quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cante Alentejano, Património Cultural Imaterial da Humanidade

           «Já la vem a bela aurora!...»  e mais..., e mais... se cantou uma vez em Portel (ou numa saída de professores a Alvito), em jantar de convívio (1980/1981). 
No «Gaudeamus» cantámos a «Laranja da China». Eu e o Mário entrávamos bravamente em solo no verso «Ólhá laranja da China». Para mim, difícil, diga-se. Logo o coro nos acompanhava, socorria: «Criada no arvoredo/ Não te ponhas à esquina/Que eu passo e não tenho medo».



Em dia de classificação do cante alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade, ouçamos o Grupo Coral de Cantares de Portel.
           P. S. Notar o casticismo da pronúncia e, concretamente, a maneira popular de dizer a palavra «arvoredo». É dito «alvoredo», pronúncia aberta no «a» e «l», em vez de «r». Manter estas diferenças, é bom. É plural

2 comentários:

  1. Gosto muito da cadência e musicalidade das canções alentejanas....
    Esta classificação é, sem dúvida alguma, um merecido prémio, que nos deixa a todos bastante orgulhosos...
    Bom fim de semana
    AG

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    1. Isto é óptimo, mas é bom pensar que estes cantes nasceram numa ligação profunda à vida do campo, a um ambiente de dominância rural. Se não se perder essa vivência e um sentido de equilíbrio, o cante continuará vivo. Soa-me um bocadinho, não sei dizer como, um travozinho de mau estar, quando ouço os versos «Adeus, cidade de Portel», em vez de «Adeus, vila de Portel».
      O cante não será uniforme e varia dentro dos seus parâmetros, mas o cante 100% cante terá de procurar-se noutras «modas»., que não na «laranja da China». Ver, p. e., o vídeo no sítio da UNESCO.
      100% cante ou não, a LARANJA DA CHINA é muito linda. Isto sou eu a dizer.
      Bom fim-de-semana
      JL

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