico, edição da Câmara Municipal de Torres Vedras, Novembro de 2003 (com a devida vénia).

 Uma das pinturas do ciclo do pão. Prepara-se o campo para a sementeira do trigo.

 Esta e as três fotografias seguintes são devidas ao acompanhamento dos trabalhos de demolição/readaptação e foram gentilmente disponibilizadas por M. I. L. 


 Cheguei a entrar na padaria, nos anos 90, mas a primeira porta que vemos e a parede da Travessa de Madeira Torres são a meus olhos novidade, comprovando a fragilidade da memória. O interior do estabelecimento é agora visível do exterior, sendo a parede substituída pelo vidro e à porta foi acrescentada a bela padieira a que atrás fizemos referência.


O edifício coberto de azulejos (Residencial S. Pedro) era na época dos Alves a firma Fonseca & Lisboa, ultimamente propriedade do Sr. Feliciano Brilha. 
Ver os artigos de Margarida Brilha, «A firma Fonseca & Lisboa», 1.ª parte e 2.ª parte, publicados sob a designação geral PATRIMÓNIOS, uma colaboração da ADDPC de Torres Vedras com o  jornal Badaladas, nos dias 22-05-2015 e 12-06-2015, páginas 23 e 21, respectivamente.

Do outro lado da rua

Ao fundo, do lado direito, no primeiro edifício cor de rosa velho, com os n.ºs 5, 5 A, 5 B e 5 C, era a Adega Miranda

O mesmo edifício, mais de perto

Portão de serviço da Casa Primavera, com ligação ao estabelecimento da Rua de Miguel Bombarda

Portão de serviço da Padaria dos Srs. Campos e Sousa

A direita, o espaço do que foi a padaria dos Srs. Campos e Sousa, em frente do edifício da firma Fonseca & Lisboa

A entrada por este portão fazia parte do edifício da padaria

Sítio da padaria  Campos e Sousa



O edifício seguinte é, ainda hoje a «Barbearia do Careca», hoje, do Sr. Vítor Hugo, filho do anterior proprietário

A Rua de Mousinho de Albuquerque, na sua ligação à Rua 9 de Abril, à esquerda, e à Rua de Dias Neiva, à direita

O edifício do gaveto é a «Barbearia do Careca»
O Sr. Vítor Hugo, hoje, com -- anos, é presença diária na barbearia, que conta com um funcionário. É vulgar ali encontrarmos dois ou três amigos da casa, só para conversarem. Mila Gaipa, n.º 3, traz uma entrevista ao Sr. Vítor Hugo [Mário Verino Rosado, texto e fotos].


(15Jul2014)

(12 Dez 2014)
      A Rua de Mousinho de Albuquerque, e quem nela vivia, foi evocada por Margarida Ribeiro, «Histórias de uma rua», Badaladas, 20 de Junho de 2014, p. 23, também se podendo ler no sítio da ADDPC de Torres Vedras, em  Patrimónios 62. No Mila Gaipa, n.º 1, Jornal do Centro Histórico de Torres Vedras, artigo «Drogaria de Augusto Mota», rua Mousinho de Albuquerque, 11 A, pela pena de José Batista, o Sr. José Augusto Ramilo Mota fala do passado, do seu estabelecimento e do declínio suave da rua. Não antevê sucessor. Fotografia, de Luís Firmo.

*
Sr. Jaime Alves
Na Rua 9 de Abril

Carnaval de Torres Vedras, 1931

Carnaval de Torres Vedras, 1931

Carnaval T. Vedras, 1932


Carnaval de Torres Vedras, 1932


Jaime Alves, rainha do Carnaval, ano de 1932

Carnaval de 1933, primeiro filme

Carnaval de 1933, segundo filme

 Carnaval de 1933, segundo filme

«... onde o representante da Vila dá as boas vindas, n'um discurso aldrabico...»
(Segundo filme, 1933)

Idem

Idem

Suas Majestades apeiam-se de um «Pullman» da C. P.
(Legenda do separador do filme - Carnaval de 1934)

Carnaval de 1935 - recepção dos reis

Aproximamo-nos do prédio amarelo, onde está o estabelecimento que foi do Sr. Jaime Alves




A SOTOPAL, vista de dentro do café Hamburguerix





Uma boutique pão quente, n.º 11 A
Era aqui a padaria do Sr. Jaime Alves

A entrada para a loja com o n.º 11 faz-se pela entrada do Pátio Amarelo, n.º 13. É a primeira porta, à esquerda. O restaurante publicitado fica ao fundo do corredor, no pátio. Novo corredor leva à Rua de Serpa Pinto






            ***

Padaria  Central
Era do Sr. Augusto Gomes. A placa actual está afixada no lugar da anterior designação
_______________________
* Carnaval de Torres nos anos 30
 Filme de 1931, restaurado na  Cinemateca Nacional. São cerca de 6 minutos.

     Poderá também ter-se acesso ao Carnaval de 1932, aqui.
     ao de 1933, 1.º, aqui;
     ao de 1933, 2.º, aqui;
     e aos de 1934 e 1935 (o de 1935 começa ao minuto 14.41), aqui. Um agradecimento aos respectivos colocadores dos filmes no YouTube.
[Editado em 06-03-2015]; [Foram acrescentadas fotos sobre a padaria e edifício de António Alves, introduzidas algumas legendas, completada outra sobre a firma Fonseca & Lisboa e incluído um anúncio da firma Francisco Alves e Filhos, em 15-08-2015.]

3 comentários:

  1. Boa tarde
    Li atentamente o seu artigo, o qual muito gostei, pois sempre ouvi falar da Família Alves. Ainda que o texto tenha outro objeto, acrescento que Francisco José Jerónimo, proprietário da mercearia na Rua Mousinho de Albuquerque era pai não só de Francisco Vieira Jerónimo (mais conhecido efetivamente por Chico), como também de Carlos Vieira Jerónimo e de Alberto Vieira Jerónimo, este último, seu primogénito, poeta e jornalista, que escreveu inúmeros textos para o Carnaval de Torres na década de 30 do século passado e, entre vários poemas, talvez o mais conhecido para os torreenses, denominado a "A Lenda da Santa Cruz", o qual foi exibido numa pequena evocação dos poetas que escreveram sobre Santa Cruz organizada pela CMTV na Azenha de Santa Cruz.
    Alguns apontamentos sobre os Pastéis de Feijão de Torres Vedras e os Mimosos do Bombarral, ligados à mesma família, ficarão para outra oportunidade.
    Cumprimentos,
    Jorge Jerónimo

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    1. Obrigado pela visita. Vou procurar aprender mais qualquer coisa, a partir do que me diz, que se reveste para mim de grande interesse.
      Saudações torreenses
      JL

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    2. Saudações torrienses. Os dedos fugiram para a grafia antiga.

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